Veículo: Cães e Gatos
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Data: 01/04/2026

Editoria: L-Founders, petz/cobasi
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Fusão entre Petz e Cobasi cria gigante bilionária e redefine o varejo pet no Brasil

Com faturamento de R$7,9 bilhões, novo grupo inicia 2026 focado em integração, eficiência e expansão em um cenário econômico mais cauteloso

Fusão entre Petz e Cobasi cria gigante bilionária e redefine o varejo pet no Brasil
PorEquipe Cães&Gatos
31 de março de 2026

A fusão entre Petz e Cobasi marca um novo capítulo no mercado pet brasileiro. Juntas, as redes somaram R$7,9 bilhões em faturamento em 2025 e iniciam 2026 com o desafio de transformar escala em eficiência operacional e crescimento sustentável.

À frente da nova companhia está Paulo Nassar, fundador da Cobasi, que agora lidera a maior empresa do segmento no país.

“A fusão, mais do que tudo, é um momento de transformação. Estamos combinando culturas, estratégias e equipes”, afirma.

Integração é prioridade no curto prazo

O novo grupo reúne mais de 500 lojas, cerca de 15 mil colaboradores, além de clínicas, centros estéticos e hospitais veterinários em todo o Brasil.

Apesar da robustez da operação, o foco imediato está na integração.

“O nosso grande foco agora é a integração. Crescer sem integração não gera valor”, destaca Nassar.

A companhia estruturou um plano detalhado para unificar operações, sistemas e processos. A expectativa é gerar entre R$200 milhões e R$260 milhões em sinergias de Ebitda nos próximos cinco anos, com os primeiros resultados já previstos para 2026.

Debate sobre concentração de mercado

A operação também gerou questionamentos sobre possível concentração no setor, analisados pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

Nassar rebate as críticas e afirma que o mercado pet brasileiro ainda é altamente pulverizado.

Segundo ele, o novo grupo representa cerca de 10% do setor, enquanto pequenos pet shops respondem por aproximadamente 50%.

“Apenas um concorrente se opôs formalmente no Cade, com justificativas infundadas. Há espaço para todos. Falar em monopólio é um absurdo”, afirma.

Setor desacelera após boom da pandemia

O crescimento acelerado durante a pandemia, impulsionado pela adoção de animais, não se manteve no mesmo ritmo. O período pós-pandemia trouxe desaceleração e aumento de abandono de pets.

“Atualmente, o mercado anda de lado, mas continua promissor no longo prazo”, avalia o executivo.

Para 2026, o cenário econômico exige cautela. Fatores como a Copa do Mundo e as eleições presidenciais podem impactar o consumo e reduzir o fluxo no varejo.

“A gente acredita que o varejo não deve crescer muito neste ano”, afirma.

Digital e marcas próprias impulsionam crescimento

O digital se consolidou como um dos principais pilares estratégicos. Antes da pandemia, o e-commerce representava entre 12% e 15% das vendas; hoje, supera 40% do faturamento do grupo.

Outro vetor relevante são as marcas próprias, que já representam 14% das vendas na Petz e 8% na Cobasi.

“A gente quer ampliar o portfólio de produtos exclusivos. Isso aumenta margem e fidelização”, explica Nassar.

A empresa também aposta em produtos sazonais e inovação para ampliar sua presença no consumo dos responsáveis.

Impacto social e expansão na América Latina

Além do desempenho comercial, o grupo mantém iniciativas sociais relevantes. Programas como Cobasi Cuida e Adote Petz já viabilizaram a adoção de mais de 132 mil animais e apoiaram mais de 320 ONGs.

“Ambos os programas ampararam mais de 300 mil animais ao longo do tempo”, destaca o CEO.

No longo prazo, a ambição é consolidar a companhia como o principal ecossistema pet da América Latina, integrando varejo, serviços e inovação.

Desafio: transformar escala em eficiência

Com liderança consolidada e operação de grande porte, o novo grupo inicia 2026 com um desafio claro: provar que a fusão pode gerar ganhos reais de eficiência, competitividade e crescimento sustentável.

Mais do que expandir, o momento é de consolidar.

Fonte: Exame, adaptado por Cães & Gatos