Veículo: E Investidor
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Data: 04/03/2026

Editoria: L-Founders, Renner, Shopee/Shein
Assuntos:

Renner (LREN3) lidera intenção de compra no varejo e Shein perde força após tributação, diz UBS BB

Pesquisa mostra também que tendências para o consumo de vestuário devem permanecer saudáveis em 2026

UBS BB afirma que a Renner (LREN3) assumiu, pela primeira vez, a liderança em intenção de compra no varejo. (Imagem: Adobe Stock)
UBS BB afirma que a Renner (LREN3) assumiu, pela primeira vez, a liderança em intenção de compra no varejo. (Imagem: Adobe Stock)

UBS BB afirmou que a Renner (LREN3) assumiu, pela primeira vez, a liderança em intenção de compra no varejo de vestuário no Brasil, superando C&A e deixando a Shein na quarta posição.

Os dados são da 5ª edição da pesquisa Evidence Lab Brands Survey, que também identificou que o cenário para o consumo de roupas em 2026 permanece favorável, embora o elevado endividamento das famílias represente “um risco relevante” para o setor ao longo do ano.

Segundo o banco, 54% dos consumidores afirmaram que pretendem comprar na Renner nos próximos 12 meses, alta de três pontos porcentuais na comparação anual. A C&A (CEAB3) aparece logo atrás, com 53%, enquanto a Riachuelo (RIAA3) atinge 50%. Já a Shein, que liderava a intenção de compra nas duas edições anteriores, recuou 7 pontos, para 48%, caindo para a quarta posição.

Apesar de ainda sustentar o maior score médio entre as marcas analisadas, a Shein apresentou deterioração em 13 dos 15 atributos avaliados, com destaque para queda na percepção de preço e valor.

“A mudança nas regras de tributação sobre importações de até US$ 50 pode ter impactado fatores ligados à acessibilidade, como percepção de bom custo-benefício e de preços dos produtos”, disse o analista, Vinicius Strano.

Consumo resiliente

No cenário agregado, a pesquisa indica que 63% dos consumidores pretendem aumentar os gastos com vestuário nos próximos 12 meses, porcentual estável em relação ao ano anterior. “Os resultados sugerem que as tendências para o consumo de vestuário devem permanecer saudáveis em 2026“, afirmou o profissional.

Por outro lado, o estudo mostra elevada sensibilidade a preços: em um cenário hipotético de alta de 10%, 71% dos consumidores afirmaram que reduziriam compras, sendo 27% com corte significativo e 6% declarando que deixariam de comprar. Apenas 8% indicaram que aumentariam os gastos mesmo diante do reajuste.

Strano ressalta, contudo, que o pano de fundo macroeconômico exige cautela. Para ele, os principais motivos apontados para redução de gastos com roupas continuam ligados a fatores financeiros, como menor renda disponível, necessidade de poupança compromissos financeiros.

O nível de alavancagem (endividamento) das famílias permanece próximo das máximas históricas e que o comprometimento da renda com dívidas vem aumentando em um ambiente de juros elevados. “Esse indicador representa um risco mais imediato para o consumo”, disse.

*Conteúdo elaborado com auxílio de inteligência artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast.