Sites americanos revelam negócio, que ocorre em meio à desaceleração do varejo online e à busca da gigante chinesa por novas fontes de receita
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A Shein, gigante chinesa do e-commerce, fechou a compra da marca americana de roupas Everlane, conhecida pelo estilo minimalista, da gestora L Catterton, segundo informações divulgadas pelos sites Puck e The Information. O negócio avalia a companhia em cerca de US$ 100 milhões, valor muito inferior às avaliações alcançadas durante o auge do boom do comércio eletrônico.
De acordo com o Puck, site americano focado em bastidores de negócios, o conselho da Everlane aprovou a operação no sábado. Ainda segundo a publicação, os acionistas detentores de ações ordinárias não receberão pagamento pela transação. Não está claro se os acionistas preferenciais receberão dinheiro ou ações da Shein.
Procurada pela Bloomberg, a Shein não comentou o assunto até o momento. Everlane e L Catterton também não responderam aos pedidos de comentário feitos pela Bloomberg fora do horário comercial.
O acordo acontece em um momento de dificuldade para empresas que cresceram rapidamente durante a explosão das compras online na pandemia, mas passaram a enfrentar desaceleração da demanda nos últimos anos. Recentemente, a Allbirds, outra startup do varejo que viveu forte valorização no período, anunciou um novo plano de negócios poucos dias antes de encerrar suas operações.
Conhecida pelo estilo minimalista associado ao conceito de “luxo discreto”, a Everlane vinha tentando reorganizar suas operações diante do aumento das dívidas, segundo o The Information. A marca ganhou notoriedade entre consumidores e celebridades, incluindo a atriz Meghan Markle.
Já a Shein busca ampliar suas fontes de receita diante da pressão crescente das tarifas dos Estados Unidos sobre produtos chineses. No ano passado, a empresa passou a oferecer sua rede de fabricação na China para outras marcas de moda, transformando sua estrutura de produção em um serviço para terceiros.