Juros altos pressionam resultados, mas bancos já enxergam sinais de melhora para 2026.

- Varejo sofre com juros altos e consumo fraco no 4º tri.
- RADL3 e LREN3 lideram desempenho positivo no setor.
- Corte de juros pode destravar recuperação em 2026.
O setor de varejo enfrentou um 4º trimestre de 2025 desafiador, com consumo fraco e pressão nos resultados. O cenário refletiu a combinação de juros elevados, endividamento das famílias e inflação acumulada, que limitou o poder de compra.
Além disso, analistas de BTG Pactual e Morgan Stanley apontam que o ciclo de corte de juros pode aliviar o setor em 2026, embora o efeito dos juros ainda pese no curto prazo.
Resultados mostram pressão, mas ainda resilientes
O setor registrou crescimento de receita de 7% na comparação anual, enquanto o Ebitda avançou 12%, com expansão de margem de 50 pontos-base.
Mesmo assim, o desempenho refletiu forte pressão em categorias dependentes de crédito e consumidores de média e baixa renda.
Dessa forma, empresas com execução eficiente e posicionamento defensivo conseguiram sustentar resultados mais sólidos.
Destaques positivos no meio da fraqueza
Entre os principais nomes, a RD Saúde (RADL3) liderou com crescimento de 16% nas vendas mesmas lojas e avanço de margem.
Já a Lojas Renner (LREN3) melhorou margens com gestão de estoques mais disciplinada, enquanto SmartFit (SMFT3) e Track&Field (TFCO4) se destacaram com forte crescimento de receita.
Por outro lado, empresas como Assaí (ASAI3), Grupo Mateus (GMAT3) e GPA (PCAR3) sofreram com consumo fraco e pressão de margens, enquanto Magazine Luiza (MGLU3) e Casas Bahia (BHIA3) mostraram leve reação nas lojas físicas.