Wesley Santana
Mercado reage a Wall Street e vê pressão em ações de educação.
O Ibovespa (IBOV) passa por um recuo na tarde desta quarta-feira (22). O principal indicador da bolsa brasileira se ajusta ao desempenho dos ativos brasileiros negociados em Wall Street, que caíram durante o feriado de Tiradentes.
No fechamento desta reportagem, o índice recuava 1,38%, negociando aos 193,4 mil pontos, conforme dados da B3. Na semana passada, a carteira chegou a superar os 199 mil pontos, mas perdeu espaço ao longo dos dias.
Quem mais puxa o desempenho para o campo negativo é a Embraer (EMBJ3) que cai quase 5% no dia, encostando nos R$ 80,50. O impacto ocorre mesmo com o anúncio da companhia de um pedido de 25 aeronaves feito pela Jazz Aviation, do Canadá.
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Na sequência, aparecem duas empresas do setor de educação: Cogna (COGN3) e Yduqs (YDUQ3), que caem 4,5% cada uma. As ações do IRB também continuam na sua trajetória de queda e somam baixa de 4,3% depois que a companhia divulgou uma perda de R$ 11,5 milhões no lucro líquido de fevereiro.
Já na outra ponta, quem mais segura o resultado do mercado de ações do Brasil é a Méliuz (CASH3), que sobe 3,8%, para R$ 4,60, repercutindo os avanços do Bitcoin no mercado internacional. A companhia é uma das chamadas Bitcoin Treasury, que trazem a criptomoeda em seu caixa, e atingiu seu maior valor de mercado do ano nesta semana.
A PetroReconcavo (RECV3) também tem um dia positivo no balcão, motivado pelo avanço no preço do petróleo, com aceleração de 2,8%. O pódio fica completo com a JHSF (JHSF3), que ainda desfruta de um bom momento depois da última aquisição que fez no Uruguai.
Dólar cai maisO dólar dos Estados Unidos também opera com baixa em relação ao resultado da última segunda (20). A divisa norte-americana é negociada a R$ 4,96, renovando uma de suas mínimas em mais de dois anos.
O mesmo acontece com outras moedas, que perdem espaço em relação ao real brasileiro. É o caso do euro (-0,7% para R$ 5,82), da libra do Reino Unido (-0,4% para R$ 6,73) e do peso argentino (-0,04% para R$ 0,004).
Já o Bitcoin acumula valorização de quase 5% apenas nas 24 horas e parece se recuperar das recentes baixas. A cripto sobe aos R$ 395 mil, mas pode ter forças para superar os R$ 400 mil nas próximas horas.