{"id":123686,"date":"2026-01-20T09:07:50","date_gmt":"2026-01-20T12:07:50","guid":{"rendered":"https:\/\/monitoramento.spmj.com.br\/noticias\/?p=123686"},"modified":"2026-01-20T09:07:50","modified_gmt":"2026-01-20T12:07:50","slug":"472-anos-de-sao-paulo-com-arte-monumental-e-novos-olhares-mencao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/monitoramento.spmj.com.br\/noticias\/2026\/01\/20\/472-anos-de-sao-paulo-com-arte-monumental-e-novos-olhares-mencao\/","title":{"rendered":"472 anos de S\u00e3o Paulo com arte monumental e novos olhares &#8211; MEN\u00c7\u00c3O"},"content":{"rendered":"<p>472 anos de S\u00e3o Paulo com arte monumental e novos olhares<\/p>\n<p>Exposi\u00e7\u00e3o na fachada do Conjunto Nacional sobre a cidade!<\/p>\n<p>A partir de 24 de janeiro, S\u00e3o Paulo recebe uma homenagem grandiosa e profundamente cultural, no m\u00eas em que celebra mais um anivers\u00e1rio.<\/p>\n<p>A cidade ganha a quinta edi\u00e7\u00e3o do Ciclo de Exposi\u00e7\u00f5es S\u00e3o Paulo 472 anos, S\u00e3o Paulo 2026, &#8220;Se essa rua fosse nossa &#8220;, sob curadoria de Vera Sim\u00f5es. A fachada do Conjunto Nacional, no cora\u00e7\u00e3o pulsante da Avenida Paulista, se transforma em um espa\u00e7o de arte monumental, celebrando S\u00e3o Paulo pelo olhar de onze artistas visuais que convidam o p\u00fablico a uma reflex\u00e3o po\u00e9tica sobre o cotidiano paulistano.<\/p>\n<p>Participam do ciclo este ano Dulce Julianelli, Gaby Alves, Gaby Faltay, Leila Lagonegro, Malu Mesquita, Mariana Naves, M\u00e1ximo Hern\u00e1ndez, Pedro Greene, Rose Rossetti, Silvana LaCreta Ravena e Zina Kossoy. Cada artista escolheu uma rua da cidade, criando uma cartografia sens\u00edvel que percorre bairros, hist\u00f3rias e tempos distintos. A sele\u00e7\u00e3o de cada obra revela a profundidade das rela\u00e7\u00f5es e das viv\u00eancias que moldam a identidade paulistana. Da inf\u00e2ncia \u00e0s avenidas ic\u00f4nicas, das lembran\u00e7as \u00edntimas aos cen\u00e1rios compartilhados, as obras formam um mapa visual que n\u00e3o s\u00f3 toca quem vive a cidade, mas tamb\u00e9m quem a visita, traduzindo o esp\u00edrito inquieto e plural da metr\u00f3pole.<\/p>\n<p>\u00c0 frente da curadoria do ciclo, Vera Sim\u00f5es, curadora e propriet\u00e1ria da Galeria VerArte, \u00e9 uma figura fundamental na democratiza\u00e7\u00e3o da arte contempor\u00e2nea no Brasil. Com mais de duas d\u00e9cadas de atua\u00e7\u00e3o, construiu uma trajet\u00f3ria marcada pelo compromisso de levar a arte para al\u00e9m das galerias tradicionais, ocupando espa\u00e7os p\u00fablicos de grande visibilidade, como o Conjunto Nacional. Autora de quatro livros e defensora da acessibilidade cultural, Vera refor\u00e7a, nesta edi\u00e7\u00e3o, a pot\u00eancia da arte como experi\u00eancia cultural e cotidiana.<\/p>\n<p>Esta iniciativa reafirma o espa\u00e7o p\u00fablico como territ\u00f3rio de conviv\u00eancia e express\u00e3o cultural. A exposi\u00e7\u00e3o oferece uma experi\u00eancia est\u00e9tica em grande escala por meio de doze banners de sete metros de altura por quatro metros de largura, acompanhados de treze totens no t\u00e9rreo, que apresentam novas formas de perceber a cidade. Assim, a arte se aproxima do cotidiano das milhares de pessoas que circulam pela Avenida Paulista, criando impacto visual e convidando o p\u00fablico a um di\u00e1logo com a cidade.