{"id":122101,"date":"2025-12-02T17:34:02","date_gmt":"2025-12-02T20:34:02","guid":{"rendered":"https:\/\/monitoramento.spmj.com.br\/noticias\/?p=122101"},"modified":"2025-12-02T17:34:02","modified_gmt":"2025-12-02T20:34:02","slug":"exclusivo-grupo-carrefour-vai-mudar-sua-sede-para-atacadao-e-testa-sistema-novo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/monitoramento.spmj.com.br\/noticias\/2025\/12\/02\/exclusivo-grupo-carrefour-vai-mudar-sua-sede-para-atacadao-e-testa-sistema-novo\/","title":{"rendered":"Exclusivo: Grupo Carrefour vai mudar sua sede para Atacad\u00e3o e testa sistema novo"},"content":{"rendered":"<p>Para o CEO do Grupo Carrefour Brasil, ningu\u00e9m \u00e9 competitivo em pre\u00e7o se n\u00e3o for competitivo em custo<br \/>\nPor Adriana Mattos, Valor \u2014 S\u00e3o Paulo<br \/>\n02\/12\/2025 12h21 Atualizado agora<\/p>\n<p>A loja do Carrefour do Alphaville, em Barueri (SP), est\u00e1 implementando um projeto piloto para troca do sistema de gest\u00e3o dos itens vendidos no Carrefour pelo utilizado pelo Atacad\u00e3o.<\/p>\n<p>Chamado de ERP (sigla em ingl\u00eas para planejamento dos recursos empresariais), a mudan\u00e7a deve avan\u00e7ar para todas as lojas da varejista. \u00c9 como trocar o software do c\u00e9rebro comercial de uma empresa pela outra. Isso \u00e9 s\u00f3 uma sinaliza\u00e7\u00e3o do que est\u00e1 por vir. A pouco metros dali, tamb\u00e9m est\u00e1 em andamento o processo de fechamento da sede do grupo Carrefour Brasil, em Barueri (SP) e a migra\u00e7\u00e3o de toda a equipe para o escrit\u00f3rio central do Atacad\u00e3o na cidade de S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p>Funcion\u00e1rios foram informados h\u00e1 apenas um m\u00eas e o pessoal deve ser transferido no segundo semestre de 2026.<\/p>\n<p>A sede do Atacad\u00e3o na Vila Maria, zona norte da capital, ir\u00e1 receber as \u00e1reas de neg\u00f3cios, como comercial, log\u00edstica e operacional. J\u00e1 o administrativo (\u201cback-office\u201d) ir\u00e1 para o Atacad\u00e3o no Tatuap\u00e9. \u00c9, finalmente, o come\u00e7o da integra\u00e7\u00e3o dos times da maior rede de varejo da Am\u00e9rica do Sul, com R$ 120 bilh\u00f5es de vendas brutas anuais, quase 20 anos ap\u00f3s a fus\u00e3o das redes.<\/p>\n<p>N\u00e3o se trata apenas de uma realoca\u00e7\u00e3o para corte de despesas, apesar de ter esse impacto. S\u00e3o cerca de 2,5 mil pessoas na sede do grupo, o chamado \u201cCampus\u201d, criado em 2023 por R$ 50 milh\u00f5es, apurou o Valor, na gest\u00e3o do ex-CEO St\u00e9phane Maquaire (que deixou a cadeia para liderar o Club Med) e de C\u00e1tia Porto, ex-vice-presidente de recursos humanos. No Atacad\u00e3o, s\u00e3o 900 pessoas no back-office.<\/p>\n<p>A ideia na \u00e9poca, dizia o comando, era \u201csomar, inovar e pensar sem fronteiras\u201d. O local foi inaugurado com \u00e1rea de descomprens\u00e3o, sal\u00e3o de beleza, lavanderia, espa\u00e7o pet e academia, numa vers\u00e3o local de \u201cGoogle\u201d do varejo. S\u00f3 que o setor n\u00e3o tem margem de empresa de tecnologia, ou enfrenta o pesado sobe e desce dos juros e da infla\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Tanto a integra\u00e7\u00e3o das sedes como a unifica\u00e7\u00e3o dos sistemas comerciais das lojas explicam a l\u00f3gica da gest\u00e3o do novo CEO do grupo Carrefour Brasil, o argentino Pablo Lorenzo, com 30 anos de Carrefour, para os pr\u00f3ximos anos. \u201cPablo quer trazer a realidade de volta\u201d, diz um membro do conselho de administra\u00e7\u00e3o global. Isso significa tratar o varejo como ele \u00e9: um neg\u00f3cio que vive de rentabilidade gerada com volume e escala, e vida espartana, e de priorizar agora aquilo que d\u00e1 dinheiro.