{"id":117151,"date":"2025-08-04T09:03:24","date_gmt":"2025-08-04T12:03:24","guid":{"rendered":"https:\/\/monitoramento.spmj.com.br\/noticias\/?p=117151"},"modified":"2025-08-04T09:03:24","modified_gmt":"2025-08-04T12:03:24","slug":"investimento-chines-no-brasil-bate-recorde-e-se-diversifica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/monitoramento.spmj.com.br\/noticias\/2025\/08\/04\/investimento-chines-no-brasil-bate-recorde-e-se-diversifica\/","title":{"rendered":"Investimento chin\u00eas no Brasil bate recorde e se diversifica"},"content":{"rendered":"<p>O Brasil tem visto o apetite de investidores da China crescer e se diversificar, em meio aos ataques do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a ambas as na\u00e7\u00f5es. Para alguns analistas, a aproxima\u00e7\u00e3o entre Brasil e China, inclusive, pode ser mais um elemento por tr\u00e1s das elevadas tarifas americanas ao Brasil, o que, na verdade, tender\u00e1 a fortalecer os investimentos chineses no pa\u00eds, dizem.<\/p>\n<p>S\u00f3 no primeiro semestre deste ano, foram US$ 379 milh\u00f5es em investimentos diretos da China para opera\u00e7\u00f5es de participa\u00e7\u00e3o no capital no Brasil, valor que supera o montante anual registrado desde 2018. Os dados s\u00e3o do Banco Central do Brasil. As opera\u00e7\u00f5es de participa\u00e7\u00e3o no capital consideram os ingressos de recursos estrangeiros para compra ou aumento do capital social de empresas no Brasil, sem contar o reinvestimento de lucros pelas pr\u00f3prias companhias.<\/p>\n<p>Entre janeiro e junho de 2025, a China foi a d\u00e9cima origem que mais investiu no Brasil por essa m\u00e9trica, a melhor marca para o pa\u00eds desde o in\u00edcio da s\u00e9rie, em 2001. Quem lidera s\u00e3o os EUA, mas \u00e0 frente da China est\u00e3o na\u00e7\u00f5es sabidamente usadas de sede por empresas chinesas, como Holanda, ou tradicionais para\u00edsos fiscais, como Luxemburgo, Panam\u00e1 e Ilhas Virgens Brit\u00e2nicas.<\/p>\n<p>\u201cN\u00e3o necessariamente os n\u00fameros oficiais refletem o volume de atividade que vemos de empresas chinesas, porque, muitas vezes, o investimento n\u00e3o vem diretamente da China\u201d, diz Stephen O\u2019Sullivan, da \u00e1rea de Societ\u00e1rio e M&amp;A do Mattos Filho. Ele cita como exemplo uma opera\u00e7\u00e3o que acompanhou com um grupo chin\u00eas, mas cujo acionista direto tinha sede\u00a0 exatamente na Holanda. \u201cS\u00f3 pelos n\u00fameros n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil ter uma no\u00e7\u00e3o clara, mas eu diria que, de fato, a procura chinesa aumentou\u201d, diz.<\/p>\n<p>Recentemente, por exemplo, o Mattos Filho assessorou uma companhia chinesa de cimento na compra de uma das maiores pedreiras do Brasil e a empresa chinesa que arrematou um lote no leil\u00e3o de petr\u00f3leo da Uni\u00e3o de junho. \u201cO escrit\u00f3rio nunca investiu tanto no mercado chin\u00eas, em visitas ao pa\u00eds. Isso demonstra nosso otimismo. Vemos uma movimenta\u00e7\u00e3o maior e estamos nos posicionando para atender\u201d, diz Giovani Loss, da \u00e1rea de Infraestrutura e Energia.<\/p>\n<p>No setor de infraestrutura, h\u00e1 diversos investimentos relevantes em curso e projetos na mira dos chineses. A fabricante de trens CRRC dever\u00e1 abrir f\u00e1brica em Araraquara, no interior de S\u00e3o Paulo, para atender os diversos contratos conquistados pelo grupo recentemente. A empresa acaba de assinar com o Metr\u00f4 de S\u00e3o Paulo o fornecimento de 44 trens. Al\u00e9m disso, em sociedade com o grupo Comporte, conquistou Parcerias P\u00fablico-Privadas (PPPs) em S\u00e3o Paulo e Minas Gerais, e segue analisando novas licita\u00e7\u00f5es na \u00e1rea.