A Lojas Renner S.A. encerrou 2025 com lucro líquido recorde de R$ 1,5 bilhão, resultado 22% superior ao registrado em 2024. A receita líquida anual alcançou R$ 13,8 bilhões, crescimento de 9,2% na comparação com o ano anterior, enquanto as vendas em mesmas lojas avançaram 8,1%. O desempenho também se refletiu no lucro por ação, que aumentou 27%, consolidando um ciclo de expansão baseado em ganhos de eficiência e crescimento do negócio.

Segundo o CEO da companhia, Fabio Faccio, o resultado está associado à estratégia de expansão e à ampliação da presença digital da rede. “A nossa estratégia de crescimento focada na expansão de lojas para novas cidades, no aumento da penetração digital e em ganhos contínuos de produtividade foi decisiva para que alcançássemos esses resultados”, afirma. Ele acrescenta que a empresa pretende manter o foco na experiência do consumidor e na geração de valor de longo prazo. “Seguiremos focados em entregar uma experiência encantadora aos nossos clientes, com crescimento sustentado por uma cultura sólida e forte governança.”
No campo operacional, a margem bruta anual do varejo atingiu 56,1%, o maior patamar em seis anos. Para o diretor financeiro da companhia, Daniel Santos, o desempenho indica consistência na execução da estratégia. “Com lucro líquido recorde e geração de caixa operacional robusta de R$ 1,4 bilhão, fortalecemos nossa estrutura para um crescimento rentável e disciplinado”, diz.
Outro indicador destacado pela empresa foi o desempenho do EBITDA do varejo, que cresceu 10% ao longo do ano. A companhia também registrou forte geração de caixa, mantendo uma relação próxima de um para um entre lucro e caixa — patamar considerado incomum no setor de varejo de moda. “Raramente se vê em nosso setor uma relação de lucro e caixa tão próxima de 1 para 1. Esse indicador demonstra a nossa eficiência operacional e destaca o nosso modelo de negócio”, afirma Faccio.
No quarto trimestre de 2025, a empresa registrou lucro líquido de R$ 553 milhões, alta de 13,4% em relação ao mesmo período do ano anterior. O EBITDA somou R$ 1 bilhão no trimestre, com crescimento de 9,3% e margem de 24,2%, avanço de 1,1 ponto percentual na comparação anual. Para os próximos anos, a companhia projeta ampliar investimentos e abrir entre 50 e 60 novas unidades de suas marcas. “Seguiremos focados na evolução da omnicanalidade e na otimização da logística e da tecnologia para garantir a sustentabilidade do negócio e o retorno sobre o capital investido”, conclui o CEO.