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Data: 28/04/2026

Editoria: L-Founders
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Menos de 300 milhões separam o Muffato do GPA

EM 28/04/2026

Pão de Açúcar

Foto: Divulgação

 

O ranking das maiores empresas do varejo alimentar evidenciou o peso das dívidas do GPA. Apesar de manter a 5ª posição, o crescimento mais contido (de 3% em relação a 2024 e de apenas 0,07% frente a 2023) abriu espaço para que outras empresas se aproximassem da disputa por uma vaga no Top 5.

 

Uma delas é o Grupo Muffato, que faturou R$ 20,3 bilhões, avanço de 16,7% em relação a 2024. Com esse resultado, a empresa paranaense, atualmente na 6ª posição, ficou a apenas R$ 276 milhões do GPA.

 

Top 5 se aproximam dos R$ 300 bi e Grupo Mateus e Supermercados BH são destaque em crescimento

 

Apesar da evolução do Grupo Muffato, as cinco maiores empresas do varejo alimentar brasileiro mantiveram suas posições ao longo de 2025, segundo o ranking da Abras. Mesmo com crescimento mais moderado, o Grupo Carrefour Brasil segue na liderança, com faturamento de R$ 123,5 bilhões, cerca de 2,5% acima do registrado no ano anterior. O Assaí permanece na 2ª posição, com receita de R$ 84,7 bilhões, avanço de 5,2%.

 

O Grupo Mateus registrou expansão mais expressiva e reforçou sua posição como o 3º maior varejista alimentar do país. Com forte atuação nas regiões Nordeste e Norte, a companhia alcançou receita de R$ 43,5 bilhões, crescimento de quase 20%.

 

O Supermercados BH manteve o 4º lugar, conquistado pela primeira vez em 2024 após ultrapassar o GPA. A empresa apresentou um dos desempenhos mais agressivos com faturamento de R$ 25,7 bilhões, alta de 21%, a maior entre as companhias do Top 5. 

 

Já o GPA encerrou o ano com R$ 20,6 bilhões em receita, patamar semelhante ao de 2023.

Juntas, as cinco maiores empresas somaram R$ 298,2 bilhões em faturamento, cerca de 7% acima de 2024 e 16,7% superior a 2023. Elas atualmente concentram 40,3% da receita total do varejo alimentar.

Top 10 concentram metade do faturamento total do setor

 

Como já mencionado, na 6ª posição aparece o Grupo Muffato. Em seguida, o Grupo Pereira ocupa o 7º lugar, com faturamento de R$ 17,5 bilhões, crescimento de 12,8% em relação a 2024 e de quase 33% no acumulado de dois anos.

 

O Grupo Koch avançou da 10ª para a 8ª posição, ultrapassando o Mart Minas. O movimento foi impulsionado por um crescimento de 25%, elevando sua receita para quase R$ 13 bilhões.

 

O Mart Minas, por sua vez, caiu para a 10ª posição, mas manteve evolução relevante. Em 2025, a empresa registrou faturamento de R$ 12,5 bilhões, alta de 9,7% frente a 2024 e de 33% em relação a 2023.

 

A 9ª posição passou a ser ocupada pelo Novo Atacarejo, adquirido pelo Grupo Mateus. Embora o desempenho da bandeira esteja consolidado no resultado do Grupo, seus números também são divulgados separadamente. A rede saltou da 19ª posição para o Top 10, com faturamento de R$ 12,5 bilhões, cerca de R$ 300 mil acima do Mart Minas.

No total, as empresas do Top 10 somaram R$ 374,1 bilhões em receita, crescimento de aproximadamente 8,5% em relação a 2024. O valor somado representa cerca de metade do faturamento bruto do setor.

Olhando para a evolução dessas companhias no período entre 2024 e 2026 um dos destaques é a consolidação do modelo de atacarejo. Em termos de região, Minas Gerais se destaca com o Supermercados BH e Mart Minas, enquanto Santa Catarina ganha relevância com o Grupo Koch.

 

Varejo alimentar avança quase 12% em 2025

 

Os dados trazem informações de mais de 1.000 empresas. Fora do Top 10, as companhias entre a 11ª e 100ª posição apresentaram a maior aceleração em 2025, com alta de 16,3%, impulsionada por expansões regionais e movimentos de consolidação.

Entre os destaques negativos, o Cencosud caiu para a 12ª posição, após registrar retração de 10,8% no faturamento, totalizando R$ 10 bilhões.

 

Outras empresas, como Plurix, DMA, Grupo Zaffari, Tenda, Savegnago, Costa Atacadão e Dia a Dia, também recuaram em posição no ranking, embora tenham mantido crescimento em receita.

 

Nesse contexto, a Plurix chama atenção. Em 2023, a empresa ocupava a 19ª posição, com faturamento de R$ 4,7 bilhões. Em 2025, alcançou R$ 9,6 bilhões, mais que o dobro do registrado dois anos antes.

 

Dinâmica das empresas de médio porte

 

Na base da pirâmide, entre a 301ª e a 1000ª posição, o crescimento é mais volátil, mas há movimentos relevantes. Em 2026, empresas como o Mercantil Nova Era estrearam diretamente na 35ª posição, com faturamento de R$ 3,25 bilhões, indicando maior adesão de redes regionais ao ranking.

 

Além disso, o faturamento das empresas fora das 300 maiores cresceu 15,7% entre 2025 e 2026, sinalizando que pequenos e médios grupos seguem conseguindo repassar a inflação e expandir suas operações.