Segundo o governador do Estado, o argumento para proibir o acesso às plataformas de e-commerce é proteger a “privacidade dos texanos” do governo chinês
Por Courtney Rozen, Alexandra Alper e David Shepardson, Em Reuters — Washington
26/01/2026 21h40 Atualizado há 19 horas
Aplicativo para celular da Shein, que está proibido de ser usado por funcionários da administração do Texas — Foto: appshunter.io/Unsplash
O Texas vai impedir que seus funcionários usem hardwares e softwares da Shein, Alibaba e TP-Link, informou o governador em um comunicado nesta segunda-feira (26), sob o argumento de que o Estado tomou a decisão para proteger a “privacidade dos texanos” do governo chinês.
A lista também inclui a plataforma de comércio on-line Temu e a fabricante de baterias CATL, de acordo com declaração do governador do Texas, Greg Abbott.
A decisão é o mais recente exemplo de banimento de tecnologia de empresas de propriedade chinesa em nome da segurança por parte de um governo estadual. A proibição de Abbott impede que os funcionários usem o “hardware físico, a inteligência artificial e o software” das empresas em dispositivos e redes de propriedade do Estado.
EUA x China
O governo Trump, apoiado por Abbott, tem procurado moderar suas ações que poderiam antagonizar Pequim. Os dois países chegaram a uma distensão em uma longa guerra comercial e tecnológica em outubro.
A proibição de Abbott atinge a fabricante chinesa de drones Autel e os produtos da empresa chinesa de inteligência artificial iFlyTek.
As empresas não responderam imediatamente a um pedido de comentário da Reuters.