{"id":120325,"date":"2025-10-23T11:55:32","date_gmt":"2025-10-23T14:55:32","guid":{"rendered":"https:\/\/monitoramento.spmj.com.br\/noticias\/?p=120325"},"modified":"2025-10-23T11:55:32","modified_gmt":"2025-10-23T14:55:32","slug":"cancer-de-mama-em-jovens-aumenta-e-reforca-importancia-do-diagnostico-precoce","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/monitoramento.spmj.com.br\/noticias\/2025\/10\/23\/cancer-de-mama-em-jovens-aumenta-e-reforca-importancia-do-diagnostico-precoce\/","title":{"rendered":"C\u00e2ncer de mama em jovens aumenta e refor\u00e7a import\u00e2ncia do diagn\u00f3stico precoce"},"content":{"rendered":"<div class=\"destaque_box\"><\/div>\n<div class=\"destaque_chamada_principal_data\">\n<div>\n<div class=\"social-share\" data-social-share=\"\">\n<p>&nbsp;<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"noticia_texto\"><img decoding=\"async\" class=\"alignleft\" src=\"https:\/\/adm.diarioinduscom.com.br\/ged\/\/\/2025_23_10_11_18_50cee3f7e5895e7f66ecd1fa1709d31c06.jpg\" \/>Entramos em mais um Outubro Rosa, m\u00eas dedicado ao combate e a detec\u00e7\u00e3o precoce do c\u00e2ncer de mama, \u2014 um dos tipos que mais afeta mulheres no Brasil e no mundo, ficando atr\u00e1s apenas do c\u00e2ncer de pele n\u00e3o melanoma. O Instituto Nacional de C\u00e2ncer (INCA) estimou que, entre os anos de 2022 e 2025, os novos casos no pa\u00eds devem ultrapassar 73 mil. Um dos principais exames de identifica\u00e7\u00e3o \u00e9 a mamografia, indicada para mulheres a partir dos 40 anos. No entanto, o n\u00famero de casos registrados em mulheres com menos de 35 anos aumentou 14,8% em uma d\u00e9cada (2009 a 2022), segundo o INCA.<br \/>\nHelena Colino, hoje com 26 anos, \u00e9 uma das jovens que recebeu o diagn\u00f3stico de c\u00e2ncer de mama de forma precoce, aos 23, enquanto ainda acompanhava sua m\u00e3e no tratamento da mesma doen\u00e7a. Em 2023, Helena recebeu da mastologista a orienta\u00e7\u00e3o de realizar exames, j\u00e1 que o painel gen\u00e9tico da m\u00e3e havia confirmado uma muta\u00e7\u00e3o (BRCA2) associada ao surgimento do c\u00e2ncer. Helena conta que a ecografia identificou alguns cistos, mas isso n\u00e3o a preocupou. No final daquele ano, no entanto, ela realizou uma resson\u00e2ncia magn\u00e9tica e o resultado foi um tumor de 5 cm na mama esquerda.<\/p>\n<p>\u201cEst\u00e1vamos juntando for\u00e7a pra comemorar e para dar um grito de \u2018acabou\u2019 [o tratamento da m\u00e3e], mas descobrimos que ainda n\u00e3o tinha acabado, pois eu tamb\u00e9m estava com o diagn\u00f3stico e \u00edamos ter que passar por todo o processo de novo, agora eu sendo paciente, n\u00e3o cuidadora\u201d, conta Helena. Em 17 de janeiro de 2024, Let\u00edcia Colino, m\u00e3e de Helena, fazia sua \u00faltima radioterapia e, no dia seguinte, a filha iniciava a quimioterapia.<\/p>\n<p>\u201cEu n\u00e3o quis tocar o sino l\u00e1 no Erasto (ao final do tratamento oncol\u00f3gico, os pacientes tocam um sino para simbolizar a cura em um hospital refer\u00eancia em Curitiba &#8211; PR), porque n\u00e3o fazia sentido nenhum para mim. Eu falei: \u2018vou esperar minha filha concluir o tratamento e vou tocar o sino junto com ela\u2019. Ent\u00e3o s\u00f3 considerei encerrado o meu processo quando ela tamb\u00e9m finalizou o dela, pois antes disso n\u00e3o fazia sentido\u201d, afirma Let\u00edcia. \u00a0O tratamento de ambas durou dois anos.