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Data: 25/06/2026

Editoria: Sem categoria
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PF: Acionista é alvo e Justiça bloqueia R$ 54 bi por fraudes nas Americanas.

A Justiça ordenou o sequestro de bens de até R$ 54 bilhões dos investigados no caso Americanas. A decisão é da 10ª Vara Federal do Rio de Janeiro.

Entre os alvos da operação da Polícia Federal realizada na manhã de hoje estão Paulo Lemann, filho de Jorge Paulo Lemann, e Carlos Alberto Sicupira, que é um dos acionistas da empresa. Além de Paulo Lemann e Sicupira, são alvos de busca pessoas ligadas ao Bradesco, Itaú e Santander. Os alvos dessas instituições financeiras são: José Rudge (Itaú), Gustavo Balassiano (Itaú), Carlos Henrique Villela Pedras (Bradesco), André Almeida (Santander) e Alexandre Abdo (Santander).

A nova fase da operação é um desdobramento da investigação sobre o rombo na contabilidade da empresa.

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Ao todo, são cumpridos nove mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro e em São Paulo.

Os crimes investigados são manipulação de mercado e associação criminosa.

De acordo com a investigação, os acionistas de referência tinham conhecimento sobre as operações de Verbas de Propaganda Cooperada (VPC) e Risco Sacado, que estão no centro da fraude contábil das Americanas.

O VPC envolve a concessão de créditos por parte dos fornecedores aos varejistas e, como explica a PF em seu relatório das primeiras fases do caso Americanas, podem ser utilizadas para abater dívidas com o fornecedor em questão, culminando em uma melhora nos resultados financeiros da empresa.

“Criavam-se lançamentos contábeis fraudulentos, referentes a VPC inexistentes. O registro contábil era efetuado sem qualquer documentação de suporte. Documentos falsos para amparar esses lançamentos contábeis seriam criados, quando e se necessários, apenas para atender eventual demanda de comprovantes pela auditoria externa”, disse um dos delatores do caso Americanas.

A empresa, então, ganha condições melhores para gerir seu fluxo de caixa. A fraude nas Americanas consistia em lançar incorretamente essa informação no balanço.

A operação de hoje também investiga a participação dos bancos na fraude das Americanas.

O ex-diretor financeiro das Americanas Fabio Abrate assinou um acordo de colaboração premiada com investigadores em que apontou a participação de integrantes de grandes bancos. Segundo ele, os bancos foram decisivos para a “perpetuação da fraude”.

Abrate explicou no acordo como se dava a relação com os bancos e como as Americanas conseguiu omitir de documentos enviados às auditorias informações sobre o risco sacado.