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Data: 14/05/2026

Editoria: L-Founders
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Americanas reduz prejuízo para R$ 329 milhões no 1T26, reverte Ebitda e avança em desinvestimentos

Receita líquida cresce 20%, vendas em mesmas lojas aceleram e Americanas (AMER3) projeta saída da recuperação judicial no terceiro trimestre de 2026

A Americanas (BOV:AMER3) apresentou uma melhora relevante em seus resultados financeiros do primeiro trimestre de 2026, reforçando os sinais de recuperação operacional da varejista após o escândalo contábil e o processo de recuperação judicial. A companhia reportou prejuízo líquido de R$ 329 milhões no 1T26, uma redução de 34% frente às perdas de R$ 496 milhões registradas no mesmo período do ano anterior.

O resultado mostra uma evolução operacional importante para a empresa, especialmente em um momento em que o varejo brasileiro ainda enfrenta desafios ligados ao consumo, juros elevados e seletividade do crédito. A melhora no desempenho da Americanas (AMER3) ocorre em paralelo ao avanço do plano de reestruturação financeira e operacional, além do fortalecimento das vendas físicas e da retomada gradual da confiança do mercado.

A receita líquida da companhia avançou 20,2% na comparação anual, atingindo R$ 3,08 bilhões entre janeiro e março de 2026. Já as vendas em mesmas lojas (SSS) cresceram 22,2%, impulsionadas principalmente pelo desempenho sazonal da Páscoa, cujo efeito se estendeu parcialmente para março.

Outro destaque do balanço foi a reversão do Ebitda ajustado. A companhia saiu de um resultado negativo de R$ 26 milhões no primeiro trimestre de 2025 para um Ebitda positivo de R$ 15 milhões no 1T26, uma melhora operacional de R$ 41 milhões no período.

As vendas do segmento físico alcançaram R$ 3,3 bilhões no trimestre, crescimento anual de 16,5%. Segundo a administração, as lojas físicas seguem como principal motor da operação, representando 91% da receita total da varejista.

No campo dos desinvestimentos, a Americanas informou que segue avaliando a venda da rede Hortifruti Natural da Terra. Apesar de ainda não haver definição sobre uma transação integral do ativo, a empresa anunciou nesta quarta-feira (14/05) a venda de 10 lojas deficitárias da bandeira para o Oba Hortifruti, em operação avaliada em R$ 69,3 milhões.

Além disso, a companhia também avança nas negociações para venda de ativos imobiliários. Segundo o diretor financeiro Sebastien Durchon, a empresa ainda possui lojas e imóveis corporativos próprios que poderão ser alienados ao longo de 2026, reforçando a estratégia de geração de caixa e redução de alavancagem.

A recuperação judicial segue como um dos principais focos do mercado em relação à Americanas (AMER3). A companhia afirmou que espera concluir sua saída formal do processo nos próximos meses. De acordo com Durchon, o pedido foi protocolado no final de março e já recebeu parecer favorável do Ministério Público, aguardando agora decisão judicial definitiva. A expectativa dos advogados é de encerramento efetivo no terceiro trimestre deste ano.

No mercado, as ações da Americanas (BOV:AMER3) encerraram o pregão desta quarta-feira (13/05) cotadas a R$ 5,64, estáveis em relação ao fechamento anterior. Como os resultados foram divulgados após o fechamento do mercado, investidores devem reagir aos números na próxima sessão, especialmente diante da melhora operacional, crescimento das vendas e perspectiva de saída da recuperação judicial. Ainda assim, o ativo segue operando dentro de uma faixa bastante volátil nas últimas 52 semanas, entre R$ 4,60 e R$ 8,82, refletindo o elevado nível de risco percebido pelo mercado.

A Americanas atua no setor de varejo e comércio eletrônico no Brasil, com forte presença nacional por meio de lojas físicas, marketplace e canais digitais. A companhia compete com empresas como Magazine Luiza (BOV:MGLU3), Via e Mercado Livre (NASDAQ:MELI), além de redes supermercadistas e atacarejos em categorias específicas.

Com sinais de recuperação operacional, melhora de margens e avanço nos desinvestimentos, a Americanas (AMER3) volta gradualmente ao radar dos investidores da bolsa de valores brasileira.