Iguatemi
Entrada do shopping Iguatemi, em Sao Paulo 16/08/2018 REUTERS/Nacho Doce

  • Lucro líquido consolidado da Iguatemi alcançou R$ 238 milhões no primeiro trimestre de 2026.
  • Crescimento impulsionado por vendas em shoppings e receitas de aluguel.
  • EBITDA da empresa registrou alta significativa de 73,4% no período.
  • Fluxo de caixa operacional (FFO) avançou 106,5%, atingindo R$ 273 milhões.
  • Vendas totais nos empreendimentos da Iguatemi cresceram 12,8% anualmente.
  • Aluguéis em mesmas lojas e áreas também apresentaram crescimento contínuo.
  • Baixa alavancagem reforça a sólida posição financeira da companhia.
  • Shoppings premium demonstram resiliência em cenário econômico desafiador.

O grupo Iguatemi registrou lucro líquido consolidado de R$ 238 milhões no primeiro trimestre de 2026 (1T26), salto de 121,1% na comparação com o mesmo período do ano passado.

O desempenho foi impulsionado pelo avanço das vendas nos shoppings, crescimento das receitas de aluguel e melhora operacional do portfólio premium da companhia.

EBITDA sobe 73% no trimestre

O EBITDA da empresa somou R$ 397 milhões entre janeiro e março. O resultado representa alta de 73,4% frente ao primeiro trimestre de 2025.

Já o FFO (fluxo de caixa proveniente das operações), indicador bastante acompanhado pelo mercado imobiliário, alcançou R$ 273 milhões, avanço anual de 106,5%.

No entanto, a receita líquida cresceu 14,5% no período, para R$ 357 milhões.

Vendas nos shoppings crescem quase 13%

As vendas totais dos empreendimentos da Iguatemi atingiram R$ 5,7 bilhões no trimestre. O volume representa crescimento de 12,8% na comparação anual.

Nas métricas operacionais, as vendas mesmas lojas (SSS) avançaram 5,2%, enquanto as vendas mesmas áreas (SAS) subiram 7,8%. Além disso, os aluguéis também seguiram em alta.

O indicador SSR, que mede aluguéis em mesmas lojas, cresceu 6%, enquanto o SAR, referente às mesmas áreas, avançou 6,7%.

Baixa alavancagem reforça posição financeira

Aliás, a companhia encerrou março com alavancagem de 1,29 vez dívida líquida sobre EBITDA ajustado. Sem considerar ganhos de capital relacionados à venda de participações minoritárias, o indicador ficaria em 1,60 vez.

O nível segue considerado baixo para o setor de shopping centers e reforça a capacidade da empresa de continuar investindo e distribuindo resultados.

Shoppings premium seguem resilientes

Por fim, os números reforçam a resiliência do segmento de alta renda, mesmo em um cenário de juros elevados e consumo mais pressionado.

A operação premium da Iguatemi continua se beneficiando do fluxo mais forte em lojas de luxo, gastronomia e entretenimento.