- A Iguatemi encerrou o primeiro trimestre de 2026 com lucro líquido ajustado de R$ 239,5 milhões.
- O montante representa o dobro do registrado no mesmo período do ano anterior.
- O resultado foi impulsionado pela venda de participações minoritárias nos shoppings de Alphaville, Ribeirão Preto, São José do Rio Preto e Praia de Belas.

Iguatemi. shoppings
A Iguatemi encerrou o primeiro trimestre de 2026 com lucro líquido ajustado de R$ 239,5 milhões, o dobro do registrado no mesmo período do ano anterior.
O resultado foi impulsionado pela venda de participações minoritárias nos shoppings de Alphaville, Ribeirão Preto, São José do Rio Preto e Praia de Belas, que gerou ganho de capital de R$ 144,5 milhões.
A estratégia da companhia é concentrar o portfólio nos empreendimentos mais rentáveis. Nos últimos anos, a Iguatemi adquiriu shoppings como RioSul, Pátio Paulista e Higienópolis, um dos mais produtivos do país, enquanto se desfazia de participações em ativos considerados menos relevantes.
O Ebitda ajustado chegou a R$ 405,2 milhões, crescimento de 65,9%, com margem de 109,9%. A receita líquida totalizou R$ 361 milhões, alta de 14,5%.
Entre os destaques operacionais, a receita com varejo, que inclui o marketplace Iguatemi 365 e lojas próprias de marcas como Polo Ralph Lauren e Birkenstock, cresceu 59%, para R$ 56,7 milhões. A receita de locação avançou 6,3%, para R$ 265,8 milhões, acima da inflação.
No lado negativo, a despesa financeira líquida cresceu 27%, para R$ 100,7 milhões, reflexo dos juros elevados na economia brasileira, que tende a persistir no curto prazo.
As vendas totais nos shoppings da rede somaram R$ 5,7 bilhões no trimestre, alta de 12,8%. A taxa de ocupação subiu para 97,3%, e a inadimplência líquida dos lojistas caiu pela metade, de 1,4% para 0,7%.
A dívida líquida encerrou o trimestre em R$ 1,9 bilhão, queda de 13,9% ante o quarto trimestre de 2025, com alavancagem recuando de 1,68 vez para 1,29 vez o patrimônio líquido.