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Data: 25/02/2026

Editoria: L-Founders, Mercado Livre
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Mercado Livre cresce 45% e mostra a força do ecossistema integrado

Resultados do 4º trimestre revelam como logística, IA, social commerce, fintech e marca impulsionam a expansão da plataforma e consolidam sua liderança no e-commerce latino-americano.
Resultados do 4º trimestre revelam como logística, IA, social commerce, fintech e marca impulsionam a expansão do Mercado Livre e consolidam sua liderança no e-commerce latino-americano.
Foto: Shutterstock.
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O Mercado Livre registrou receita líquida de US$ 8,8 bilhões no 4º tri de 2025, alta de 45% na comparação anual, impulsionado por frete grátis, expansão logística, social commerce, IA e crescimento da fintech. A estratégia de ecossistema integrado elevou GMV, número de compradores e eficiência operacional, enquanto o Mercado Pago avançou em usuários, crédito e NPS. Investimentos em marca e parcerias reforçam a ambição de ampliar recorrência, sortimento e presença na vida do consumidor.

Mercado Livre encerrou o quarto trimestre de 2025 com uma receita líquida de US$ 8,8 bilhões. Trata-se de um crescimento de 45% em dólares na comparação anual, consolidando um ano de forte expansão, com alta de 39% na receita total e avanço de 22% no lucro operacional.

O desempenho reforça que a companhia não cresce apenas em volume transacionado, como também pela construção de um ecossistema integrado que combina commerce, fintech, logística, publicidade e Inteligência Artificial.

O trimestre também marcou um momento simbólico para a companhia, com a transição de liderança. Ariel Szarfsztejn assumiu o cargo de CEO em 1º de janeiro de 2026, após atuar como presidente de Commerce. Sinalizando, assim, a continuidade estratégica e foco na expansão regional.

Frete grátis, logística e Black Friday

No segmento de commerce, o volume de vendas brutas (GMV) alcançou US$ 19,9 bilhões no trimestre, com crescimento de 37% em dólares.

Além disso, a empresa viu o número de compradores únicos no trimestre superar a marca de 80 milhões pela primeira vez, com um recorde de 16 milhões de usuários adicionais na plataforma em relação ao ano anterior.

Um dos principais vetores foi a redução do valor mínimo para frete grátis no Brasil. A decisão impulsionou um aumento de 45% no número de itens vendidos e de 35% no GMV em moeda constante. A estratégia foi decisiva para atrair novos compradores, elevar a frequência de compras e aumentar a retenção.

Esse movimento culminou em uma Black Friday histórica no Brasil, com o maior volume diário de vendas já registrado pela empresa. A campanha incluiu a divulgação de R$ 100 milhões em cupons, com um aumento de investimento de 150% em relação à Black Friday de 2024. Ainda, foram 20 mil contratações para a data, além de um forte investimento em Inteligência em IA para gerar análises, feedbacks e recomendações para a tomada de decisão. Isso além de 300 robôs autônomos responsáveis por fazer o transporte de produtos e estantes no Centro de Distribuição de Cajamar.

O desempenho na data foi acompanhado por crescimento expressivo em outros mercados-chave, como México e Argentina, reforçando a importância da estratégia regional.

Por trás dessa performance, está a malha logística própria, considerada uma das mais rápidas da América Latina. Atualmente, 75% das entregas rápidas são realizadas em até 48 horas. Ainda, em 2025, o Mercado Livre inaugurou 16 novos centros de distribuição fulfillment, incluindo o primeiro na China.

O aumento de escala permitiu reduzir custos unitários de envio e sustentar o crescimento acelerado do volume de itens vendidos: quase 500 milhões adicionais no ano.

Social commerce e influência no pico promocional

A Black Friday também evidenciou a estratégia de social commerce como motor de conversão. Lives, criadores de conteúdo e algoritmos de recomendação foram integrados à experiência de compra, transformando influenciadores em canais de performance.

A combinação de entretenimento, dados e logística criou uma jornada mais fluida, em que descoberta e conversão acontecem no mesmo ambiente.

Esse modelo se conecta ao avanço da vertical de publicidade, o Mercado Ads, que registrou crescimento de 67% no trimestre (neutralizando o efeito cambial).

