Veículo: Portal No Varejo
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Data: 19/05/2026

Editoria: L-Founders
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Mercado Livre e Shopee impulsionam o setor logístico no Brasil em 2026

No início de 2026, o mercado de condomínios logísticos no Brasil está em alta, impulsionado pela atuação de dois grandes nomes do varejo: Mercado Livre e Shopee. Juntas, essas empresas ocupam 5,8 milhões de metros quadrados e assinaram mais de 800 mil metros quadrados em novos contratos apenas no primeiro trimestre, conforme dados da Buildings, uma empresa especializada em pesquisa imobiliária.

O Mercado Livre lidera com 4 milhões de m² em 96 operações logísticas. No primeiro trimestre deste ano, a empresa adicionou 377 mil m² em novas locações e expansões, sendo a maior delas em Jacareí, São Paulo, com 134,2 mil m². A Shopee, por sua vez, alcançou 1,8 milhão de m² em 113 operações, com 440 mil m² adicionados no mesmo período.

Douglas Curi, especialista em investimentos logísticos e CEO da Sort Investimentos, analisa que as estratégias das duas empresas são diferentes. A Shopee opta por uma presença mais distribuída, com operações em várias regiões, visando reduzir prazos de entrega. Já o Mercado Livre foca em estruturas maiores para atender à demanda crescente.

Embora a região de São Paulo ainda concentre muitas operações, a pressão por galpões logísticos já se estende a outras áreas, especialmente no Sul do Brasil. Regiões em Santa Catarina, próximas à BR-101 e a complexos portuários como Itajaí e Navegantes, apresentam vacância abaixo de 3% e uma valorização superior a 20% ao ano no metro quadrado.

Os galpões logísticos são atualmente os ativos imobiliários com a menor taxa de vacância, devido à intensa competição entre as grandes plataformas de varejo por eficiência na entrega e proximidade com os consumidores. A chegada de novas plataformas, como Temu e TikTok Shop, deve aumentar ainda mais essa pressão sobre a logística. Investidores que atuam nessas áreas podem se beneficiar de um ciclo de valorização iminente.

O Grupo Sort, liderado por Renato Monteiro, atua em diversos segmentos, incluindo o imobiliário, e administra mais de R$ 3 bilhões em ativos logísticos, mantendo uma taxa de vacância inferior a 3% e um crescimento significativo nas negociações de terrenos e empreendimentos.

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