<\/p>\n<p>Em paralelo, a Galeria VerArte lan\u00e7a a terceira edi\u00e7\u00e3o do livro S\u00e3o Paulo 472, S\u00e3o Paulo 2026, &#8220;Se essa rua fosse nossa &#8220;, na Livraria Paisagem, localizada no Cidade Matarazzo, em Bela Vista. A publica\u00e7\u00e3o re\u00fane as obras dos artistas, al\u00e9m de textos e reflex\u00f5es que exploram as m\u00faltiplas camadas culturais, sociais e urbanas da capital paulista, oferecendo ao leitor uma experi\u00eancia sens\u00edvel da cidade.<\/p>\n<p>A comemora\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m se estende \u00e0 Galeria VerArte, na hist\u00f3rica Rua Bar\u00e3o de Tatu\u00ed, onde as obras f\u00edsicas dos onze artistas poder\u00e3o ser vistas de 17 de janeiro a 3 de mar\u00e7o, ampliando o di\u00e1logo entre p\u00fablico e artistas e permitindo uma imers\u00e3o mais profunda nas diferentes vis\u00f5es da cidade.<\/p>\n<p>O ciclo de exposi\u00e7\u00f5es acontece de 24 de janeiro a 25 de fevereiro de 2026, convidando todos a redescobrir S\u00e3o Paulo por novos olhares e sentidos.<\/p>\n<p>Curadora:<\/p>\n<p>Vera Sim\u00f5es \u00e9 uma figura renomada no mundo das artes, conhecida por sua paix\u00e3o em democratizar a cultura e promover a arte contempor\u00e2nea. Como curadora, marchand e propriet\u00e1ria da Galeria VerArte, tem trabalhado incansavelmente para tornar a arte acess\u00edvel a todos.<\/p>\n<p>Com mais de duas d\u00e9cadas de experi\u00eancia, Vera Sim\u00f5es \u00e9 autora de quatro livros influentes e tem sido uma pioneira em levar a arte para fora dos espa\u00e7os tradicionais, como galerias e museus, optando por expor obras em locais de grande visibilidade e acessibilidade.<\/p>\n<p>Seu compromisso com a acessibilidade cultural \u00e9 evidente em suas exposi\u00e7\u00f5es em metr\u00f4s de S\u00e3o Paulo e Rio de Janeiro, bem como em outros espa\u00e7os de grande prest\u00edgio. Vera Sim\u00f5es \u00e9 uma defensora incans\u00e1vel da inclus\u00e3o da arte em espa\u00e7os p\u00fablicos, homenageando os diversos bairros da cidade de S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p>Artistas:<\/p>\n<p>Dulce Julianelli &#8211; Rua Rio Grande (Vila Mariana)<\/p>\n<p>A artista pl\u00e1stica Dulce Julianelli revisita a Rua Rio Grande, onde viveu inf\u00e2ncia e juventude na Vila Mariana das d\u00e9cadas de 1950 e 1960. Ali, entre vizinhos pr\u00f3ximos, pequenos com\u00e9rcios e o cotidiano do bairro, formou suas primeiras mem\u00f3rias e se graduou como professora no Col\u00e9gio Cristo Rei. Sua obra nasce desse territ\u00f3rio afetivo, marcado por lembran\u00e7as que permanecem vivas na casa onde cresceu e no bairro que ainda guarda sua hist\u00f3ria.<\/p>\n<p>Gaby Alves &#8211; Rua 7 de Abril (Rep\u00fablica)<\/p>\n<p>A artista visual Gaby Alves encontrou na Avenida 7 de Abril um ponto de converg\u00eancia entre mem\u00f3ria e cria\u00e7\u00e3o. A via, que j\u00e1 abrigou lojas tradicionais de fotografia e marcou momentos importantes do MASP, conecta-se tamb\u00e9m ao dia de seu nascimento, refor\u00e7ando sua escolha. Para a artista, o local simboliza o encontro entre hist\u00f3ria pessoal e coletiva, inspirando uma nova etapa de investiga\u00e7\u00e3o em sua obra: o autorretrato.