<\/p>\n<p>Mulheres abaixo dos 40 anos devem se atentar aos sinais de alerta<\/p>\n<p>Let\u00edcia apresentou diversos sintomas, como cansa\u00e7o constante, at\u00e9 perceber os n\u00f3dulos durante o autoexame. J\u00e1 Helena, s\u00f3 descobriu meses depois que o mamilo invertido era, na verdade, um sinal de alerta: o tumor j\u00e1 havia comprometido o ducto mam\u00e1rio e provocava o recuo do mamilo. \u201cN\u00f3s temos percebido um aumento crescente dos casos de c\u00e2ncer de mama em mulheres jovens abaixo dos 40 anos, cerca de 10% a 15% dos casos. Nesta popula\u00e7\u00e3o, n\u00e3o temos um exame de rastreamento ou uma recomenda\u00e7\u00e3o formal de se fazer mamografia, por isso \u00e9 importante conhecer os sinais de alerta&#8221;, explica Aline Cristine Vieira, oncologista do Instituto de Oncologia do Paran\u00e1 e do Hospital S\u00e3o Marcelino Champagnat.<\/p>\n<p>Entre os sinais de alerta, a especialista destaca o surgimento de n\u00f3dulos ou caro\u00e7os na mama ou axila; altera\u00e7\u00e3o na textura da pele, que \u00e0s vezes a pele come\u00e7a a ficar mais avermelhada ou com algumas caracter\u00edsticas parecidas com casca de laranja; pequenas retra\u00e7\u00f5es na pele da mama, como se tivesse uma cicatriz puxando a mama e a sa\u00edda de secre\u00e7\u00e3o pelo mamilo, principalmente uma secre\u00e7\u00e3o clarinha e cristalina ou at\u00e9 sanguinolenta.<\/p>\n<p>Apesar dos diversos sintomas e alertas, o c\u00e2ncer \u00e9 uma doen\u00e7a silenciosa, assim como foi para Helena. \u201cEu n\u00e3o tive dor, n\u00e3o tive nada. Ent\u00e3o, foi muito dif\u00edcil assimilar mesmo, porque eu achava que eu sabia o que falavam. C\u00e2ncer \u00e9 uma doen\u00e7a silenciosa, mas eu n\u00e3o imaginava que era tanto ao ponto de voc\u00ea n\u00e3o sentir nada mesmo\u201d, conta.<\/p>\n<p>Quando descobriu o tumor, ele estava no est\u00e1gio 3 e com um progn\u00f3stico de cura, mas que se demorasse alguns meses, a doen\u00e7a poderia ter avan\u00e7ado e o tratamento ter sido paliativo. A oncologista explica que a maior dificuldade no diagn\u00f3stico em jovens \u00e9 a aus\u00eancia de exames de rastreamento bem estabelecidos. Al\u00e9m disso, muitas acreditam que, por conta da idade, n\u00e3o correm risco. Em mulheres mais novas, o diagn\u00f3stico de c\u00e2ncer de mama tende a ser mais agressivo e ter um comportamento desafiador.<\/p>\n<p>O autoexame, apesar de n\u00e3o substituir exames de imagem e avalia\u00e7\u00e3o m\u00e9dica, \u00e9 um grande aliado e ferramenta de reconhecimento. &#8220;Voc\u00ea conhecer as suas mamas ajuda a perceber alguma altera\u00e7\u00e3o que n\u00e3o estava antes e at\u00e9 um poss\u00edvel diagn\u00f3stico precoce, que permite, justamente, um tratamento no est\u00e1gio mais inicial, possibilitando tratamentos menos agressivos e com maiores chances de cura\u201d, afirma Aline.<\/p>\n<p>Diagn\u00f3stico molecular pode identificar muta\u00e7\u00f5es em biomarcadores<\/p>\n<p>Al\u00e9m dos exames e pain\u00e9is gen\u00e9ticos, que identificam poss\u00edveis muta\u00e7\u00f5es ou tend\u00eancia ao surgimento de poss\u00edveis c\u00e2nceres, h\u00e1 exames mais espec\u00edficos, que possibilitam a personaliza\u00e7\u00e3o do tratamento e at\u00e9 indicam medidas redutoras de risco. \u00a0 \u201cNos \u00faltimos anos, vivemos uma grande revolu\u00e7\u00e3o no tratamento oncol\u00f3gico, inclusive no c\u00e2ncer de mama, isso pela identifica\u00e7\u00e3o de drivers moleculares. Para mulheres com muta\u00e7\u00e3o nos genes BRCA1 e BRCA2, especificamente, n\u00f3s podemos lan\u00e7ar m\u00e3o de terapias direcionadas para esses genes, que s\u00e3o os inibidores de PARP\u201d, diz Aline.