Veículo: Uol
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Data: 26/02/2026

Editoria: Shopping Pátio Higienópolis
Assuntos:

Funcionária é morta por ex-companheiro em joalheria de shopping em SP

Uma funcionária foi morta pelo ex-companheiro na noite de hoje dentro da joalheria Vivara do shopping Golden Square, em São Bernardo do Campo, na região metropolitana de São Paulo.

O que acontece

Cibelle Monteiro Alves foi esfaqueada no pescoço pelo ex-companheiro, Cássio Henrique Zampieri, 25. Segundo a Polícia Civil, o suspeito foi até a loja onde a mulher trabalhava e a fez refém até a chegada de agentes, que se depararam com a vítima já ferida.

Cássio teria resistido a se entregar e libertar a mulher. A corporação informou que a equipe disparou contra ele para “afastar a ameaça” e conseguir entrar no interior do estabelecimento. Em seguida, a porta foi arrombada para socorrer a vítima, mas Cibele morreu no local.

Imagens que circulam nas redes sociais registraram o momento. Nas gravações, o shopping aparece com os corredores vazios, enquanto policiais e seguranças permanecem próximos à porta da joalheria.

Informações iniciais do prefeito e da PM diziam que o homem havia atirado na ex. Além da faca, o homem portava uma réplica de arma de fogo, uma Airsoft.

Prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), disse que ela morreu em um “ataque covarde” do ex-companheiro. Em nota, Marcelo Lima (Podemos) também declarou repudiar qualquer ato de violência contra a mulher e ressaltou que a sociedade não pode tolerar esses comportamentos.

O feminicídio é investigado pela DEIC de São Bernardo. Procurada. , a Vivara confirmou em nota que a mulher era funcionária da loja. O estabelecimento lamentou o ocorrido e disse prestar todo o apoio e solidariedade à família, aos amigos e aos colegas de equipe. A loja informou ainda que está colaborando com as investigações.

A Vivara repudia veementemente qualquer forma de violência, especialmente o feminicídio, e reafirma seu compromisso com o acolhimento e a dignidade de suas colaboradoras
Loja, em comunicado

Medida protetiva e boletins de ocorrência

A vítima já esteve sob ameaça anteriormente. Segundo a SSP (Secretaria de Segurança Pública de São Paulo), a mulher teria feito dois registros de agressão contra o homem antes do ocorrido, um em 2023 e outro em 2025, além de ter medida protetiva de urgência.

Os dois haviam rompido a relação em abril do ano passado. De acordo com o boletim de ocorrência, ao qual o UOL teve acesso, Cássio não aceitava o fim e fazia contatos constantes com a vítima, descumprindo a proibição judicial.

Em caso de violência, denuncie

Ao presenciar um episódio de agressão contra mulheres, ligue para 190 e denuncie.

Casos de violência doméstica são, na maior parte das vezes, cometidos por parceiros ou ex-companheiros das mulheres, mas a Lei Maria da Penha também pode ser aplicada em agressões cometidas por familiares.

Também é possível realizar denúncias pelo número 180 — Central de Atendimento à Mulher — e do Disque 100, que apura violações aos direitos humanos.