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Data: 26/05/2026

Editoria: Shopping Pátio Higienópolis
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XP: falta de gatilhos e cenário macro fraco mantêm varejo fora das carteiras

Vestuário aparece como exceção positiva, enquanto farmácias perdem força e inflação de alimentos não sustenta o setor; incerteza macro e política seguem travando alocação

Após uma rodada de reuniões com investidores no Rio de Janeiro na semana passada para discutir o setor de varejo, a XP afirma que a percepção geral segue marcada por baixa convicção e posicionamento leve no setor.

Os analistas Danniela Eiger, Pedro Caravina e Laryssa Sumer dizem que esse quadro reflete deterioração do ambiente macro, maior incerteza política e histórias individuais não óbvias para sustentar a exposição, o que mantém a convicção baixa.

No recorte por segmentos, a XP lembra que vestuário se destacou como a área com momentum aparentemente melhor. A leitura é de que, depois de um primeiro trimestre sólido e com uma dinâmica climática favorável, o momentum de resultados parece positivo.

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A corretora acrescenta que a recente remoção de impostos federais, a chamada “taxa das blusinhas”, não tem sido uma preocupação e aponta C&A (CEAB3) como o nome preferido. Ainda assim, menciona que alguns investidores concordaram com a recomendação em Lojas Renner (LREN3) por preferirem um papel mais líquido e defensivo, exposto a tendências setoriais semelhantes.

Em farmácias, a XP relata que um tema antes visto como uma das teses mais consensuais perdeu força. O posicionamento teria diminuído diante de preocupações com a desaceleração do crescimento de GLP-1 e do debate sobre a jornada de trabalho 6×1, levando parte dos investidores a enxergar riscos de baixa para as estimativas de consenso. A corretora afirma que isso não combina bem com o valuation premium da RD Saúde, embora avalie que os níveis atuais parecem precificar esse ajuste.

A XP também sentiu uma melhora no sentimento em relação à Smart fit (SMFT3) após os resultados do primeiro trimestre. Segundo a corretora, investidores gostam estruturalmente da empresa, mas ainda há dúvidas, especialmente ligadas à dinâmica competitiva e à nova economia das academias, embora essas preocupações tenham sido suavizadas pelo desempenho do trimestre.

Sobre a Natura (NATU3), o trio de analistas afirma que o papel foi bastante discutido, mas o sentimento segue de cautela. A corretora cita resultados fracos e uma perspectiva aparentemente ainda desafiadora à frente, ressaltando que, apesar do interesse, ainda não há gatilhos.

No caso da Vivara (VIVA3), a XP diz que alguns investidores monitoram o papel em busca de um potencial ponto de entrada. A corretora relata mais interesse após a forte fraqueza depois do primeiro trimestre, movimento que, avalia, pareceu exagerado. Para a XP, sinais positivos em Life poderiam ser um gatilho para melhora do posicionamento.

Em alimentos, a XP relata que os investidores seguem cautelosos e que a inflação de alimentos não é suficiente para dar suporte ao segmento, já que pode ser compensada por queda de volumes.