<\/p>\n<p>A m\u00e9dica oncologista destaca uma medida de redu\u00e7\u00e3o de risco: a indica\u00e7\u00e3o de retirada dos ov\u00e1rios e trompas para mulheres at\u00e9 os 40 anos e com muta\u00e7\u00e3o do BRCA1, ou 45 anos se for muta\u00e7\u00e3o do BRCA2. Existe tamb\u00e9m a possibilidade da retirada das duas mamas como medida profil\u00e1tica e com o intuito de prevenir a reincid\u00eancia da doen\u00e7a ou o surgimento de um novo c\u00e2ncer.<\/p>\n<p>&#8220;Al\u00e9m de altera\u00e7\u00f5es nos genes BRCA, contamos com diversas outras altera\u00e7\u00f5es que nos guiam no tratamento, como a hiperexpress\u00e3o da prote\u00edna HER2 ou muta\u00e7\u00e3o do gene PIK3CA&#8221;, ressalta Aline. Entre os exames que permitem identificar muta\u00e7\u00f5es em biomarcadores-chave est\u00e1 a linha EasyPGX, comercializada pela Mobius, empresa especializada em solu\u00e7\u00f5es de biologia molecular para diagn\u00f3stico oncol\u00f3gico.<\/p>\n<p>Os testes identificam muta\u00e7\u00f5es no PIK3CA (orienta terapias-alvo como alpelisibe), ESR1 (indica resist\u00eancia \u00e0 hormonioterapia) e DPYD (previne toxicidade em quimioterapia). Al\u00e9m de serem r\u00e1pidos, com resultados em menos de tr\u00eas horas, os testes s\u00e3o precisos e de alta sensibilidade, facilitando decis\u00f5es cl\u00ednicas e refor\u00e7ando o papel do diagn\u00f3stico molecular na medicina personalizada.<\/p>\n<p>Do choque inicial ao tratamento e a remiss\u00e3o<\/p>\n<p>Para m\u00e3e e filha, o diagn\u00f3stico \u00e9 o pior momento e a sensa\u00e7\u00e3o \u00e9 a de que \u201co ch\u00e3o se abre diante dos p\u00e9s\u201d, mas ap\u00f3s o choque inicial, inicia-se o tratamento. Diversas sess\u00f5es de quimioterapia, poss\u00edveis cirurgias, exames complementares, radioterapia e intermin\u00e1veis reposi\u00e7\u00f5es hormonais. \u201cNo momento em que eu ouvi, da m\u00e9dica que seriam 16 quimioterapias, eu senti que eu estava num j\u00fari recebendo uma senten\u00e7a e que eu ia para pris\u00e3o e ficaria, no m\u00ednimo, seis meses de reclus\u00e3o\u201d, lembra Helena.<\/p>\n<p>\u00c0 medida em que o tratamento foi acontecendo, junto com sua vida, que n\u00e3o parou, Helena, hoje formada em design, j\u00e1 tinha qualificado seu trabalho de conclus\u00e3o de curso e estava prestes a iniciar um document\u00e1rio, quando surgiu a ideia de documentar o pr\u00f3prio processo. \u201cEu sabia que eu queria fazer um document\u00e1rio, mas quando eu recebi o diagn\u00f3stico, vi diante de mim uma oportunidade. Ent\u00e3o, pensei: vou gravar minha vida, tudo que eu estiver sentindo e essa transforma\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p>\u201cEu estava ciente de que eu ia passar por uma transforma\u00e7\u00e3o gigantesca, ent\u00e3o eu consegui ainda, antes do casulo fechar, come\u00e7ar a filmar. Filmei a rotina de exames e como eu estava me sentindo, e isso se tornou meu projeto de TCC. Eu sabia que ao final do ano eu teria um material que mostrava toda a minha trajet\u00f3ria, em que eu tinha muita certeza e seguran\u00e7a de que ia acabar bem e que ia ser um document\u00e1rio de c\u00e2ncer com um final feliz\u201d, afirma Helena.