Expansão de sortimento e parcerias estratégicas

Outro pilar do crescimento foi a ampliação de sortimento por meio de parcerias estratégicas. A colaboração com o Assaí, anunciada no início de fevereiro, sinaliza essa estratégia, com a a ambição de ganhar relevância no e-commerce alimentar, uma categoria de alta recorrência e frequência.

Já a parceria com a Casas Bahia, que disponibiliza os principais produtos da varejista na plataforma do Mercado Livre, reforça a estratégia de marketplace como hub para grandes redes.

Esses acordos permitem ao Mercado Livre expandir oferta, além de fortalecer o efeito de rede e aumentar a atratividade da plataforma para consumidores e vendedores. Ao mesmo tempo, ampliam categorias estratégicas, elevando ticket médio e recorrência.

IA como infraestrutura de crescimento

Inteligência Artificial aparece como um dos principais vetores estruturais do modelo de negócios. No commerce, algoritmos impulsionam recomendações, ranking de produtos e publicidade. Na adquirência, ferramentas de IA identificam vendedores de alto valor, elevando o volume de pagamentos por seller e acelerando retorno sobre investimento.

No segmento fintech, o assistente de IA do Mercado Pago, lançado em outubro de 2025, processou mais de 9 milhões de conversas no quarto trimestre, resolvendo 87% das interações sem necessidade de suporte humano.

“Encerramos 2025 com um desempenho excepcional, ganhando participação de mercado em nossos principais mercados e impulsionando um enorme crescimento nos segmentos de e-commerce e fintech”, frisa o CFO do Mercado Livre, Martin de los Santos.

Esse desempenho, segundo o executivo, é um reflexo direto da força do ecossistema do Mercado Livre, em que investimentos na experiência do cliente não só estão impulsionando sua adoção, como também levaram a um marco importante: notas recordes no Net Promoter Score no Brasil, no México, na Argentina e no Chile.

“Esse nível de satisfação do cliente serve como base sólida para o crescimento futuro. Ao mantermos uma abordagem ousada, porém disciplinada, em relação aos investimentos, estamos fortalecendo nossas vantagens competitivas, mantendo nossa liderança no e-commerce e promovendo a inclusão financeira em toda a região”, acrescenta.

Fintech em crescimento com controle de risco

Mercado Pago registrou receita líquida de US$ 3,8 bilhões no trimestre, crescimento de 51% em dólares. Os usuários ativos mensais chegaram a quase 78 milhões, enquanto os ativos sob gestão cresceram 78%, alcançando US$ 18,8 bilhões. A carteira de crédito avançou 90%, atingindo US$ 12,5 bilhões, com inadimplência mínima histórica de 4,4% no cartão de crédito.

Além disso, a emissão de quase 3 milhões de cartões de crédito no trimestre reforça a ambição da companhia de se tornar uma das maiores instituições financeiras da região, combinando inclusão financeira e monetização de dados.

Experiência de marca além da transação

Além do core de commerce e fintech, o Mercado Livre tem investido na construção de marca como parte da estratégia de crescimento. Projetos como a Mercado Livre Arena Pacaembu – um hub de atividades, lojas e destino para os consumidores de São Paulo – e o festival Meli Music – que já conecta artistas como Lauana Prado, Ana Castela e Luísa Sonza a milhares de fãs – ampliam a presença da marca no cotidiano do consumidor, criando experiências fora do ambiente de compra.

Esse movimento busca fortalecer conexão emocional, aumentar lembrança de marca e sustentar preferência em um mercado cada vez mais competitivo. Ao transformar a marca em plataforma cultural e de entretenimento, a companhia amplia pontos de contato e cria um ciclo virtuoso entre engajamento, tráfego e conversão.

O ecossistema como vantagem competitiva

O desempenho de 2025 reforça a tese de que o Mercado Livre está consolidando um ecossistema difícil de replicar. Logística própria, marketplace escalável, publicidade digital, fintech integrada e Inteligência Artificial formam uma infraestrutura que sustenta crescimento acelerado com eficiência operacional.

Ao encerrar o ano com receita anual de US$ 28,9 bilhões e lucro líquido de US$ 2 bilhões, a companhia mostra que os investimentos em experiência do cliente, dados e infraestrutura estão se convertendo em vantagem competitiva estrutural.