<\/p>\n<p>Gaby Faltay &#8211; Rua Jo\u00e3o do Rio (Pinheiros)<\/p>\n<p>A artista pl\u00e1stica Gaby Faltay homenageia a Rua Jo\u00e3o do Rio, cen\u00e1rio essencial de sua inf\u00e2ncia em Pinheiros. Com seus paralelep\u00edpedos preservados e atmosfera de tempo suspenso, a rua acompanha sua trajet\u00f3ria sens\u00edvel ao longo de mais de quatro d\u00e9cadas de produ\u00e7\u00e3o art\u00edstica. Sua obra para a exposi\u00e7\u00e3o re\u00fane fragmentos desse percurso, criando um mosaico afetivo que convida a perceber a cidade com mais delicadeza e mem\u00f3ria.<\/p>\n<p>Leila Laonegro &#8211; Rua Dr. Ces\u00e1rio Mota J\u00fanior (Consola\u00e7\u00e3o\/Santa Cec\u00edlia)<\/p>\n<p>Para a artista pl\u00e1stica Leila Lagonegro, a Rua Dr. Ces\u00e1rio Mota J\u00fanior simboliza o in\u00edcio de sua forma\u00e7\u00e3o na Faculdade de Ci\u00eancias M\u00e9dicas da Santa Casa de S\u00e3o Paulo, onde integrou a primeira turma de Medicina em 1962. Entre salas improvisadas, enfermarias e jardins, viveu seis anos intensos no bairro de Santa Cec\u00edlia. Suas obras recuperam essas viv\u00eancias fundadoras, que marcaram sua trajet\u00f3ria pessoal e profissional.<\/p>\n<p>Malu Mesquita &#8211; Rua S\u00e3o Nic\u00e1sio (Mooca)<\/p>\n<p>A artista visual Malu Mesquita parte da Rua S\u00e3o Nic\u00e1sio, na Mooca, para investigar a beleza presente em cen\u00e1rios urbanos em constante transforma\u00e7\u00e3o. Ao longo dos anos, seu olhar sens\u00edvel passou a enxergar poesia e arte em m\u00f3veis abandonados, entulhos e objetos descartados, que para a artista carregam hist\u00f3rias e fragmentos de vida. Esse projeto, inicialmente desenvolvido no Instagram, ganhou novos desdobramentos ao se transformar em livro e integrar exposi\u00e7\u00f5es, consolidando-se agora como um gesto de afeto e pertencimento ao ser apresentado para S\u00e3o Paulo, na Avenida Paulista.<\/p>\n<p>Mariana Naves &#8211; Avenida Liberdade (Liberdade)<\/p>\n<p>A artista pl\u00e1stica Mariana Naves revisita a Avenida Liberdade para dar voz \u00e0s mulheres que marcaram o territ\u00f3rio muito antes de sua associa\u00e7\u00e3o \u00e0 cultura oriental. Em sua pesquisa, resgata narrativas apagadas e transforma mem\u00f3ria em cor e presen\u00e7a. A obra central, em tons de verde, simboliza cura e renascimento, sugerindo passos femininos que permanecem, silenciosos ou celebrados, construindo a identidade do bairro.<\/p>\n<p>M\u00e1ximo Hern\u00e1ndez &#8211; Avenida 9 de Julho (Bela Vista)<\/p>\n<p>O fot\u00f3grafo M\u00e1ximo Hern\u00e1ndez escolheu a Avenida 9 de Julho por reunir hist\u00f3ria pessoal e simbolismo urbano. Entre lembran\u00e7as da inf\u00e2ncia na Avenida \u00c1lvaro Ramos e os anos de estudante na Rangel Pestana, encontrou nessa via um \u00edcone paulistano marcado pelo MASP, pelo t\u00fanel hom\u00f4nimo e pela mistura entre arquitetura moderna e antiga. Seus registros buscam preservar o presente dessa avenida emblem\u00e1tica, onde mem\u00f3ria e cidade se entrela\u00e7am.