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Data: 26/02/2026

Editoria: Iguatemi, L-Founders
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Iguatemi (IGTI11) no 4T25: vendas avançam, mas juros pressionam lucro; o que dizem Safra e Citi

Receita cresce no 4T25 e supera estimativas; ações avançam após divulgação

Iguatemi (IGTI11) supera estimativas do Citi no 4T25 com receita de R$ 422,6 milhões, enquanto Safra destaca impacto das despesas financeiras sobre o lucro. Ações avançam após o balanço. (Imagem: Adobe Stock)
Iguatemi (IGTI11) supera estimativas do Citi no 4T25 com receita de R$ 422,6 milhões, enquanto Safra destaca impacto das despesas financeiras sobre o lucro. Ações avançam após o balanço. (Imagem: Adobe Stock)

Iguatemi (IGTI11), maior controladora de shoppings do Ibovespa, divulgou os resultados do quarto trimestre de 2025 (4T25) na última terça-feira (24). O balanço foi recebido de forma construtiva pelo mercado financeiro, ainda que com nuances relevantes no diagnóstico dos analistas.

Na leitura do Safra, o desempenho operacional dos empreendimentos foi consistente, com avanço de vendas e aluguéis por metro quadrado, mas o peso das despesas financeiras, que somaram R$ 121,6 milhões no trimestre, reduziu parte da empolgação com o resultado. Já o Citi destacou que os números vieram cerca de 5% acima de suas estimativas, com surpresa positiva concentrada no varejo.

Os indicadores operacionais reforçaram a resiliência do portfólio voltado às classes A e B, público de maior renda e, em geral, menos sensível a oscilações do ciclo econômico.

As vendas nas mesmas lojas (Same Store Sales) avançaram 5,9% na comparação anual, enquanto os aluguéis nas mesmas lojas (Same Store Rent) subiram 6,6%, sinalizando capacidade de repasse. A receita líquida ajustada atingiu R$ 422,6 milhões, alta de 12,6% e acima das projeções do Citi, impulsionada pelo desempenho do varejo.

A divisão i-Retail, que reúne o Iguatemi 365 (e-commerce de luxo) e lojas próprias, expandiu 37,7% em receita, enquanto o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitdaajustado consolidado somou R$ 324,5 milhões, com crescimento anual de 3%.

Ainda assim, o resultado não passou livre de ressalvas. O lucro líquido ajustado ficou em R$ 158,9 milhões, recuo anual de 3,2%, pressionado justamente pelo maior ônus financeiro, isto é, pelas despesas com juros e encargos da dívida, que aumentaram em meio ao custo de financiamento no País. O Citi também chamou atenção para a desaceleração das receitas de estacionamento, que cresceram 3,5% no período e ficaram aquém do ritmo observado em trimestres anteriores.

Recomendações e preços-alvo para IGTI11

Apesar desses pontos nos resultados do 4T25, tanto Safra quanto Citi reiteraram recomendação de compra para os papéis, com preços-alvo de R$ 36 e R$ 32, respectivamente, indicando potencial adicional de valorização.

No pregão desta quarta-feira (25), às 14h40, as ações da Iguatemi (IGTI11) avançavam 0,37%, negociadas a R$ 29,54. No mesmo horário, o Ibovespa hoje recuava 0,17%, aos 191.172 pontos.