Varejista pediu encerramento do processo de recuperação judicial e anunciou venda da Uni.Co, subsidiária dona da Imaginarium e Puket

A Americanas teve prejuízo líquido de R$ 44 milhões no quarto trimestre, reduzindo resultado negativo de R$ 586 milhões sofrido no final de 2024, segundo balanço divulgado nesta quarta-feira (25).
O resultado operacional medido pelo Ebitda ajustado ficou em R$ 276 milhões, avanço de 1,9% sobre o quarto trimestre do ano anterior. Já a receita líquida de outubro ao final de dezembro caiu 3,8% no período, para R$3,69 bilhões, segundo o balanço.
“Temos dentro do resultado o peso ainda de algumas atividades que estamos vendendo ou descontinuando”, disse Sebastien Durchon, diretor financeiro e de relações com investidores da companhia, em entrevista à Reuters, citando fechamento de lojas em 2025, que geraram perdas em vendas mas, também, diminuíram despesas.
A empresa, que está em recuperação judicial, espera sair do processo ainda neste ano – o pedido já foi feito, segundo fato relevante. A empresa também anunciou que vendeu a Uni.Co, subsidiária dona da Imaginarium e Puket.
“Queremos sair o quanto antes”, disse o diretor financeiro. Até o ano passado, a empresa vinha citando expectativa de sair da reestruturação em fevereiro deste ano.
As vendas brutas no conceito mesmas lojas apresentaram crescimento de 7,8% no quarto trimestre. A empresa encerrou 2025 com 1.470 lojas, sendo 906 convencionais e 564 “express”, ante 1.587 em 2024.
Atualmente, a varejista afirma que possui 44 milhões de clientes ativos, com uma média de 90 milhões de visitas mensais nas lojas físicas, site e aplicativo.
Este ano, a Americanas fez três inaugurações de lojas, todas no Nordeste: Aquiraz (CE), Aracaju (SE) e Camaçari (BA).
“Não é uma estratégia de expansão. Essas praças foram vistas como oportunidade, tendo em vista o crescimento econômico e de fluxo. Estamos acompanhando o mercado”, disse Durchon.
A maior atenção da companhia ao varejo físico também visa melhorar a integração e a experiência no segmento digital.
No final de 2025, a Americanas anunciou uma parceria estratégica com o Magazine Luiza, com a primeira vendendo produtos na plataforma digital da segunda, reforçando competição contra grupos como Mercado Livre e Shoppe.
Os executivos da Americanas avaliam como positiva o acordo com o Magazine Luiza e não descartam novas parcerias nessa direção.
“Parceria [com Magazine Luiza] vem crescendo. Encontramos uma forma de fechar todos os ‘gaps'”, disse o presidente-executivo, Fernando Soares.