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Data: 16/03/2026

Editoria: L-Founders, Magazine Luiza
Assuntos:

Magalu (MGLU3) fecha em leve queda após chegar a saltar 8% com balanço do 4T

Magalu reportou números ainda pressionados por ventos contrários macroeconômicos e elevado nível de alavancagem

Felipe Moreira

13/03/2026 17h42 • Atualizado 3 dias atrás

As ações da Magazine Luiza (MGLU3) chegaram a subir mais de 8% na sessão desta sexta-feira (13), mesmo após a varejista reportar uma queda expressiva do lucro no último trimestre do ano passado. Contudo, com a piora do mercado na reta final do pregão, os papéis fecharam em leve queda de 0,64%, a R$ 9,34.

O JPMorgan avaliou que a Magalu apresentou resultados fracos no 4T25, em linha com o esperado, ainda pressionados por ventos contrários macroeconômicos e elevado nível de alavancagem.

O volume bruto negociado (GMV) da varejista caiu 1% na comparação anual, refletindo o desempenho fraco do e-commerce, tanto no modelo 1P (vendas próprias) quanto 3P (marketplace), o que acabou compensando o crescimento das lojas físicas. Nas lojas físicas, as vendas mesmas lojas (SSS) avançaram 8,4%, mesmo sobre uma base de comparação elevada.

Considerando todos os efeitos não recorrentes, o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (EBITDA) ajustado ficou em R$ 821 milhões, queda de 3% ano a ano e cerca de 2% abaixo das estimativas do banco e do consenso. Já o lucro líquido ajustado foi de R$ 78 milhões, acima das projeções do mercado e do banco (entre R$ 50 milhões e R$ 55 milhões), impulsionado principalmente por uma subvenção de ICMS maior que a esperada, apesar de o lucro antes dos impostos (EBT) ter ficado abaixo do previsto.

Segundo estimativas do JPMorgan, houve consumo de caixa de cerca de R$ 1 bilhão na comparação trimestral e R$ 530 milhões nos últimos 12 meses. De forma geral, o JPMorgan espera reação negativa das ações, diante do crescimento ainda fraco, mesmo com a melhora gradual do fluxo de caixa.

A XP Investimentos também classificou os resultados como fracos, com demanda pressionada por um cenário macro desafiador e aumento da concorrência online, enquanto a companhia registrou R$300 milhões em provisões de estoque que levaram a um EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) abaixo do esperado.

Na mesma linha que JPMorgan e XP, o Itaú BBA considerou os números negativos, destacando que o canal online segue pressionado e eventos pontuais relevantes a serem digeridos.

Segundo BBA, o ponto que mais chamou a atenção foi a constituição de R$ 300 milhões em provisões de estoque, com impacto integral no EBITDA. Com isso, o mercado deve observar possíveis reversões dessas provisões ao longo de 2026.

O Goldman Sachs, por sua vez, avaliou que a Magazine Luiza apresentou resultados mistos no 4T25. O crescimento da receita nas lojas físicas foi sólido, mas acabou parcialmente compensado pelo desempenho mais fraco do comércio eletrônico, levando a uma alta da receita de apenas 3% ano a ano.

A margem bruta recorrente permaneceu estável na comparação anual. No entanto, o banco destaca que a companhia registrou uma provisão pontual de R$ 300 milhões em estoques, o que provavelmente teve impacto negativo de curto prazo nas margens de mercadorias. Esse ponto, segundo o Goldman, deverá ser explorado com mais detalhes na teleconferência de resultados.

Já o Morgan Stanley avaliou que a Magazine Luiza apresentou tendências ainda fracas, mas destacou que a companhia inicia um novo ciclo estratégico. O banco também destacou pressão nas margens após uma provisão de cerca de R$ 300 milhões em estoques, enquanto o EBITDA ajustado caiu 3% ano a ano. Por outro lado, um benefício fiscal na LuizaCred ajudou o lucro líquido a ficar acima das estimativas.

Analistas mantêm cautela com Magalu

O Itaú BBA reiterou recomendação market perform (desempenho igual a média do mercado, equivalente à neutro) e preço-alvo de R$ 10. O Goldman Sachs também manteve recomendação neutra e preço-alvo de R$ 9,50.

O Morgan Stanley afirmou ver mérito nas iniciativas estratégicas, mas prefere aguardar evidências mais concretas de crescimento rentável antes de revisar sua recomendação underweight (exposição abaixo da média do mercado, equivalente à venda) para as ações, com preço-alvo de R$ 8. O JPMorgan também manteve recomendação underweight para as ações, com preço-alvo de R$ 6.