<\/p>\n<p>Outra companhia com forte atua\u00e7\u00e3o no pa\u00eds \u00e9 a CCCC (China Communications Construction Company), apontada como uma das principais interessadas no leil\u00e3o do t\u00fanel Santos-Guaruj\u00e1, com licita\u00e7\u00e3o marcada para setembro. A participa\u00e7\u00e3o, por\u00e9m, dever\u00e1 se dar por meio da Mota Engil, construtora portuguesa na qual o grupo \u00e9 s\u00f3cio relevante, dizem fontes.<\/p>\n<p>J\u00e1 na carteira do governo federal, atores do setor disseram que j\u00e1 foram procurados por grupos chineses interessados em analisar projetos de ferrovias. E, na \u00e1rea de portos, fontes dizem que ao menos duas empresas chinesas est\u00e3o interessadas no leil\u00e3o do megaterminal santista Tecon 10, entre elas a China Merchants Group.<\/p>\n<p>Outros investimentos importantes em curso no setor incluem a constru\u00e7\u00e3o de linhas de transmiss\u00e3o pela State Grid, que no fim de 2023 conquistou sozinha um contrato com previs\u00e3o de R$ 18 bilh\u00f5es de obras, e a instala\u00e7\u00e3o do terminal de gr\u00e3os da trading Cofco no porto de Santos.<\/p>\n<p>Um relat\u00f3rio publicado em julho pelo think tank American Enterprise Institute (AEI) destaca que o Brasil foi um dos principais destinos dos investimentos chineses na primeira metade de 2025, junto com a Indon\u00e9sia. Segundo Derek Scissors, autor do relat\u00f3rio e pesquisador s\u00eanior do AEI, os resultados devem ser entendidos como o Brasil sendo um dos principais alvos de investimentos chineses nos \u00faltimos dois anos.<\/p>\n<p>\u201cA pandemia n\u00e3o foi favor\u00e1vel para os investimentos da China, n\u00e3o s\u00f3 em rela\u00e7\u00e3o ao Brasil, mas ao mundo. A China reabriu no fim de 2022, mas 2023 ainda foi de incertezas. Tendo a dizer que 2024 foi um ano de normaliza\u00e7\u00e3o\u201d, diz Fabiana D\u2019Atri, economista da Bradesco Asset Management (Bram) e diretora de economia do Conselho Empresarial Brasil-China (CEBC).<\/p>\n<p>O CEBC divulga anualmente um balan\u00e7o dos investimentos chineses no Brasil. A \u00faltima pesquisa tem dados at\u00e9 2023 e ainda n\u00e3o trouxe evid\u00eancias do maior apetite dos investidores. \u201cMas o que temos de experi\u00eancia, tanto desse monitoramento quanto de acompanhar a imprensa e enquanto banco, atendendo empresas chinesas, \u00e9 que o fluxo cresceu\u201d, diz D\u2019Atri.<\/p>\n<p>Segundo Scissors, o Brasil \u00e9 o alvo mais popular para investimentos chineses entre os pa\u00edses n\u00e3o considerados muito ricos. A atra\u00e7\u00e3o original, diz, eram as commodities, desde energia offshore at\u00e9 min\u00e9rio de ferro e soja. Para facilitar o com\u00e9rcio de commodities, a China tamb\u00e9m investiu em infraestrutura de transporte, incluindo portos, mas o principal desenvolvimento nos \u00faltimos anos tem sido em larga escala na infraestrutura energ\u00e9tica, aponta.<\/p>\n<p>O investimento chin\u00eas no Brasil, por\u00e9m, tem se diversificado. \u201cTemos uma popula\u00e7\u00e3o cada vez mais de classe m\u00e9dia e consumidora, com interesse em tecnologia. \u00c9 um mercado interessante para empresas chinesas. Vemos a Shein e as \u2018blusinhas\u2019, carros el\u00e9tricos, televisores, ar-condicionado. Tem um foco cada vez maior no mercado consumidor\u201d, diz O\u2019Sullivan.