<\/p>\n<p>\u201cSe o St\u00e9phane era o homem do \u2018corporate\u2019, da matriz, o Pablo \u00e9 mais do business, do comercial, e ele abra\u00e7ou a determina\u00e7\u00e3o da Fran\u00e7a de colocar o Atacad\u00e3o definitivamente no centro do neg\u00f3cio e trouxe isso para ele. Tornou isso uma obstina\u00e7\u00e3o, mais do que o St\u00e9phane, que tinha outros problemas para resolver\u201d, diz uma segunda fonte.<\/p>\n<h4>Proje\u00e7\u00e3o de impacto<\/h4>\n<p>Em entrevista ao Valor na sede, Lorenzo fala, diversas vezes, em acelerar o processo de transforma\u00e7\u00e3o e de simplifica\u00e7\u00e3o iniciado h\u00e1 dois anos. \u201cA mentalidade tem que ser nunca parar de simplificar\u201d, disse. \u201cQuando me chamaram, disse que iria ao Brasil se eu tocasse isso [projeto de unifica\u00e7\u00e3o e simplifica\u00e7\u00e3o]. E a pr\u00f3xima etapa \u00e9 como podemos ser mais simples na nossa administra\u00e7\u00e3o interna entre o Carrefour e o Atacad\u00e3o\u201d, afirmou Lorenzo, que esteve 16 anos na Argentina, e dois anos como CEO.<\/p>\n<p>Na vis\u00e3o dele, o varejo tem que ser um neg\u00f3cio de muito baixo custo porque ainda tem baixa produtividade, e quando se tem tr\u00eas opera\u00e7\u00f5es, n\u00e3o se consegue ser eficiente. Mas o back-office j\u00e1 pode ser o mesmo. \u201cEu tenho um sistema comercial em Atacad\u00e3o e no Carrefour outro. Que diferen\u00e7a faz vender o produto A, B ou C que s\u00e3o iguais nos dois? Nenhuma. O sistema comercial n\u00e3o faz diferen\u00e7a nesse aspecto. Al\u00e9m disso, por que precisamos ter tr\u00eas back-offices quando o que realmente precisa ser diferente \u00e9 o sortimento? Ou o atendimento na loja?\u201d<\/p>\n<p>Lorenzo diz que, como o grupo ainda n\u00e3o tem os mesmos sistemas comerciais, n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel, por exemplo, enviar mercadorias de um hipermercado para um Atacad\u00e3o, eventualmente numa ruptura de mercadorias entre os modelos, e se est\u00e1 trabalhando para isso, mas ele n\u00e3o cita prazos. O Carrefour comprou o Atacad\u00e3o em 2007, e passou, anos com sistemas de gest\u00e3o separados por grupos.<\/p>\n<p>Para o executivo, ningu\u00e9m \u00e9 competitivo em pre\u00e7o se n\u00e3o for competitivo em custo. \u201cIsso n\u00e3o existe. \u00c9 por isso que estamos com o laborat\u00f3rio [do ERP] em Alphaville. S\u00f3 de ter o mesmo sistema em todos os lugares \u00e9 uma enorme redu\u00e7\u00e3o de custos\u201d, disse. Perguntado se um maior impacto desse processo pode ser visto nas contas nos pr\u00f3ximos 12 a 18 meses, Lorenzo v\u00ea como poss\u00edvel um efeito ao longo de 2026 e 2027.<\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 \u00e0 toa o foco dele no tema \u2014 na ponta do l\u00e1pis, todos os formatos andam diluindo menos custos do que poderiam. De janeiro a setembro de 2024 para mesmo per\u00edodo de 2025, a margem operacional (calculada ap\u00f3s vendas e despesas) subiu magros 0,07 ponto \u2014 de 3,85% para 3,92%, calculou o\u00a0<strong>Valor.