
- Lucro líquido consolidado da Iguatemi alcançou R$ 238 milhões no primeiro trimestre de 2026.
- Crescimento impulsionado por vendas em shoppings e receitas de aluguel.
- EBITDA da empresa registrou alta significativa de 73,4% no período.
- Fluxo de caixa operacional (FFO) avançou 106,5%, atingindo R$ 273 milhões.
- Vendas totais nos empreendimentos da Iguatemi cresceram 12,8% anualmente.
- Aluguéis em mesmas lojas e áreas também apresentaram crescimento contínuo.
- Baixa alavancagem reforça a sólida posição financeira da companhia.
- Shoppings premium demonstram resiliência em cenário econômico desafiador.
O grupo Iguatemi registrou lucro líquido consolidado de R$ 238 milhões no primeiro trimestre de 2026 (1T26), salto de 121,1% na comparação com o mesmo período do ano passado.
O desempenho foi impulsionado pelo avanço das vendas nos shoppings, crescimento das receitas de aluguel e melhora operacional do portfólio premium da companhia.
EBITDA sobe 73% no trimestre
O EBITDA da empresa somou R$ 397 milhões entre janeiro e março. O resultado representa alta de 73,4% frente ao primeiro trimestre de 2025.
Já o FFO (fluxo de caixa proveniente das operações), indicador bastante acompanhado pelo mercado imobiliário, alcançou R$ 273 milhões, avanço anual de 106,5%.
No entanto, a receita líquida cresceu 14,5% no período, para R$ 357 milhões.
Vendas nos shoppings crescem quase 13%
As vendas totais dos empreendimentos da Iguatemi atingiram R$ 5,7 bilhões no trimestre. O volume representa crescimento de 12,8% na comparação anual.
Nas métricas operacionais, as vendas mesmas lojas (SSS) avançaram 5,2%, enquanto as vendas mesmas áreas (SAS) subiram 7,8%. Além disso, os aluguéis também seguiram em alta.
O indicador SSR, que mede aluguéis em mesmas lojas, cresceu 6%, enquanto o SAR, referente às mesmas áreas, avançou 6,7%.
Baixa alavancagem reforça posição financeira
Aliás, a companhia encerrou março com alavancagem de 1,29 vez dívida líquida sobre EBITDA ajustado. Sem considerar ganhos de capital relacionados à venda de participações minoritárias, o indicador ficaria em 1,60 vez.
O nível segue considerado baixo para o setor de shopping centers e reforça a capacidade da empresa de continuar investindo e distribuindo resultados.
Shoppings premium seguem resilientes
Por fim, os números reforçam a resiliência do segmento de alta renda, mesmo em um cenário de juros elevados e consumo mais pressionado.
A operação premium da Iguatemi continua se beneficiando do fluxo mais forte em lojas de luxo, gastronomia e entretenimento.