Companhia abriu tratativas com credores para alongar prazos e melhorar o perfil do endividamento; na terça-feira (3), ação fechou no menor nível desde março de 2025

O GPA (PCAR3), controlador do Pão de Açúcar, informou ao mercado que iniciou negociações com parte de seus credores para repactuar dívidas financeiras e outras obrigações de curto prazo que não estão ligadas à operação. A companhia avalia alternativas para alongar prazos e melhorar o perfil do endividamento, com foco em reforçar a liquidez das suas ações.
Em fato relevante enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), o grupo afirmou que contratou assessores financeiros para conduzir as tratativas. As conversas estão em curso e, até o momento, não há definição fechada. A empresa reforçou ainda que a operação segue saudável e que fornecedores, clientes e parceiros não fazem parte dessas negociações.
O movimento ocorre após forte pressão sobre o papel no mercado financeiro. Na sessão da última terça-feira (3), as ações despencaram 17,78%, tocaram R$ 2,59 na mínima e encerraram no menor nível desde março de 2025, em pregão de volume elevado e maior volatilidade.
Ao mesmo tempo, o GPA comunicou que a Bonsucex Holding, em conjunto com seu acionista Silvio Tini de Araújo, elevou participação para cerca de 16,07% do total de ações ordinárias, o equivalente a 78,9 milhões de papéis. Segundo o investidor, a posição tem caráter exclusivamente financeiro e não busca mudança de controle.
Com informações de Danielle Fonseca e Beth Moreira, da Broadcast.