Veículo: Diário do Comércio Online
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Data: 05/05/2026

Editoria: Shopping Pátio Higienópolis
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Ibovespa fecha abril no zero a zero após se aproximar dos 200 mil pontos

Ibovespa subiu 1,39% no dia

O Ibovespa fechou em alta nesta quinta-feira (30), em pregão de recuperação, mas terminou abril quase no zero a zero, após uma sequência de quedas que o distanciou da marca inédita de 200 mil pontos que ensaiou atingir em meados do mês.

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 1,39% no dia, a 187.317,64 pontos, mas caiu 1,8% na semana, encurtada pelo feriado do Dia do Trabalho na sexta-feira, e terminou abril com variação negativa de 0,08%.

Na máxima do dia, chegou a 187.920,77 pontos. Na mínima, marcou 184.758,66 pontos. O volume financeiro somou R$28,8 bilhões.

Desde que renovou as máximas históricas em meados do mês, o Ibovespa fechou no azul em apenas um pregão de dez sessões até a véspera, acumulando no período um declínio de 7%. A correção acompanhou a saída de investidores estrangeiros, que vinham sustentando as ações brasileiras. No mês, o saldo ainda está positivo, em R$6,9 bilhões, conforme dados da B3 até o dia 28. Até o dia 15, porém, havia uma entrada líquida de R$14,6 bilhões.

Investidores continuaram monitorando a cena geopolítica nesta sessão, quando o barril de petróleo sob o contrato Brent chegou a superar US$126, máxima desde março de 2022, antes de perder o fôlego e fechar com queda de 3,41%, a US$114,01.

Ainda na quarta-feira, o site de notícias Axios publicou que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, deve receber informações nesta quinta-feira sobre os planos para uma série de novos ataques militares contra o Irã, o que fez o petróleo disparar.

Nesta quinta-feira, o Irã afirmou que, se Washington renovar a agressão, responderá com “ataques longos e dolorosos” a posições dos EUA, complicando os planos de Washington para uma coalizão internacional para abrir o Estreito de Ormuz.

Em Wall Street, o S&P 500, uma das referências do mercado acionário norte-americano, subiu 1% com agentes também repercutindo números e perspectivas de grandes empresas de tecnologia.

A temporada de resultados de empresas de primeiro trimestre no Brasil também ocupou as atenções, incluindo os números de Suzano e Motiva, divulgados na véspera, assim como a decisão do Banco Central de cortar a taxa Selic na quarta-feira para 14,50% ao ano.

Destaques

VALE ON fechou em alta de 2,19%, em pregão de correção positiva, após sete quedas seguidas, sendo que apenas na véspera fechou com um tombo de 5,87%, em meio à repercussão do resultado do primeiro trimestre e comentários de executivos da mineradora. A trégua foi apoiada pelo avanço dos futuros do minério de ferro na China, onde o contrato mais negociado em Dalian encerrou as negociações do dia com elevação de 1,6%.

ITAÚ UNIBANCO PN subiu 0,75%, em dia de ajustes no setor como um todo, após perdas relevantes na quarta-feira. O banco reporta na próxima semana seu balanço do primeiro trimestre. BRADESCO PN, que também divulga resultado na semana que vem, avançou 1,1%. Ainda no setor, BANCO DO BRASIL ON valorizou-se 2,3% e SANTANDER BRASIL UNIT encerrou com acréscimo de 1,4%.

PETROBRAS PN subiu apenas 0,25%, em meio ao movimento negativo dos preços do petróleo no exterior. A estatal reporta ainda nesta quinta-feira seu relatório de produção e vendas no primeiro trimestre.

HAPVIDA ON avançou 5,45%, em dia de assembleia de acionistas para mudar o conselho de administração, que aprovou aumento no número de membros do conselho de administração e os nomes indicados pela gestora Squadra para compor o colegiado.

BRASKEM PNA subiu 2,35%, um dia após seus acionistas elegerem novos membros para o conselho de administração da petroquímica, com a presidente-executiva da Petrobras, Magda Chambriard, como presidente do colegiado.

ISA ENERGIA BRASIL PN avançou 2,71%, endossada por relatório de analistas do UBS BB, que elevaram a recomendação das ações para neutra, bem como preço-alvo dos papéis de R$23,50 para R$35.

SUZANO ON caiu 2,18%, após divulgar um resultado operacional abaixo do esperado pelo mercado no primeiro trimestre, em meio ao impacto da desvalorização do dólar, mas apoiado em parte por aumentos de preços e volumes de venda de celulose. O presidente da companhia disse que a Suzano segue vendo um cenário de demanda sólida para celulose nos próximos meses, mas que diante das instabilidades geopolíticas está adotando uma política de preços menos homogênea entre as regiões.

MOTIVA valorizou-se 2,96%, com o resultado do primeiro trimestre também em foco, com Ebitda ajustado de R$2,24 bilhões no período, expansão de 9,3% ano a ano. O CFO também afirmou que a companhia foi contatada por investidores interessados em sociedade na plataforma de transporte de passageiros por trilhos, mas que ainda está estudando uma eventual transação.

MULTIPLAN ON subiu 0,51%, após a operadora de shopping centers e empreendimentos imobiliários reportar lucro líquido de R$316,14 milhões no primeiro trimestre, crescimento de 35% ano a ano.

MARCOPOLO PN avançou 1,25%, tendo ainda no radar anúncio do governo federal de que implementará uma nova fase do programa Move Brasil, com aporte de R$14,5 bilhões do Tesouro Nacional e outros R$6,7 bilhões do BNDES para viabilizar linhas de crédito para compra de caminhões e ônibus. RANDON PN, que não está no Ibovespa, subiu 2,31%.