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Data: 30/04/2026

Editoria: Shopping Pátio Higienópolis
Assuntos:

Propriedades de Renda: O que esperar da temporada de resultados do 1T26

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Esperamos um trimestre moderado a positivo para os operadores de shoppings no Brasil, com vendas resilientes dos lojistas e altos níveis de ocupação sustentando o desempenho operacional, enquanto o menor carrego do IGP DI/M limita o crescimento dos aluguéis. As tendências de receita devem permanecer positivas, impulsionadas principalmente por aluguéis recorrentes e receitas de estacionamento, além de contribuições seletivas de negócios não core; por outro lado, a expansão de margens segue restrita pela normalização de custos e pela expansão de unidades de negócios menos rentáveis. Na última linha, o crescimento de EBITDA e FFO deve permanecer modesto, reforçando uma visão setorial amplamente neutra, com a dispersão de desempenho sendo explicada sobretudo por qualidade dos ativos, mix de portfólio e decisões recentes de alocação de capital. Acreditamos que a Multiplan deve ser o destaque do trimestre em função da venda não recorrente do BH Shopping, enquanto a Iguatemi deve se sobressair do ponto de vista operacional.

Cenário operacional resiliente, mas crescimento de aluguéis desacelera

Esperamos um trimestre operacional moderado para os operadores de shoppings no Brasil, com crescimento das vendas dos lojistas entre médio e alto dígito simples no 1T26, sustentado por demanda resiliente, especialmente em ativos voltados ao público de maior renda. A ocupação deve permanecer elevada e amplamente estável, em torno de 96-97%, refletindo uma dinâmica saudável de locação e vacância limitada. No entanto, o menor carrego do IGP DI/M em relação ao ano anterior deve moderar o crescimento dos aluguéis, resultando em níveis mais modestos de aluguel mesmas lojas.

Crescimento de receita concentrado em unidades menos rentáveis

O crescimento da receita líquida deve seguir positivo, porém desigual, influenciado por mudanças no portfólio, itens não recorrentes e maior exposição a unidades de negócios menos rentáveis, como varejo e serviços. As receitas recorrentes de aluguéis e estacionamento devem crescer em baixo a médio dígito simples, enquanto as receitas de serviços se destacam em casos específicos, compensando parcialmente linhas mais fracas. O crescimento do NOI deve ser modesto, com margens estáveis a levemente pressionadas A/A, à medida que as despesas operacionais se normalizam.

EBITDA e FFO refletem ajustes de portfólio

Em EBITDA e FFO, os resultados devem continuar refletindo o reposicionamento do portfólio e a normalização da alavancagem operacional. As margens EBITDA permanecem sob leve pressão, em função de uma maior participação de receitas não recorrentes, vendas de ativos realizadas ao longo do último ano e crescimento mais acelerado de unidades menos rentáveis. O crescimento do FFO deve permanecer em baixo dígito simples para a maior parte das companhias cobertas, reforçando uma visão setorial amplamente neutra, com baixa dispersão no desempenho recorrente.

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DETALHES
Assunto: Iguatemi SA
Mídia: Online