Veículo: E Investidor
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Data: 22/04/2026

Editoria: L-Founders
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Justiça congela venda do Casino no GPA (PCAR3), alivia risco no curto prazo e impulsiona ação acima de 3%

Decisão cautelar trava alienação de ações do grupo francês e ocorre em meio ao avanço de novos investidores no capital

Ações do GPA (PCAR3) sobem mais de 5% após decisão judicial que impede o Casino de vender participação, em meio à reorganização acionária da companhia. (Imagem: Adobe Stock)
Ações do GPA (PCAR3) sobem mais de 5% após decisão judicial que impede o Casino de vender participação, em meio à reorganização acionária da companhia. (Imagem: Adobe Stock)

As ações do GPA (PCAR3) avançavam 3,40%, a R$ 2,43 cada uma, por volta das 15h30 (de Brasília) nesta segunda-feira (20), reagindo à decisão da Justiça de São Paulo que impede o grupo francês Casino de vender sua participação na varejista.

A medida cautelar foi concedida pela 1ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais do Foro Central Cível, no âmbito de um pedido de reconhecimento, no Brasil, de um processo estrangeiro iniciado pelo próprio Casino. Na prática, a decisão bloqueia qualquer tentativa de alienação de ações, incluindo operações já iniciadas, que tiveram sua liquidação interrompida, e também eventuais vendas futuras.

O movimento foi interpretado pelo mercado como um alívio pontual ao risco de uma saída relevante de capital no curto prazo, em um momento em que a estrutura acionária da companhia passa por mudanças relevantes.

GPA entrou recentemente em recuperação extrajudicial, enquanto novos vetores de influência avançam sobre o capital. O investidor Silvio Tini ampliou sua participação para cerca de 24,46%, aproximando-se do Grupo Coelho Diniz, que detém aproximadamente 24,6% e segue como maior acionista individual. O Casino aparece na sequência, com cerca de 22,5%.

Segundo informações do jornal O Globo, Tini intensificou a compra de ações desde novembro, aproveitando a desvalorização dos papéis. Desde então, o ativo acumula queda próxima de 40% na B3, e a fatia do investidor é estimada em cerca de R$ 280 milhões.

A decisão judicial não altera, por ora, o quadro estrutural da companhia, mas interfere diretamente na dinâmica de curto prazo entre os acionistas. Com a venda de ações travada, o processo de reorganização do capital ganha novos contornos e passa a depender dos próximos desdobramentos judiciais e estratégicos envolvendo os principais sócios.