<\/p>\n<p>D\u2019Atri chama a aten\u00e7\u00e3o para investimentos em servi\u00e7os, que tendem a ser mais f\u00e1ceis, j\u00e1 que dependem menos de regula\u00e7\u00e3o do que em setores como o de infraestrutura. No segmento de entrega de refei\u00e7\u00f5es, por exemplo, a plataforma de delivery Meituan anunciou neste ano planos de atuar no pa\u00eds, e a 99, controlada pela Didi, inicia seu servi\u00e7o de entrega em S\u00e3o Paulo neste m\u00eas. \u201cQuando o investimento era concentrado em grandes projetos, o volume era maior e mais f\u00e1cil de monitorar. N\u00e3o necessariamente vamos ver grandes volumes de recursos, mas \u00e9 um setor com capilaridade grande e que vai demandar outros servi\u00e7os\u201d, afirma D\u2019Atri.<\/p>\n<p>Os an\u00fancios ap\u00f3s a \u00faltima visita de Lula \u00e0 China, em maio, explicitaram esse movimento. A Mixue, maior rede chinesa de bebidas no mundo, por exemplo, comunicou que deve iniciar opera\u00e7\u00e3o no Brasil. \u201cParece uma nova rodada de presen\u00e7a chinesa, al\u00e9m dos j\u00e1 conhecidos setores de commodities e energia. Parece que essa \u00e9 a nova investida da China\u201d, diz D&#8221;Atri.<\/p>\n<blockquote><p>Uma dificuldade dos investidores \u00e9 entender a regra do jogo no pa\u00eds\u201d<br \/>\n\u2014 Rafael Benini<\/p><\/blockquote>\n<p>Segundo ela, o Brasil se coloca n\u00e3o s\u00f3 como um mercado consumidor relevante, mas como um \u201cparceiro confi\u00e1vel\u201d para a China, porque o fluxo comercial entre os pa\u00edses j\u00e1 \u00e9 intenso &#8211; a China \u00e9 o principal parceiro comercial do Brasil h\u00e1 mais de uma d\u00e9cada.<\/p>\n<p>O relat\u00f3rio \u201cPerfil de Com\u00e9rcio e Investimentos China 2025\u201d, da Ag\u00eancia Brasileira de Promo\u00e7\u00e3o de Exporta\u00e7\u00f5es e Investimentos (ApexBrasil), do governo federal, destaca que a China foi o principal destino das exporta\u00e7\u00f5es brasileiras em 2024, com 28% do valor total exportado, e que os investimentos \u201cgreenfield\u201d &#8211; desenvolvidos em \u00e1reas totalmente novas, sem nenhuma constru\u00e7\u00e3o ou infraestrutura pr\u00e9via &#8211; da China no Brasil entre somam 163 de 2015 a 2025.<\/p>\n<p>\u201cO fluxo comercial intenso favorece o de investimentos. Inclusive, isso aumenta o conhecimento dos chineses sobre o mercado brasileiro\u201d, diz D\u2019Atri. \u201cChama a aten\u00e7\u00e3o que o investidor chin\u00eas chega, hoje, com um conhecimento muito grande dos riscos e das possibilidades.\u201d De olho nisso, a Bram, inclusive, lan\u00e7ou recentemente dois ETFs de a\u00e7\u00f5es chinesas negociados na bolsa brasileira e a expectativa \u00e9 que, nos pr\u00f3ximos meses, chineses consigam acessar a bolsa do Brasil, segundo D\u2019Atri. \u201cAumenta-se a complexidade dessa rela\u00e7\u00e3o.\u201d<\/p>\n<p>Esse conhecimento, por outro lado, tamb\u00e9m contribui para deixar os investidores chineses mais cautelosos ao enxergarem inseguran\u00e7as nos pre\u00e7os dos ativos no Brasil, como juro e c\u00e2mbio, aponta D\u2019Atri. \u201cA volatilidade da moeda e o n\u00edvel de juros elevados fazem eles terem cautela, especialmente quando comparam com o mercado chin\u00eas\u201d, afirma, ponderando que parte dessas diferen\u00e7as se devem ao fato de o mercado brasileiro ser aberto e n\u00e3o controlado. \u201cO Brasil tem oferecido crescimento econ\u00f4mico e mercado aos chineses, mas h\u00e1 inseguran\u00e7a na hora de montar as opera\u00e7\u00f5es financeiras.