Casas Bahia (BHIA3) e Magalu (MGLU3) devem apresentar crescimento modesto, enquanto o Mercado Livre (MELI34) se destaca em termos de crescimento
22/01/2026 2 minutos

A receita líquida do Mercado Livre (MELi34) deve chegar a US$ 8,6 bilhões, alta de 42% na comparação anual | Foto: Getty Images
Em um trimestre com um cenário competitivo mais difícil, o Mercado Livre (MELI34) deve ser o destaque no universo de ecommerce em termos de crescimento, apesar de apresentar uma margem EBIT menor na comparação anual devido aos maiores custos e despesas necessários para navegar o cenário competitivo atual.
Por outro lado, Casas Bahia (BHIA3) e Magalu (MGLU3) devem apresentar crescimento modesto, com margens EBITDA maiores e quase estáveis, respectivamente.
MELI34: dores do crescimento pesam nas margens
A receita líquida do mercado Livre (MELi34) deve chegar a US$ 8,6 bilhões, alta de 42% A/A, sustentada pelo crescimento de 36% no e-commerce e 48% em fintech.
Em termos de lucro operacional, o Banco Safra espera pressão significativa na margem (-380bps A/A) devido aos maiores custos e despesas necessários para sustentar o crescimento da companhia, principalmente relacionados ao menor limite para frete grátis, despesas de marketing e provisões maiores no negócio de fintech.
O EBIT deve ficar em US$ 835 milhões, alta de 2% A/A. Por fim, o Safra espera lucro líquido de US$ 538 milhões, queda de 16% A/A devido a uma alíquota de imposto de renda maior.
MGLU3: eficiência em despesas compensam vendas estáveis
A rede Magalu (MGLU3) deve reportar vendas de R$ 11 bilhões, alta de 2% A/A, impulsionadas pelo crescimento do B&M (+6% A/A), já que o canal enfrenta bases difíceis (+7% no 4T24), o que deve ser quase inteiramente compensado por
- (i) o desempenho negativo do 3P (-12% A/A) devido ao cenário competitivo mais duro e também
- (ii) uma queda de 1% no 1P, já que o segmento de eletrônicos e eletrodomésticos segue pressionado
Apesar do mix de canais pior, a margem bruta permaneceu estável. Em termos de EBITDA, a eficiência nas despesas de SG&A quase compensou as vendas estáveis, levando a margem EBITDA a ficar praticamente estável A/A em 7,6% (-20bps A/A). O EBITDA projetado é de R$ 839 milhões (-1% A/A).
O lucro líquido deve totalizar R$ 39 milhões no 4T25 vs. lucro de R$ 139 milhões no 4T24, devido a maiores despesas financeiras (alta dos juros).
BHIA3: desempenho sequencialmente melhor
O Banco Safra espera que a receita líquida cresça 7% A/A, sustentada por:
- (i) +1% A/A em vendas B&M;
- (ii) +14% A/A em vendas 3P, impulsionadas por maior GMV, refletindo sortimento mais amplo e um número maior de sellers vs. 4T24; e
- (iii) aumento de 19% em 1P após alguns trimestres de ajustes de sortimento, impulsionado pela parceria com o MELI.
A margem bruta deve ficar estável A/A, já que o crescimento de 3P compensou a pressão das vendas 1P. Além disso, maior eficiência, combinada com diluição de despesas, deve levar a um aumento de 48bps A/A na margem EBITDA ajustada para 8,5%.
Apesar da melhora operacional, esperamos prejuízo líquido de R$ 407 milhões devido aos juros mais altos em um balanço altamente alavancado.