Veículo: Economia & Negócios - Estadão
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Data: 23/04/2026

Editoria: Shopping Pátio Higienópolis
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Compra e venda de propriedades comerciais em 2026 deve superar 2025 (menção)

Negócios movimentaram R$ 8,3 bilhões no primeiro trimestre, um salto de 207%

O ano de 2026 deve ser marcado pelo crescimento do volume financeiro movimentado com a compra e venda de grandes propriedades comerciais, como prédios corporativos, shopping centers e galpões logísticos, de acordo com a consultoria Cushman & Wakefield. Os investidores estão ficando mais animados com os fundamentos positivos do setor – ocupação dos imóveis em alta e valorização dos aluguéis – e com a perspectiva de cortes na Selic.

O início do ano já deu sinais de aquecimento. Ao todo, ocorreram 25 negociações de propriedades, que movimentaram R$ 8,3 bilhões no primeiro trimestre, um salto de 207% na comparação com o mesmo período do ano passado.

“Os próprios fundamentos do mercado estão destravando as operações. Os imóveis estão com vacância baixa, demanda alta e valores de locação subindo. Isso está puxando um maior volume de transações”, afirmou o diretor geral da Cushman & Wakefield, Daniel Battistella. “A perspectiva de uma taxa de juro menor também ajuda a movimentar o mercado. Mas o juro está tão insistentemente alto que as transações começaram a ocorrer mesmo assim”, emendou.

Diante deste cenário, Battistella vê uma boa chance de a compra e vendas de ativos em 2026 superar os R$ 28 bilhões registrados em 2025. “O cenário é positivo para aumento no volume de transações”.

Prédios corporativos registraram maior volume

No primeiro trimestre, o número de transações não foi tão grande, mas movimentou grandes cifras, refletindo a concentração dos negócios em torno de ativos relevantes. O setor de prédios corporativos respondeu pelo maior volume movimentado. Foram sete negócios, totalizando R$ 3,9 bilhões. O destaque ficou por conta do fundo imobiliário Capitânia Office, que comprou uma parte do empreendimento Lotus Tower, em Brasília, por R$ 1,9 bilhão.

Na área de galpões logísticos e industriais, ocorreram 12 transações, no valor total de R$ 3 bilhões. A principal operação veio do fundo BTG Pactual Prime, que arrematou dois complexos por R$ R$ 1,1 bilhão, sendo um em Cajamar (SP) e outro em Duque de Caxias (RJ).

No segmento de varejo, foram seis operações com grandes propriedades, no total de R$ 1,3 bilhão. Sozinho, o fundo XP Malls desembolsou R$ 609 milhões para adquirir participações em shoppings de primeira linha, entre eles o Pátio Higienópolis, e os “Iguatemis” de Ribeirão Preto, São José do Rio Preto e Praia de Belas, em Porto Alegre.

Combinação entre dinheiro e cotas ganhou corpo

Outro fator que ajudou compradores e vendedores a fechar negócios foi a consolidação de uma estratégia que combina o pagamento em dinheiro com a entrega de cotas de fundos imobiliários. Essa estratégia passou a ganhar corpo nos últimos dois anos, quando fundos tiveram mais dificuldade de captar recursos diante dos juros altos, que fizeram os investidores debandarem para a renda fixa. Com menos dinheiro na mesa, os proprietários de imóveis em busca de liquidez passaram a aceitar cotas de fundos listados na bolsa como forma de pagamento.

A pesquisa da Cushman & Wakefield mostrou que 39% dos R$ 8,3 bilhões em contratos foram fechados por meio de uma combinação de dinheiro mais cotas, enquanto 4% foram exclusivamente via cotas. Outros 51% envolveram puramente dinheiro, e os demais não tiveram informações desse gênero tornadas públicas.

“A taxa de juro alta tirou liquidez do mercado, e aí o mercado teve que buscar alguma solução criativa”, observou Battistella. “A saída foi a troca de ativos por cotas. Se o dinheiro estivesse mais disponível, a conversa seria outra. Aí o volume de negociações seria bem maior.”

Esta notícia foi publicada na Broadcast+ no dia 22/04/2026, às 15:10

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