<\/p>\n<p>Pedro Greene &#8211; Rua Estados Unidos (Jardins)<\/p>\n<p>O fot\u00f3grafo Pedro Rivellino Greene, nascido em S\u00e3o Paulo e criado entre diferentes pa\u00edses, descobriu na c\u00e2mera seu modo de express\u00e3o ainda na adolesc\u00eancia, durante os anos vividos na Fl\u00f3rida. Hoje, como diretor de fotografia e v\u00eddeo, une projetos autorais e colabora\u00e7\u00f5es, como com a Wise Basketball. Para a exposi\u00e7\u00e3o, escolhe uma cena de basquete como met\u00e1fora do ritmo de S\u00e3o Paulo, uma cidade que improvisa, pulsa e se transforma, moldando seu olhar desde a inf\u00e2ncia.<\/p>\n<p>Rose Rossetti &#8211; Avenida Dra. Ruth Cardoso (Pinheiros)<\/p>\n<p>A artista pl\u00e1stica Rose Rossetti parte da Avenida Dra. Ruth Cardoso, cen\u00e1rio de seu cotidiano, para homenagear S\u00e3o Paulo. Entre o verde do Parque Villa-Lobos, o fluxo da Marginal Pinheiros e o movimento de trens, bicicletas e carros, encontra a paisagem que inspira sua obra Reflexos do Caminho. Com tons de azul e composi\u00e7\u00f5es fragmentadas, explora fluidez, luz e mem\u00f3ria, propondo um olhar sens\u00edvel e contemplativo sobre a cidade.<\/p>\n<p>Silvana LaCreta Ravena &#8211; Avenida Pedroso de Morais (Pinheiros)<\/p>\n<p>A artista pl\u00e1stica Silvana LaCreta Ravena escolhe a Avenida Pedroso de Morais como um territ\u00f3rio de mem\u00f3ria e afeto, presente em diferentes fases de sua vida. Embora nunca tenha morado ali, a via se tornou um espa\u00e7o familiar, marcado por deslocamentos cotidianos e lembran\u00e7as que moldaram sua trajet\u00f3ria. Em seu ensaio, o verde das \u00e1rvores surge como elemento sensorial central, transformando paisagem em experi\u00eancia afetiva. Ao revisitar a avenida hoje, a artista reflete sobre a perda desse elemento natural e prop\u00f5e, por meio da arte, um gesto simb\u00f3lico de cuidado, mem\u00f3ria e desejo de reflorestamento da cidade.<\/p>\n<p>Zina Kossoy &#8211; Avenida Higien\u00f3polis (Higien\u00f3polis)<\/p>\n<p>A artista pl\u00e1stica Zina Kossoy escolhe a Avenida Higien\u00f3polis por sua relev\u00e2ncia hist\u00f3rica e cultural. Arborizada e marcada por casar\u00f5es e edif\u00edcios emblem\u00e1ticos, abriga institui\u00e7\u00f5es como a Casa Dona Veridiana, o Instituto Italiano de Cultura, a Cultura Inglesa, o Col\u00e9gio Sion, o\u00a0<span id=\"CHAVE_9591\" title=\"9591\/21 | 798837\">Shopping Higien\u00f3polis<\/span>\u00a0e o Col\u00e9gio Rio Branco. Para a artista, a avenida sintetiza a identidade do bairro, um territ\u00f3rio onde arquitetura, mem\u00f3ria e tradi\u00e7\u00e3o paulistana se encontram.<\/p>\n<p>Exposi\u00e7\u00f5es no Conjunto Nacional:<\/p>\n<p>Fachada com banners gigantes<\/p>\n<p>Piso t\u00e9rreo, com exposi\u00e7\u00e3o dos totens<\/p>\n<p>De 24 de janeiro a 25 de fevereiro de 2026<\/p>\n<p>Avenida Paulista, 2073 &#8211; Consola\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>Lan\u00e7amento do livro<\/p>\n<p>S\u00e3o Paulo 472, S\u00e3o Paulo 2026, &#8220;Se essa rua fosse nossa &#8221;<\/p>\n<p>Data: 24 de janeiro de 2026 &#8211; 14h \u00e0s 17h<\/p>\n<p>Livraria Paisagem &#8211; Cidade Matarazzo<\/p>\n<p>Rua Rio Claro, 190 &#8211; Bela Vista<\/p>\n<p>Exposi\u00e7\u00e3o na Galeria VerArte<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A artista pl\u00e1stica Zina Kossoy escolhe a Avenida Higien\u00f3polis por sua relev\u00e2ncia hist\u00f3rica e cultural. 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