{"id":119138,"date":"2025-09-25T08:15:43","date_gmt":"2025-09-25T11:15:43","guid":{"rendered":"https:\/\/monitoramento.spmj.com.br\/noticias\/?p=119138"},"modified":"2025-09-25T08:15:43","modified_gmt":"2025-09-25T11:15:43","slug":"os-futuros-dos-shopping-centers","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/monitoramento.spmj.com.br\/noticias\/2025\/09\/25\/os-futuros-dos-shopping-centers\/","title":{"rendered":"Os futuros dos shopping centers"},"content":{"rendered":"<div class=\"row\">\n<div class=\"col-md-12\">\n<div class=\"jeg_featured featured_image \">\n<div class=\"thumbnail-container\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-post-image\" src=\"https:\/\/mercadoeconsumo.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/conexao-envato-1024x570.webp\" alt=\"\" width=\"1024\" height=\"570\" \/><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"row\">\n<div class=\"jeg_main_content col-md-9\">\n<div class=\"jeg_inner_content\">\n<div class=\"jeg_ad jeg_article jnews_content_top_ads \">\n<div class=\"ads-wrapper  \"><\/div>\n<\/div>\n<div class=\"entry-content no-share\">\n<div class=\"jeg_share_button share-float jeg_sticky_share clearfix share-monocrhome\">\n<div class=\"jegStickyHolder\">\n<div class=\"theiaStickySidebar\"><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"content-inner \">\n<blockquote><p><em>\u201cDeixo aos v\u00e1rios futuros (n\u00e3o a todos) meu jardim de caminhos que se bifurcam\u201d<br \/>\nJorge Luis Borges.<\/em><\/p><\/blockquote>\n<p>Muitas pessoas importantes (e algumas nem tanto) t\u00eam se dedicado a decifrar o futuro dos shopping centers. Uns preveem o caos, outros apostam em cen\u00e1rios promissores. Eu, pessoalmente, me coloco entre os otimistas. Acredito que esses centros, originalmente comerciais, assumiram fun\u00e7\u00f5es muito mais interessantes do que as do passado.<\/p>\n<p>Recuso-me, por\u00e9m, a aceitar que exista apenas um futuro para os shoppings, um endere\u00e7o definitivo para onde devem dirigir-se todos os que desejam ter sucesso. N\u00e3o h\u00e1 um futuro \u00fanico, mas m\u00faltiplas possibilidades. O futuro est\u00e1 em permanente constru\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Em 1941, o fant\u00e1stico escritor argentino Jorge Luis Borges concebeu o conto \u201cO jardim dos caminhos que se bifurcam\u201d, parte do livro \u201cFic\u00e7\u00f5es\u201d. Nele, explorou a ideia de m\u00faltiplos tempos e futuros que se desdobram a partir de cada escolha. Algo parecido ocorre com os shoppings: o que vir\u00e1 depende, em grande medida, do que fazemos (ou deixamos de fazer) hoje.<\/p>\n<div id=\"merca-22666d41b8058aac073da700a69c7b83\" class=\"merca-22666d41b8058aac073da700a69c7b83 merca-conteudo_25\"><\/div>\n<p>As placas tect\u00f4nicas que sustentaram os shoppings por d\u00e9cadas est\u00e3o em movimento. Uma delas \u00e9 a fragmenta\u00e7\u00e3o dos canais de venda, que vem transformando o consumo em algo completamente diferente do que conhec\u00edamos.<\/p>\n<p>No Big Show da NRF de 2022, Lee Peterson, da WD Partners, comparou a\u00a0<a href=\"https:\/\/mercadoeconsumo.com.br\/17\/03\/2022\/artigos\/shoppings-precisam-mais-do-que-nunca-de-lojas-incriveis\/\">multiplica\u00e7\u00e3o de formatos e canais \u00e0 explos\u00e3o de uma supernova.<\/a>\u00a0Com a fragmenta\u00e7\u00e3o dos pontos de venda, o consumidor n\u00e3o precisa mais ir a uma loja f\u00edsica para se abastecer. Ele pode comprar enquanto navega nas redes sociais, assiste a uma live, espera uma reuni\u00e3o ou joga videogame.<\/p>\n<p>Para dimensionar a velocidade dessa mudan\u00e7a basta dizer que, em apenas quatro meses, o TikTok Shop alcan\u00e7ou vendas equivalentes a 2% do GMV do Mercado Livre, em termos anualizados.