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s meses de tratamento, exames de imagem confirmaram em junho de 2024 que o tumor de Helena j\u00e1 n\u00e3o existia mais e uma parte da batalha estava vencida. O document\u00e1rio ressalta idades, datas e marcos ligados ao tempo dessa trajet\u00f3ria. \u201cA gente considerou essa quest\u00e3o do tempo de duas formas: primeiro por eu ser jovem, mas tamb\u00e9m por a gente ter conseguido o diagn\u00f3stico ainda no est\u00e1gio 3. Depois desse epis\u00f3dio, n\u00e3o tem mais desculpa. Acompanhamento m\u00e9dico e exames est\u00e3o acima de tudo, porque eu vi que sem a minha sa\u00fade eu n\u00e3o consigo fazer as outras coisas, e foi isso que eu quis passar no document\u00e1rio: ainda d\u00e1 tempo\u201d.<\/p>\n<p>No dia 29 de outubro, o document\u00e1rio \u201cN\u00e3o h\u00e1 mal que dure cem anos\u201d ser\u00e1 exibido, de forma gratuita, no Mindhub &#8211; Hub de Inova\u00e7\u00e3o, em Curitiba (PR). A exibi\u00e7\u00e3o faz parte da programa\u00e7\u00e3o do Outubro Rosa.<\/p>\n<p>Sobre a Mobius<\/p>\n<p>A Mobius faz parte de um grupo s\u00f3lido de empresas com mais de 25 anos de atua\u00e7\u00e3o e grande expertise no mercado. Desenvolve, produz e comercializa produtos destinados ao segmento de medicina diagn\u00f3stica, fornecendo kits para o Diagn\u00f3stico Molecular in vitro de doen\u00e7as infecciosas, oncologia, gen\u00e9tica e sorologia, tornando o diagn\u00f3stico cada vez mais r\u00e1pido e preciso. Mais informa\u00e7\u00f5es, acesse www.mobiuslife.com.br<\/p><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Hist\u00f3ria de m\u00e3e e filha em Curitiba destaca casos da doen\u00e7a entre mulheres jovens e mostra como testes moleculares podem orientar tratamentos mais assertivos<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[54],"tags":[],"class_list":["post-120325","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-americas-amigas"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/monitoramento.spmj.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/120325","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/monitoramento.spmj.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/monitoramento.spmj.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/monitoramento.spmj.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/monitoramento.spmj.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=120325"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/monitoramento.spmj.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/120325\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":120326,"href":"https:\/\/monitoramento.spmj.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/120325\/revisions\/120326"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/monitoramento.spmj.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=120325"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/monitoramento.spmj.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=120325"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/monitoramento.spmj.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=120325"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}