<\/strong><\/p>\n<p>No acumulado de janeiro a setembro, o balan\u00e7o mostra alta de 8,5% nas despesas operacionais do Atacad\u00e3o, para R$ 5,5 bilh\u00f5es, para uma alta menor, de 5,8% nas vendas l\u00edquidas. Os supermercados e hipermercados do Carrefour encolheram 3,7% em receita, para uma redu\u00e7\u00e3o de custos mais t\u00edmida, de 2,7%<\/p>\n<p>logo, sem gerar alavancagem operacional. O ca\u00e7ula do Sam\u2019s Club sobe em 8% custos para uma alta de pouco menos de 5% em venda no acumulado de 2025.<\/p>\n<h4>Os riscos do projeto<\/h4>\n<p>Nesse aspecto, \u00e9 que se levantam dois pontos principais: um eventual risco de efeito no servi\u00e7o ao cliente, ao simplificar muito os neg\u00f3cios, e poss\u00edveis problemas que podem ser gerados ao mexer do ERP de uma opera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A quest\u00e3o \u00e9 que, ao alterar sistemas, uma das op\u00e7\u00f5es na mesa \u00e9 cortar itens do hipermercado para caber no sistema do Atacad\u00e3o. E o diferencial do hiper, frente ao atacarejo, \u00e9 exatamente uma gama maior de op\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Segundo um ex-executivo do Carrefour, o sistema do Atacad\u00e3o \u00e9 desenhado para a l\u00f3gica simples do compra e venda, o chamado \u201cc\u00f3digo fechado\u201d, que n\u00e3o suporta a complexidade das fichas t\u00e9cnicas de padaria confeitaria e cafeteria, por exemplo, do hiper. \u201cE pelo que est\u00e1 sendo testado, a decis\u00e3o do grupo n\u00e3o foi evoluir, mas reduzir o sortimento do Carrefour para caber dentro das limita\u00e7\u00f5es do software do Atacad\u00e3o\u201d, afirma ele.<\/p>\n<p>\u201cIsso jogaria clientes das classes A e B que ainda v\u00e3o no hiper buscar algo a mais no colo dos supermercados premium.\u201d<\/p>\n<p>Lorenzo diz que os diferenciais dos neg\u00f3cios, percebidos na vis\u00e3o do cliente, est\u00e3o sendo protegidos, at\u00e9 porque n\u00e3o faria sentido manter as opera\u00e7\u00f5es de cada rede \u2014 atacado, varejo e clube de compras \u2014 se n\u00e3o fosse dessa forma. Ainda afirma que as pesquisas mostram aumento da nota que mede a experi\u00eancia do cliente (NPS) neste ano \u2014 \u201co NPS do Brasil \u00e9 o maior da rede no mundo\u201d.<\/p>\n<p>E tamb\u00e9m afirma que certas decis\u00f5es ainda n\u00e3o est\u00e3o totalmente tomadas sobre o ERP, mas que haver\u00e1 novas integra\u00e7\u00f5es necess\u00e1rias, mesmo que isso gere rea\u00e7\u00f5es negativas iniciais.<\/p>\n<p>Esse \u00e9 um ponto central, j\u00e1 que a cultura de varejo do Carrefour, o seu DNA, sempre foi forte do grupo, e \u00e9 nesse vespeiro que Lorenzo come\u00e7a a mexer.<\/p>\n<h4>\u201cAtacariza\u00e7\u00e3o\u201d<\/h4>\n<p>Na vis\u00e3o do presidente do grupo Carrefour os formatos est\u00e3o se \u201cinterconectando\u201d , e nesse processo, os hipermercados se \u201catacarizaram\u201d. Isso ocorreu quando essas lojas come\u00e7aram a vender produtos com pre\u00e7os de atacado, em 2024. E ao mesmo tempo, os atacarejos est\u00e3o com mais cara de hiper desde que passaram a somar mais servi\u00e7os de cinco anos para c\u00e1.