<\/p>\n<p>Investidores chineses tamb\u00e9m demandam maior oferta de projetos de concess\u00e3o e leil\u00f5es, especialmente em infraestrutura, um setor em que se esperava maior presen\u00e7a do pa\u00eds, segundo D\u2019Atri. \u201cEssa \u00e9 uma parte do dever de casa brasileiro, ter uma carteira maior de projetos\u201d, afirma.<\/p>\n<p>Grupos chineses como a Shandong Hi-Speed t\u00eam buscado informa\u00e7\u00f5es sobre projetos em transportes, por exemplo. Por\u00e9m, a avalia\u00e7\u00e3o \u00e9 que, no caso de novos interessados, \u201ctrata-se de um trabalho de longo prazo\u201d at\u00e9 um investimento de fato, diz Rafael Benini, secret\u00e1rio paulista de Parcerias e Investimentos, que recentemente esteve na China apresentando projetos do Estado a investidores.<\/p>\n<p>Ele aponta outras barreiras para a entrada das companhias no Brasil. \u201cUma das principais dificuldades dos investidores \u00e9 entender a regra do jogo no pa\u00eds. Por exemplo, os desafios do licenciamento ambiental, das desapropria\u00e7\u00f5es. A tributa\u00e7\u00e3o \u00e9 outro fator visto como complexo\u201d, afirma. Ainda assim, Benini diz ver potencial no interesse dos grupos.<\/p>\n<p>Por outro lado, uma caracter\u00edstica dos chineses que gera desconfian\u00e7a, segundo fontes do setor, \u00e9 a demora na tomada de decis\u00e3o. Atores do mercado citam neg\u00f3cios bilion\u00e1rios nos quais chineses avan\u00e7aram nas negocia\u00e7\u00f5es, mas que n\u00e3o sa\u00edram do papel, como a compra da Linha 6-Laranja do Metr\u00f4 (que ficou com a Acciona) e o investimento na Ferrovia de Integra\u00e7\u00e3o Oeste Leste (Fiol) junto \u00e0 Bamin. Esse hist\u00f3rico gerou um estigma de que as sinaliza\u00e7\u00f5es de investimento dos chineses n\u00e3o s\u00e3o firmes, avaliam fontes.<\/p>\n<p>Como qualquer outro investidor, o chin\u00eas considera o retorno do projeto no longo prazo, diz D\u2019Atri. Mas ela pondera que o fluxo de investimentos da China ainda depende mais das orienta\u00e7\u00f5es de Pequim do que, por exemplo, de decis\u00f5es locais do Brasil ou estrat\u00e9gias diplom\u00e1ticas. \u201cQuando a orienta\u00e7\u00e3o do governo central \u00e9 aumentar a internacionaliza\u00e7\u00e3o, o fluxo \u00e9 mais intenso. Claro que o Brasil vem aumentando sua voz e seu protagonismo. Mas eu entendo que a decis\u00e3o ainda \u00e9 de quem \u00e9 dono do recurso.\u201d<\/p>\n<p>Hoje, diz D\u2019Atri, tanto as condi\u00e7\u00f5es para a China buscar parceiros externos quanto as condi\u00e7\u00f5es que o Brasil oferece s\u00e3o favor\u00e1veis. Al\u00e9m de commodities e mercado consumidor, o Brasil tem a segunda maior reserva de \u201cterras raras\u201d &#8211; conjunto de elementos qu\u00edmicos essenciais para produtos de alta tecnologia e fontes de energia limpa &#8211; do mundo, \u201cum tema caro a todos no momento, no qual a China est\u00e1 atenta e tem feito aquisi\u00e7\u00f5es\u201d, afirma. As terras raras do Brasil, inclusive, entraram na mira dos EUA nas negocia\u00e7\u00f5es em torno das tarifas ao pa\u00eds.<\/p>\n<p>D\u2019Atri tamb\u00e9m diz ver a possibilidade de o Brasil ser usado como meio para empresas chinesas acessarem mercados mais resistentes \u00e0 sua entrada, como o europeu. \u201cA pol\u00edtica chinesa \u00e9 de que as empresas busquem outros mercados e, por sua vez, n\u00e3o h\u00e1 tantos mercados.\u201d Al\u00e9m dos EUA e da Europa, pa\u00edses como Canad\u00e1, Alemanha e Austr\u00e1lia t\u00eam dificultado o investimento chin\u00eas, diz O\u2019Sullivan, do Mattos Filho. \u201cMuito longe de tentar dificultar, estamos facilitando. Precisamos desses investimentos.