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Data: 19/03/2026

Editoria: Shopping Pátio Higienópolis
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Varejo na Nuvem deixa de ser tendência e se consolida como realidade no setor

O crescimento e amadurecimento do e-commerce, estratégias omnichannel e uso intensivo de dados aceleram a migração do varejo para ambientes de Cloud

A Transformação Digital no varejo entrou em uma nova fase. Se antes a Nuvem era vista como tendência, hoje, ela se mostra consolidada como base de operação de empresas que precisam lidar com volumes cada vez maiores de dados, múltiplos canais de vendas e consumidores cada vez mais exigentes. Assim, a convergência entre dados, a Inteligência Artificial, a computação em Nuvem e os novos formatos de experiência de compra estão redefinindo não apenas a forma como empresas operam, mas, também, como consumidores descobrem, escolhem e compram produtos.

Impulsionado pelo crescimento do comércio eletrônico, pela necessidade de integrar canais físicos e digitais e pelo uso crescente de dados e Inteligência Artificial para decisões estratégicas, o varejo na nuvem deixou de ser apenas um diferencial e passou a ser um fator de competitividade. Dados de mercado mostram a velocidade dessa transformação. O mercado global de Cloud para o varejo deve alcançar US$ 47 bilhões em 2026, com crescimento anual de cerca de 22%, segundo o Market Report Analytics 2026. Já projeções da Mordor Intelligence indicam que o setor pode atingir US$ 155,98 bilhões até 2030, impulsionado por uma taxa média de crescimento (CAGR) anual de 22,14%.

Com uma infraestrutura mais flexível e orientada por dados, empresas conseguem integrar canais de venda, aprimorar a gestão logística e oferecer experiências de compra mais personalizadas

No Brasil, o movimento acompanha a expansão do comércio digital. Segundo a Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm), o e-commerce nacional movimentou R$ 235,5 bilhões em 2025, alta de 15,3% em relação aos R$ 204,3 bilhões registrados em 2024. Tal crescimento amplia cada vez mais a demanda por infraestrutura tecnológica capaz de suportar operações complexas e integradas. “O varejo moderno precisa operar com um nível de complexidade e velocidade muito maior do que há alguns anos. Novos canais de venda, ciclos de consumo mais curtos e operações cada vez mais digitais exigem uma infraestrutura tecnológica extremamente flexível. Nesse cenário, a Nuvem deixou de ser um diferencial e passou a ser um requisito para competir. A pergunta já não é se migrar para cloud, mas quando e por onde começar”, afirma Leonardo Piva, diretor de Novos Negócios, Marketing, Produtos e Parcerias da Claranet.

Cloud como base da nova arquitetura do varejo

A adoção de ambientes em Nuvem permite que varejistas integrem sistemas críticos como plataformas de e-commerce, gestão de estoque, logística, CRM e análise de dados. Esse modelo viabiliza também o uso de tecnologias avançadas, como Inteligência Artificial, Analytics e automação da cadeia de suprimentos, recursos que permitem analisar grandes volumes de dados para prever demandas, otimizar estoques e personalizar a experiência de compra. “Cloud não é apenas uma mudança de infraestrutura. No varejo, ela permite integrar dados de loja física, e-commerce e logística em uma mesma base, viabilizando desde recomendações personalizadas até decisões de reposição de estoque quase em tempo real. Essa agilidade é fundamental em um setor onde o comportamento do consumidor muda rapidamente”, destaca Piva.

Especialistas apontam que a convergência entre Cloud, dados e Inteligência Artificial está redefinindo a forma como o varejo opera. Com uma infraestrutura mais flexível e orientada por dados, empresas conseguem integrar canais de venda, aprimorar a gestão logística e oferecer experiências de compra mais personalizadas, fatores cada vez mais determinantes para fidelização do consumidor. Nesse cenário, a computação em Nuvem se consolida como a base da nova arquitetura do varejo digital, permitindo que empresas ampliem sua capacidade de inovação e integrem operações, ampliem a capacidade de inovação e respondam com mais agilidade às mudanças no comportamento de consumo.