<\/p>\n<p>Nesse cen\u00e1rio, lojas f\u00edsicas, e os centros que as re\u00fanem, precisam evoluir e adquirir novas fun\u00e7\u00f5es. Em outras palavras, os shoppings devem diversificar suas atra\u00e7\u00f5es e fontes de receita.<\/p>\n<p>Como se esse desafio n\u00e3o bastasse, os consumidores distribuem seu tempo de forma diferente, com o digital consumindo boa parte das horas livres (e tamb\u00e9m produtivas). Ou seja: os malls n\u00e3o disputam apenas o bolso, mas tamb\u00e9m o escasso tempo que sobra depois de descontados o sono, o trabalho e os deslocamentos.<\/p>\n<p>Como consequ\u00eancia, as visitas mensais aos shoppings ca\u00edram de 502 milh\u00f5es em 2019 para 476 milh\u00f5es em 2024, um recuo de 5,2%, segundo dados da Brain Intelig\u00eancia Estrat\u00e9gica. E isso apesar do aumento de 8,3% na \u00e1rea bruta loc\u00e1vel no mesmo per\u00edodo. Como resumiu F\u00e1bio Tadeu de Ara\u00fajo, presidente da Brain: \u201cSe h\u00e1 novos shoppings, as visitas deveriam ter crescido. Se n\u00e3o aconteceu, \u00e9 porque as pessoas est\u00e3o fazendo outras coisas\u201d.<\/p>\n<p>Os clientes n\u00e3o deixaram de ir aos shoppings, mas passaram a frequent\u00e1-los com menos assiduidade. A queda de 30% no p\u00fablico dos cinemas entre 2019 e 2024, segundo a Ancine, \u00e9 sintom\u00e1tica. O digital pesa aqui tamb\u00e9m: o filme \u201cAinda Estou Aqui\u201d, que deu a Fernanda Torres um Oscar, chegou ao streaming apenas 45 dias ap\u00f3s a estreia nos cinemas. A concorr\u00eancia \u00e9 feroz.<\/p>\n<p>Outro movimento profundo \u00e9 a epidemia de solid\u00e3o que atinge boa parte da popula\u00e7\u00e3o mundial. As pessoas est\u00e3o mais isoladas, e isso amplia a oportunidade para os shoppings reafirmarem sua<a href=\"https:\/\/mercadoeconsumo.com.br\/13\/02\/2025\/artigos\/para-o-marketing-dos-shoppings-ja-nao-basta-gerar-fluxo-e-preciso-promover-conexoes\/\">\u00a0voca\u00e7\u00e3o de espa\u00e7os de socializa\u00e7\u00e3o<\/a>\u00a0e irem al\u00e9m, acolhendo grupos intencionais.<\/p>\n<p>Esses grupos s\u00e3o comunidades criadas de forma proposital, unidas por afinidades ou valores. Gente que se entende, apoia-se e sente-se parte de algo maior. Um exemplo recente aconteceu no S\u00e3o Lu\u00eds Shopping, onde a Netflix e o grupo Doramelizando reuniram milhares de f\u00e3s, em mar\u00e7o, para assistir juntos ao epis\u00f3dio final da s\u00e9rie coreana \u201cSe a vida te der tangerinas\u201d. Foi uma celebra\u00e7\u00e3o coletiva, umaconex\u00e3o genu\u00edna.<\/p>\n<p>A fragmenta\u00e7\u00e3o dos canais de venda, a redistribui\u00e7\u00e3o do tempo entre f\u00edsico e digital e a necessidade crescente de conex\u00e3o humana s\u00e3o movimentos que exigem novas respostas dos shoppings. Isso envolve criar atra\u00e7\u00f5es que estimulem visitas mais frequentes, oferecer servi\u00e7os que aumentem o valor extra\u00eddo de cada cliente e, sobretudo, construir uma base robusta de consumidores, alimentada por dados relevantes capazes de gerar valor para lojistas, anunciantes e para o pr\u00f3prio p\u00fablico.<\/p>\n<p>Podem existir muitos futuros poss\u00edveis para os shopping centers, mas todos t\u00eam algo em comum: dependem do entendimento profundo e do engajamento das pessoas que os frequentam. O neg\u00f3cio do shopping migra cada vez mais do imobili\u00e1rio para o relacionamento e a conex\u00e3o com clientes, internos e externos. Quem viver, ver\u00e1.<\/p>\n<p><strong>Nota<\/strong>: Este artigo foi baseado no painel \u201cOs futuros dos shopping centers\u201d, realizado no Latam Retail Show 2025.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p> Com a fragmenta\u00e7\u00e3o dos pontos de venda, o consumidor n\u00e3o precisa mais ir a uma loja f\u00edsica para se abastecer. 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