\u201d<\/p>\n<p>Embora o tema n\u00e3o estivesse expl\u00edcito na carta de Trump a Lula ao anunciar a tarifa de 50% sobre produtos do pa\u00eds, os la\u00e7os mais pr\u00f3ximos do Brasil com a China tamb\u00e9m podem estar em jogo, segundo Drausio Giacomelli, estrategista para mercados emergentes do Deutsche Bank, e Carlos Munoz-Carcamo, estrategista macro.<\/p>\n<p>Esses la\u00e7os, apontam, v\u00e3o al\u00e9m do aspecto econ\u00f4mico: o Brasil \u00e9 membro fundador do Brics (grupo que re\u00fane alguns dos principais emergentes do mundo) &#8211; inclusive, sediou a c\u00fapula anual no Rio de Janeiro neste ano &#8211; e Lula sugeriu que o pa\u00eds poder\u00e1 aderir \u00e0 Iniciativa Cintur\u00e3o e Rota, consolidando ainda mais as rela\u00e7\u00f5es comerciais, financeiras e geopol\u00edticas com Pequim. \u201cAl\u00e9m disso, Brasil e China formalizaram recentemente um megaprojeto ferrovi\u00e1rio ligando o Atl\u00e2ntico ao Pac\u00edfico. Para al\u00e9m dos ataques a [Jair] Bolsonaro e \u00e0 liberdade de express\u00e3o, \u00e9 poss\u00edvel que a crescente amizade com a China tenha influenciado o an\u00fancio surpresa das tarifas\u201d, dizem Giacomelli e Munoz-Carcamo.<\/p>\n<p>Para Scissors, da AEI, n\u00e3o h\u00e1 conex\u00e3o econ\u00f4mica entre as tarifas de Trump e a rela\u00e7\u00e3o Brasil-China. \u201cTrata-se, principalmente, de arrog\u00e2ncia pol\u00edtica\u201d, afirma. \u201cOs EUA e o Brasil n\u00e3o s\u00e3o parceiros semelhantes para a China, e os EUA e a China n\u00e3o s\u00e3o parceiros semelhantes para o Brasil. Se Trump limita as rela\u00e7\u00f5es econ\u00f4micas EUA-Brasil ou EUA-China, h\u00e1 raz\u00e3o pol\u00edtica para que Brasil e China melhorem as rela\u00e7\u00f5es, mas as condi\u00e7\u00f5es econ\u00f4micas n\u00e3o mudam muito.\u201d<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Brasil tem visto o apetite de investidores da China crescer e se diversificar, em meio aos ataques do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a ambas as na\u00e7\u00f5es.<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[44],"tags":[],"class_list":["post-117151","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-shopping-patio-higienopolis"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/monitoramento.spmj.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/117151","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/monitoramento.spmj.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/monitoramento.spmj.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/monitoramento.spmj.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/monitoramento.spmj.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=117151"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/monitoramento.spmj.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/117151\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":117152,"href":"https:\/\/monitoramento.spmj.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/117151\/revisions\/117152"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/monitoramento.spmj.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=117151"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/monitoramento.spmj.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=117151"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/monitoramento.spmj.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=117151"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}