Varejista publica prejuízo de R$ 1,4 bilhão, revela baixa de R$ 1 bilhão e amplia dúvidas sobre recuperação financeira.

- GPA (PCAR3) registrou prejuízo de R$ 1,4 bilhão no 1º trimestre
- Companhia reconheceu baixas e impairments próximos de R$ 1 bilhão
- Mercado monitora recuperação extrajudicial e pressão financeira
O GPA (PCAR3) publicou um prejuízo líquido de R$ 1,4 bilhão no primeiro trimestre após adiar a divulgação do balanço e apresentar seu plano de recuperação extrajudicial. Além disso, a varejista registrou queda de 8,2% na receita líquida e forte deterioração operacional.
Com isso, a perda disparou 751% em relação ao mesmo período do ano anterior. O movimento elevou a pressão sobre a companhia, principalmente após investidores questionarem na Justiça a falta de informações financeiras antes da aprovação do plano pelos bancos credores.
Baixas bilionárias pressionam resultado
Segundo a companhia, o prejuízo foi impactado por efeitos não recorrentes e sem impacto caixa que somaram cerca de R$ 1 bilhão. Dessa forma, os principais efeitos vieram de baixas de crédito e impairment de ativos.
Ao mesmo tempo, a companhia informou que o prejuízo líquido continuado ficou em R$ 1,3 bilhão. Além disso, o índice de alavancagem subiu para 3,5 vezes dívida líquida sobre Ebitda, aproximando a empresa dos limites negociados com bancos.
Ainda assim, a administração afirmou que o plano de recuperação será essencial para alongar vencimentos, reduzir pressão financeira e permitir maior foco operacional nos próximos trimestres.
Vendas fracas e dívida seguem no radar
Nos negócios operacionais, a rede continuou enfrentando demanda mais fraca nas lojas, mesmo atuando com foco em consumidores de maior renda. Por outro lado, a margem bruta avançou para 30,4%, sustentada por medidas internas de eficiência.
Além disso, a empresa confirmou metas de redução de custos e despesas operacionais superiores a R$ 415 milhões, enquanto os investimentos previstos para 2026 variam entre R$ 300 milhões e R$ 350 milhões.
Agora, investidores acompanham a execução da recuperação extrajudicial e os impactos das contingências fiscais e trabalhistas, que ainda somam cerca de R$ 17 bilhões fora do plano.