
De acordo com informações obtidas pela Reuters, o objetivo da gigante de tecnologia é eliminar o gargalo técnico que separa os biólogos de laboratório dos modelos avançados de aprendizado de máquina.
Como funciona o Amazon Bio Discovery
A plataforma oferece acesso a uma biblioteca especializada de modelos de fundação biológicos. Esses modelos são capazes de gerar e avaliar moléculas potenciais para novos fármacos de forma automatizada.
Segundo o comunicado da empresa, os principais diferenciais da ferramenta incluem:
- Agente de IA assistente: ajuda o usuário a selecionar os melhores modelos, configurar parâmetros técnicos e interpretar os resultados gerados.
- Integração com laboratórios: os candidatos a medicamentos pré-selecionados podem ser enviados diretamente para parceiros de síntese e testes.
- Ciclo de feedback: os resultados dos testes laboratoriais retornam ao sistema para refinar e guiar a próxima rodada de design de moléculas.
Em entrevista à Reuters, Rajiv Chopra, vice-presidente de IA para saúde e ciências da vida da AWS, destacou a eficiência do sistema: “Cientistas levavam cerca de 18 meses para chegar a 300 potenciais candidatos a medicamentos. Agora, eles podem criar esses mesmos 300 candidatos em poucas semanas”.
Testes práticos e resultados reais
A eficácia da ferramenta já foi testada em uma colaboração com o Memorial Sloan Kettering Cancer Center. Utilizando múltiplos modelos da plataforma AWS, os pesquisadores geraram quase 300 mil moléculas de anticorpos inéditas.
Desse volume, o sistema filtrou as 100 mil melhores para testes em laboratório físico, um processo que normalmente consumiria meses de trabalho manual e que foi concluído em um curto intervalo de tempo.
Grandes nomes da indústria farmacêutica e de pesquisa, como Bayer, Broad Institute e Voyager Therapeutics, figuram entre os primeiros usuários da tecnologia. Atualmente, 19 das 20 maiores empresas farmacêuticas globais já utilizam a infraestrutura de nuvem da Amazon.
