
A consultoria americana WGSN, referência global em tendências, apresentou na NRF 2026 Retail’s Big Show projeções sobre o comportamento do consumidor para os próximos dois anos. Segundo a consultoria, o excesso de anúncios e estímulos digitais vem gerando fadiga sensorial, tornando desafiador captar a atenção dos clientes.
Diante desse cenário, empresas precisarão criar experiências que permitam aos consumidores se desconectar, reduzir o estresse e se reconectar com os sentidos. Estratégias que integrem a experiência física e digital, prolonguem o ciclo de vida dos produtos por meio de serviços de reparo e troca, e incorporem a inteligência artificial de forma funcional, surgem como diferenciais competitivos para engajar clientes saturados.
Fadiga do consumidor
Setores com experiência de produto menos intuitiva
- Exemplos: materiais de construção, itens de escritório.
- Desafio: engajar clientes em segmentos onde o apelo sensorial é limitado.
Estratégias voltadas ao despertar dos sentidos
- Criar experiências que envolvam visão, tato, olfato, audição e paladar.
- Reduzir a fadiga digital e estimular a reconexão sensorial.
Fragmentação das identidades dos consumidores
- Consumidores assumem múltiplos perfis de compra.
- Fatores: saturação digital, inteligência artificial, rápidas transformações sociais.
- Implicação: marcas precisam se adaptar a diferentes comportamentos e necessidades simultaneamente.
Experiências autênticas, funcionais e lúdicas
- Experiências que transmitam valor e senso de pertencimento.
- Ir além da exposição simples de produtos.
- Aplicações: cafés compactos, pop-ups de móveis e lojas de moda que inovam na experiência do cliente.
Integração e otimização dos produtos
- Combinação harmoniosa entre lojas físicas e plataformas digitais, garantindo experiência contínua e consistente ao cliente.
- Prolongamento do ciclo de vida dos produtos por meio de serviços de reparo, revenda ou troca de itens usados, agregando valor à experiência de compra.
- Utilização da inteligência artificial como parte da infraestrutura cotidiana do varejo, potencializando processos e aprimorando a experiência do consumidor.
O levantamento reforça que, diante de consumidores sobrecarregados e mercados cada vez mais competitivos, o sucesso no varejo dependerá da capacidade das empresas de integrar inovação tecnológica, estímulos sensoriais e experiências personalizadas, mantendo a relevância em um cenário global em rápida transformação.