As duas pessoas que morreram durante o combate a um incêndio ontem no shopping Tijuca, na zona norte do Rio, trabalhavam no local. As vítimas foram identificadas como Anderson Aguiar do Prado e Emellyn Silva Aguiar Menezes. Eles eram brigadistas
O que aconteceu
Shopping confirmou o falecimento dos dois colaboradores. Em nota, o estabelecimento lamentou as mortes e disse que expressa solidariedade a familiares e amigos das vítimas
Uma das vítimas foi encontrada morta no local pelos bombeiros. A outra morreu a caminho do hospital. Outras três pessoas foram resgatadas e levadas a hospital próximo
Sindicato lamentou mortes: “partiram de forma heróica”. O Sindicato dos Bombeiros Civis publicou fotos de Anderson e Emellyn e prestou solidariedade a familiares e amigos das vítimas. “Nossos colegas Anderson Aguiar do Prado, supervisor da brigada, e Emellyn Silva Aguiar Menezes, brigadista dedicada, partiram de forma heroica, cumprindo com coragem e abnegação a missão de salvar vidas”, diz a publicação
Incêndio começou às 18h de ontem no subsolo do shopping. Segundo o shopping, as chamas atingiram inicialmente a loja Bell’Art, que vende artigos de decoração. A área é de difícil acesso, sem visibilidade e com grande concentração de fumaça, disse o porta-voz do Corpo de Bombeiros, Fabio Contreiras
Foram acionados 65 bombeiros de 15 unidades para combater as chamas. Até a tarde de hoje, a corporação seguia trabalhando no rescaldo
Polícia Civil fez perícia e investiga o caso. A 19ª DP (Tijuca) investiga as mortes de Anderson Aguiar do Prado e Emellyn Silva Aguiar Menezes. De acordo com a corporação, a perícia foi feita no local e diligências estão em andamento para apurar as circunstâncias do incêndio
Shopping ficará fechado neste final de semana. O empreendimento diz que atuou prontamente para conter a situação e cumpriu o protocolo de emergência evacuando visitantes e lojistas
Nas redes, clientes reclamaram do procedimento para esvaziar prédio. Eles afirmaram que não houve aviso sonoro. “Fomos avisados por terceiros”, reclama uma consumidora. “Demoraram mais de 40 minutos para falar para a gente evacuar”, diz outra.