Veículo: Mercado & Consumo
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Data: 20/04/2026

Editoria: L-Founders
Assuntos:

Mercado Livre, Amazon e Magalu vão além do preço e miram crescimento dos sellers

Painel no Vtex Day 2026 reuniu executivos para discutir como melhorar a performance de vendedores nos marketplaces

Quando pensamos em estratégias de marketplace, talvez a primeira coisa em que pensamos seja no consumidor, em como tornar a experiência cada vez melhor, mas as empresas, como Mercado Livre, Amazon e Magalu, que operam essas plataformas também têm a grande missão de ajudar seus sellers a crescerem em suas plataformas.

Na palestra “Muito além do preço: como posicionar sellers e marcas para se destacarem nos marketplaces”, realizada no Vtex Day 2026, em São Paulo, que contou com a presença de Ricardo Garrido, diretor-executivo de Marketplace do Magalu; Virginia Pavin, diretora de Marketplace Brasil da Amazon; e Mauricio Landi, diretor de Desenvolvimento e Experiência dos Vendedores do Mercado Livre, os executivos contaram um pouco sobre as estratégias das empresas para posicionar os seus sellers dentro de suas plataformas.

Virginia explica que hoje focar em preços não vai fazer conversão, além de não ser viável a longo prazo, podendo até gerar certo volume de vendas no início, mas sem recorrência. De acordo com ela, o que gera recorrência é conveniência e conseguir fazer com que tanto o vendedor quanto o comprador retornem ao marketplace.

Diversos aspectos influenciam nesses resultados. Virginia aponta fatores como bom atendimento, uma boa página, frete grátis e entrega rápida. “Hoje, na Amazon, a gente tem o canal Prime, que faz sentido para a gente, gera recorrência, e a gente consegue, com o frete grátis, a marca, o vendedor, se posicionar dessa forma, de trazer cada vez mais o cliente. Então, não é só o preço hoje em dia, você precisa ter toda a jornada conectada com o seu cliente de volta”, acrescenta.

O básico bem feito

Landi conta que existem duas coisas que diferenciam muito o vendedor que está performando bem de um que não está: o poder da empatia e a disciplina de fazer o básico bem feito.

“No final do dia, do outro lado da tela, tem um comprador, que é um ser humano. Então, se você conseguisse se colocar no lugar do comprador e pensar que tipo de experiência, que tipo de informação eu gostaria de ter, você vai conseguir vender mais como consequência disso. E, por vezes, pode parecer fácil, e aí eu chego à segunda percepção que eu tenho, mas é muito difícil a gente ter disciplina para fazer o básico bem feito. Eu brinco às vezes com o time que a gente pode perder o foco, tentar fazer o salmão da Noruega com sal do Himalaia, e a gente não está fazendo arroz com feijão bem feito. E fazer o básico bem feito dá muito trabalho, mas gera muito resultado”, destaca.

Falando em básico bem feito, Garrido explica que essa disciplina é importante, mas não se deve deixar de fazer o que importa também e que o diferencial pode estar em fazer o que é difícil. “Isso que vai ser o pulo do gato”, diz.

“Então, assim, acho que, só para não cair na armadilha de entender esse fazer o básico bem feito como: ah, melhor não mexer com o full, que é meio complicado para mim. É mais complicado do que você simplesmente se conectar e esperar a mágica acontecer. Normalmente, não acontece”, completa Garrido.