<\/p>\n<p>\u00c9 uma mistura que exige mais da administra\u00e7\u00e3o dos formatos, na atual disputa por consumidores. Lorenzo conta que, pelas pesquisas da empresa, o brasileiro usa, em m\u00e9dia, nove formatos de lojas ao longo da vida inteira, dada a forte competi\u00e7\u00e3o \u2014 de atacarejos \u00e0 mercadinhos e lojas de postos de gasolina \u2014 e eram tr\u00eas dez anos atr\u00e1s.<\/p>\n<p>E nesse movimento de aproxima\u00e7\u00e3o de formatos, havia diferen\u00e7as de pre\u00e7os de 15% a 20% do atacarejo ao varejo seis ou sete anos atr\u00e1s \u2014 quando era um formato com custos mais baixos, sem a\u00e7ougues ou padarias \u2014 e ele admite que isso caiu, podendo variar de 5% a 7% hoje. Nas promo\u00e7\u00f5es nos hipermercados, essa vantagem pode at\u00e9 desaparecer, disse.<\/p>\n<p>Ou seja, o hiper come\u00e7a a virar um concorrente mais direto ao atacarejo, tema recorrentes hoje nas conversas nos bastidores das empresas.<\/p>\n<p>Sobre isso, Lorenzo v\u00ea como inevit\u00e1vel o cruzamento dos canais, assunto que traz a reboque o risco de canibaliza\u00e7\u00e3o dos formatos. Ser\u00e1 que um n\u00e3o ir\u00e1 engolir o outro? \u201cS\u00e3o complementares, n\u00e3o vejo esse problema, tem propostas diferentes e o Carrefour \u00e9 o \u00fanico que mant\u00e9m as tr\u00eas [super, hiper, atacarejo]. E sobre o hiper, ele n\u00e3o tem futuro se continuar como est\u00e1. Se for poss\u00edvel adapt\u00e1-lo, ele tem um futuro muito promissor\u201d, afirma.<\/p>\n<p>Pelos dados, o desempenho geral de janeiro a setembro mostra vendas de R$ 88,2 bilh\u00f5es, mas ao se considerar apenas vendas l\u00edquidas s\u00e3o R$ 82,5 bilh\u00f5es uma alta de 3,5%, abaixo da infla\u00e7\u00e3o acumulada pelo IPCA\/IBGE de 5,17%. S\u00e3o n\u00fameros que sentem volume menor impactado por alta dos juros que elevaram endividamento das fam\u00edlias.<\/p>\n<p>De janeiro a setembro, as vendas de lojas com mais de 12 meses cresceram na mesma faixa 3,6%. Ao se considerar o efeito do c\u00e2mbio, a receita em euros cai quase 7%.<\/p>\n<p>O executivo descarta acabar com o formato de hiper, mesmo ap\u00f3s seu encolhimento por causa de margens ruins \u2014 s\u00e3o 112 unidades, e devem ser convertidas mais algumas lojas nos pr\u00f3ximos anos em Atacad\u00e3o, modelo mais rent\u00e1vel. A ideia \u00e9 ficar com uma opera\u00e7\u00e3o de hiper com 100 unidades no Brasil, em m\u00e9dia.<\/p>\n<h4>Marca pr\u00f3pria chega<\/h4>\n<p>Lorenzo ainda adiantou ao Valor que a empresa lan\u00e7ar\u00e1 neste m\u00eas a sua marca pr\u00f3pria da rede Atacad\u00e3o, para pessoas f\u00edsicas e jur\u00eddicas, que devem chegar \u00e0s lojas nos pr\u00f3ximos dias. O Valor apurou que ser\u00e3o na faixa de 80 a 150 itens na primeira etapa e em mercadorias que s\u00e3o fortes no canal, como arroz, feij\u00e3o, caf\u00e9, entre outros. A empresa n\u00e3o comenta n\u00fameros. O concorrente Assa\u00ed anunciou dias atr\u00e1s o plano de entrada, possivelmente em 2026, e o Atacad\u00e3o j\u00e1 vinha com o projeto em andamento desde o come\u00e7o do ano.<\/p>\n<p>A ideia \u00e9 ter diferentes marcas pr\u00f3prias para venda para as pessoas jur\u00eddicas, com diversas possibilidades de compras para bares, restaurantes, hot\u00e9is, e ter uma marca para pessoas f\u00edsicas. Foi algo utilizado na Argentina, quando Lorenzo atuava na rede, e replicado na Europa. A expectativa \u00e9 que ser\u00e3o dois a tr\u00eas anos de desenvolvimento at\u00e9 ganhar maior tra\u00e7\u00e3o e peso na receita. A empresa n\u00e3o projeta potencial de receita das marcas.