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Data: 12/05/2026

Editoria: Shopping Pátio Higienópolis
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Fim da escala 6×1 terá que ser imediata, sem transição, diz Boulos

O ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos, disse que o governo não vai apoiar um projeto de fim da escala 6×1 que tenha uma transição longa. Segundo ele, essa alternativa seria uma forma de “empurrar para a frente” as mudanças que reduzem a jornada de trabalho.

O que aconteceu
Redução da jornada de trabalho não poderá ter transição longa. Segundo ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos, se o texto do fim da jornada que encerra a jornada 6×1 avançar na Câmara definir um período de transição longo, como se chegou a ser defendido por parlamentares da oposição, de até dez anos, o governo será contrário, afirmou, durante participação no programa Bom Dia, Ministro, da EBC (Empresa Brasil de Comunicação)

Tem muito lobby de grande empresário trabalhando nisso, que é o seguinte, até aprova o fim da 6×1, mas para valer daqui a dez anos. A gente não aceita isso. É muito engraçado, porque quando aprova penduricalho e privilégio, vale no dia seguinte que foi aprovado. Que critério é esse? Então, a gente não aceita uma transição dessa natureza.
Guilherme
Boulos, Secretaria-Geral da Presidência da República

Boulos disse que governo monitora outro risco de a proposta ser adiada. O Secretaria-Geral da Presidência da República afirmou que outro obstáculo que pode ser usado pelos opositores para adiar a proposta de redução da jornada de trabalho está no Senado. “Como a PEC não tem urgência constitucional, ela aprova na Câmara, mas fica dormindo em Berço Esplêndido no Senado”, disse

Tem que aprovar o fim da 6×1 para agora, sem redução de salário e com redução da jornada para 40 horas.Guilherme
Boulos, Secretaria-Geral da Presidência da República

Redução da jornada de trabalho sem corte salarial é prioridade do governo. A tramitação do texto no Congresso ocorre com a união de duas PECs (Propostas de Emenda à Constituição), de autoria dos deputados Reginaldo Lopes (PT-MG) e Erika Hilton (PSOL-SP). A estimativa é de que ao menos 37 milhões de pessoas sejam diretamente beneficiadas com o fim da escala com seis dias de trabalho por semana

Governo enviou ao Congresso PL sobre fim da escala 6×1 e redução da jornada para pressionar parlamentares. O presidente Lula formalizou no dia 14 de abril o envio ao Congresso, com urgência constitucional, de projeto de lei que altera a escala de trabalho no modelo 6×1. A mensagem foi publicada em edição extra do Diário Oficial da União

Projeto do Cogresso passou a andar após envio do texto do Executivo. O relator afirmou que apresentará o texto pelo fim da 6×1 no próximo dia 20. O cronograma para o andamento da PEC foi apresentado pelo deputado Leo Prates (Republicanos-BA) em comissão especial da Câmara. Após a apresentação, as propostas devem passar por, no mínimo, dez sessões no colegiado antes de ir ao plenário. Ele se compromete a definir regra geral e manter negociações coletivas

Presidente da Câmara prevê aprovação do texto na Casa ainda neste mês. Em audiência pública na semana passada, Hugo Motta (Republicanos-PB) disse acreditar que a proposta favorável ao fim da jornada de trabalho 6×1 tem condições de ser aprovada nas próximas duas semanas. “Eu penso que nós caminhamos para um projeto que possa ter aí uma ampla convergência, quem sabe até uma unanimidade dentro da Câmara”, afirmou