Veículo: ADVFM
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Data: 06/04/2026

Editoria: L-Founders, Pão de Açúcar
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GPA nega desconto de até 70% em dívida e mantém negociações com credores em recuperação extrajudicial

Companhia busca adesão superior a 50% dos credores e avalia ajustes no plano; ação PCAR3 recua mais de 6% após ruídos sobre dívida de R$ 4,6 bilhões

A Companhia Brasileira de Distribuição – GPA (BOV:PCAR3) veio a público esclarecer rumores envolvendo sua recuperação extrajudicial e as negociações com credores. Em comunicado divulgado ao mercado, a varejista informou que as tratativas seguem em curso e ainda não há definição sobre novas condições de pagamento, afastando especulações recentes sobre um possível desconto agressivo em sua dívida.

A manifestação ocorre após reportagem indicar que o Grupo Pão de Açúcar estaria negociando um abatimento de até 70% em um passivo estimado em R$ 4,6 bilhões. A companhia, no entanto, negou essa possibilidade, reforçando que o foco das discussões está no alongamento de prazos e ajustes compatíveis com sua realidade econômico-financeira — movimento comum em processos de reestruturação corporativa.

O episódio ocorre em um momento delicado para o GPA (PCAR3), que busca reorganizar sua estrutura de capital e recuperar a confiança do mercado. Em 10 de março de 2026, a empresa protocolou o pedido de homologação do plano de recuperação extrajudicial com o apoio de credores que representam 46,26% dos créditos sujeitos. Desde então, a estratégia tem sido ampliar essa adesão para além da maioria necessária, condição essencial para validação judicial do plano.

Segundo a companhia, as negociações seguem dentro do prazo legal de 90 dias e podem envolver ajustes na proposta de pagamento, o que é interpretado pelo mercado como uma tentativa de equilibrar liquidez, endividamento e sustentabilidade operacional no médio prazo.

Como a notícia é publicada antes da abertura do pregão desta quinta-feira (02/04), os dados refletem o fechamento da véspera. Na quarta-feira (01/04), as ações do GPA (BOV:PCAR3) encerraram cotadas a R$ 2,07, com queda de 6,33%, pressionadas pelo aumento das incertezas sobre o processo de reestruturação.

O papel oscilou entre R$ 2,06 (mínima) e R$ 2,25 (máxima) ao longo do dia, com abertura em R$ 2,19, indicando forte volatilidade e sensibilidade a notícias relacionadas à dívida e ao plano de recuperação. Para o pregão seguinte, o mercado tende a monitorar de perto a evolução das negociações com credores, o que pode influenciar diretamente a trajetória das ações PCAR3 hoje.

A Companhia Brasileira de Distribuição (BOV:PCAR3) é uma das principais varejistas do setor alimentar no Brasil, operando marcas como Pão de Açúcar e Extra. A empresa atua no segmento de supermercados premium e proximidade, competindo com players relevantes como Assaí (BOV:ASAI3) e Carrefour Brasil (BOV:CRFB3). Nos últimos anos, o GPA vem passando por um processo de reestruturação operacional e financeira, buscando maior eficiência e rentabilidade.

O avanço das negociações com credores será decisivo para o futuro do GPA (PCAR3) e para a percepção de risco do mercado em relação à companhia.