<\/p>\n<p>Valores de investimentos<\/p>\n<p>Esse plano est\u00e1 dentro do projeto de investimento deste ano e do ano que vem. Sobre o tema, a companhia est\u00e1 em fase de an\u00e1lise e aprova\u00e7\u00e3o dos n\u00fameros, mas a expectativa \u00e9 de aberturas de lojas num volume \u201cum pouco acima\u201d de 2025. Neste ano, ser\u00e3o seis aberturas, todas do Atacad\u00e3o, e nenhum hiper ou super (dos seis, cinco foram lojas novas e uma \u00e9 convers\u00e3o de h\u00edper).<\/p>\n<p>Para 2026, esse n\u00famero deve girar entre 10 a 15 unidades, apurou o Valor \u2014 esse piso, numa an\u00e1lise mais conversadora \u2014 e novamente sem hiper ou super, neg\u00f3cios que continuam foram das prioridades, j\u00e1 que o foco \u00e9 Atacad\u00e3o, grande gerador de caixa. S\u00e3o, em m\u00e9dia R$ 80 milh\u00f5es por loja.<\/p>\n<p>A respeito de valores, de janeiro a setembro, foram R$ 1,1 bilh\u00e3o investidos, segundo balan\u00e7o, e essa soma deve girar em torno de R$ 1,5 bilh\u00e3o no acumulado de 2025, diz o CEO. Se chegar nisso, ser\u00e1 inferior ao ano passado, quando alcan\u00e7ou R$ 2,1 bilh\u00f5es, e a empresa j\u00e1 n\u00e3o tinha efeito nesse n\u00famero dos gastos com a fus\u00e3o do grupo Big.<\/p>\n<p>Para 2026, a empresa espera uma leve queda dos juros, e o real mais forte \u2014 mas um acelera\u00e7\u00e3o de investimentos depender\u00e1 de um cen\u00e1rio mais positivo.<\/p>\n<p>\u201cO plano vai depender de juros, c\u00e2mbio e do consumo. Se, em algum momento, virmos que o consumo acelera e a taxa de c\u00e2mbio do euro cai, aceleraremos nossa expans\u00e3o\u201d, diz ele. Aumento dos juros, real fraco e perda de vigor das vendas \u201cmesmas lojas\u201d (com mais de 12 meses) de 2024 para 2025 fizeram a empresa a segurar o caixa nos \u00faltimos tempos.<\/p>\n<h4>Consumo x d\u00edvida<\/h4>\n<p>A respeito do ambiente de consumo, Lorenzo esteve em conversas com Belmiro Gomes, presidente do Assa\u00ed, Marco Oliveira, CEO do Atacad\u00e3o, e Alexandre Bompard, CEO global do Carrefour, tr\u00eas semanas atr\u00e1s, numa loja do Assa\u00ed, como antecipou o Valor. Ali falaram de vendas \u201cmesmas lojas\u201d fracas, de efeito das bets tirando recursos do mercado, e do impacto do endividamento das fam\u00edlias sobre o or\u00e7amento da popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Nesses per\u00edodos, como agora, o trabalho feito est\u00e1 em adaptar os sortimentos \u00e0s necessidades. \u201cPercebemos que o consumidor tem dificuldade em fechar as contas e isso \u00e9 especialmente percept\u00edvel na segunda quinzena do m\u00eas. A diferen\u00e7a<\/p>\n<p>entre a primeira e a segunda quinzena do m\u00eas \u00e9 muito reveladora. Ent\u00e3o, entramos com pre\u00e7os mais competitivos, com mais produtos regionais\u201d, disse.<\/p>\n<h4>Detalhes sobre a sede<\/h4>\n<p>Na mudan\u00e7a envolvendo a sede do Carrefour para S\u00e3o Paulo, n\u00e3o est\u00e1 prevista a unifica\u00e7\u00e3o da \u00e1rea de comercial, de compra das diferentes empresas, no Atacad\u00e3o. Ser\u00e1 mantida a autonomia das \u00e1reas de varejo e atacarejo, e al\u00e9m disso, j\u00e1 est\u00e1 sendo planejada a reforma da estrutura do Atacad\u00e3o para acomodar as transfer\u00eancias, apurou o Valor.