A Allos (ALOS3) informou nesta terça-feira, 5 de maio de 2026, que firmou Memorandos de Entendimento para transações de gestão ativa de portfólio, envolvendo a venda da participação de 49% no Shopping Curitiba por R$ 193,7 mi, a possível aquisição de participação adicional no Amazonas Shopping por R$ 178,2 mi e uma permuta de ativos avaliada em R$ 105,7 mi.

No Shopping Curitiba, a companhia assinou MOU para vender sua fatia de 49% por R$ 193,7 mi, valor que corresponde a cap rate de 9,5%, calculado sobre o NOI (resultado operacional de locação) caixa de 2025. O pagamento, na data de conclusão, será feito em 50% em dinheiro pelo Grupo Soifer, 28% em dinheiro ou cotas do FII Pátria Malls e 22% em dinheiro ou cotas do FII Capitânia Securities, com preço final ajustado ao NOI dos 12 meses anteriores ao fechamento.

No Amazonas Shopping, a Allos firmou MOU para adquirir participação econômica adicional de até 17,19% por R$ 178,2 mi, equivalente a cap rate de 9,7% com base no NOI esperado para 2026. A companhia espera efetivar a compra de aproximadamente 7,3% do ativo, devido ao interesse de coproprietários em parte da fatia ofertada, com pagamento integral em dinheiro na data de conclusão. O shopping integra o grupo de ativos que vende mais de R$ 1 bi por ano.

Na permuta, a Allos receberá participação de 7,35% no Shopping Campo Grande e 5% no Shopping Villagio Caxias do Sul, em troca da transferência de 8,56% do Shopping Taboão e do pagamento de R$ 20 mi em dinheiro na conclusão. A operação foi avaliada em R$ 105,7 mi, com cap rate de 8,7% calculado sobre o NOI esperado para 2026 de cada shopping, e a companhia destacou que os shoppings adquiridos têm vendas médias por m² mais de 20% superiores às dos shoppings desinvestidos.

Após as operações, as participações da Allos passariam de 49% para 0% no Shopping Curitiba, de 92% para 83,4% no Shopping Taboão, de 24,7% para 32% no Amazonas Shopping, de 70,9% para 78,3% no Shopping Campo Grande e de 61% para 66% no Shopping Villagio Caxias do Sul. A conclusão das transações depende de diligências, renúncia ou não exercício de direitos de preferência e aprovação do CADE.