<\/p>\n<p>A inten\u00e7\u00e3o \u00e9 que isso seja feito com o menor ru\u00eddo poss\u00edvel, especialmente na acomoda\u00e7\u00e3o das equipes, considerando a mudan\u00e7a relevante de estrutura. O Atacad\u00e3o opera no mesmo local h\u00e1 d\u00e9cadas e n\u00e3o tem as mesmas \u00e1reas de conviv\u00eancia que o Carrefour oferece. Ele ter\u00e1 que absorver mais de duas vezes e meia o total de empregados que hoje operam em seus escrit\u00f3rios \u2014 sem descontar cortes de pessoal ou decis\u00e3o de sa\u00edda de funcion\u00e1rios.<\/p>\n<p>O Valor apurou que o grupo deve ter uma diminui\u00e7\u00e3o de equipe por conta de sobreposi\u00e7\u00f5es na \u00e1rea administrativa, o que gerar\u00e1 uma economia na integra\u00e7\u00e3o, e que isso j\u00e1 est\u00e1 sendo considerado nos ganhos de efici\u00eancia.<\/p>\n<p>Lorenzo n\u00e3o v\u00ea dificuldades nesse processo, e evita comentar se foi um erro o projeto do \u201cCampus\u201d. \u201cAntes de virmos para c\u00e1, est\u00e1vamos em uma parte do Morumbi, e uma parte de Vila Maria. N\u00e3o vejo um grande desafio nisso. N\u00f3s conseguimos nos adaptar durante uma pandemia, com todas as dificuldades que tivemos, trocar de mesa de um lugar para outro. E h\u00e1 uma vantagem nisso, que \u00e9 ter o metr\u00f4 l\u00e1, \u00e9 melhor do que aqui\u201d, diz.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/s2-valor.glbimg.com\/-Myq-V0bMhW_Jk6seg-lxGyTQ5E=\/0x0:1548x1333\/984x0\/smart\/filters:strip_icc()\/i.s3.glbimg.com\/v1\/AUTH_63b422c2caee4269b8b34177e8876b93\/internal_photos\/bs\/2024\/6\/f\/KXaWR9Qu27Ysl9chtVxg\/foto04emp-101-carrefour-b2.jpg\" alt=\" \u2014 Foto: Claudio Beli\/Valor\" \/>\u2014 Foto: Claudio Beli\/Valor<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A loja do Carrefour do Alphaville, em Barueri (SP), est\u00e1 implementando um projeto piloto para troca do sistema de gest\u00e3o dos itens vendidos no Carrefour pelo utilizado pelo Atacad\u00e3o.<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[59,56],"tags":[],"class_list":["post-122101","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-carrefour","category-l-founders"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/monitoramento.spmj.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/122101","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/monitoramento.spmj.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/monitoramento.spmj.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/monitoramento.spmj.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/monitoramento.spmj.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=122101"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/monitoramento.spmj.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/122101\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":122102,"href":"https:\/\/monitoramento.spmj.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/122101\/revisions\/122102"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/monitoramento.spmj.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=122101"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/monitoramento.spmj.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=122101"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/monitoramento.spmj.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=122101"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}