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Data: 23/02/2026

Editoria: L-Founders, Pão de Açúcar
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Ultrapar (UGPA3) sobe e GPA (PCAR3) recua: o que explica os movimentos

Indicador da análise técnica, IFR aponta euforia em um papel e sinaliza possível oportunidade de entrada em outro

Rodrigo Paz

23/02/2026 06h12 • Atualizado 9 horas atrás

Ativos mencionados na matéria

Ultrapar (UGPA3) retorna ao foco dos investidores ao aparecer entre os papéis mais “esticados” do Ibovespa pela leitura do Índice de Força Relativa (IFR). O dado mais recente mostra o indicador em 83,52 pontos — patamar típico de sobrecompra — sinalizando que, depois de uma sequência relevante de valorização, o ativo pode se aproximar de um movimento de correção técnica. Em 2026, a ação já sobe 32,92%, enquanto, no acumulado de 12 meses, os ganhos chegam a 81,68%.

Na outra ponta, o GPA (PCAR3) figura entre os ativos mais “descontados” do índice, com IFR em 25,22 pontos, região próxima à de sobrevenda. Esse contexto pode gerar uma assimetria interessante para o investidor, mas exige atenção à dinâmica dos preços e à presença de gatilhos que sustentem uma reação mais consistente. Em 2026, o papel recua 18,42%, ao passo que, no intervalo de 12 meses, registra alta de 13,97%.

IFR: ações da bolsa

O Índice de Força Relativa (IFR), ferramenta amplamente utilizada na análise técnica, avalia a força dos movimentos de preço em uma escala de 0 a 100. Leituras acima de 70 costumam indicar sobrecompra, enquanto valores abaixo de 30 sugerem survenda.

Em termos práticos, isso indica que a Ultrapar pode estar passando por um momento de forte otimismo, ao passo que GPA enfrenta maior pressão vendedora — condição que, por vezes, pode abrir espaço para movimentos de recuperação no curto prazo.

Também aparecem na lista das ações em região de sobrecompraCury (Cury3)Copasa (CSMG3)MRV (MRVE3) e Axia Energia (AXIA6).

Do lado oposto, entre os papéis mais pressionados no momento, estão Hapvida (HAPV3)Raízen (RAIZ4), CSN (CSNA3) e CSN Mineração (CMIN3), negociando em áreas técnicas consideradas mais frágeis.

Fonte: Nelogica. Elaboração: Rodrigo Paz

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Análise técnica Ultrapar (UGPA3)

Ultrapar (UGPA3) preserva uma forte tendência de alta no curto prazo. No gráfico diário, o papel segue negociando acima das médias móveis de 9, 21 e 200 períodos, reforçando a leitura construtiva e a clara predominância do fluxo comprador. Na última sessão, a ação avançou 1,02%, encerrando aos R$ 27,78, após oscilar entre a mínima de R$ 27,10 e a máxima de R$ 27,86.

Apesar do pano de fundo amplamente positivo, o movimento já evidencia esticamento relevante, com afastamento expressivo das médias móveis, enquanto o IFR (14) em 83,52 sinaliza condição de sobrecompra. Esse conjunto de fatores eleva a probabilidade de correções pontuais ou de um período de consolidação no curto prazo, ainda que, até o momento, não haja sinais técnicos consistentes de reversão da tendência principal.

Para a continuidade do fluxo comprador, será decisiva a superação da faixa de resistência em R$ 27,86, o que pode destravar novas projeções de alta. Em sentido oposto, um ajuste mais consistente tende a ganhar tração caso o papel perca a região das médias móveis, com atenção especial aos suportes mais próximos.

Resistências: R$ 27,86; R$ 28,72; R$ 30,32; R$ 31,63.
Suportes: R$ 26,39; R$ 25,52; 23,99; 22,60; 21,79; 20,52; 19,98.

Fonte: Nelogica. Gráfico diário. Elaboração: Rodrigo Paz

Análise técnica GPA (PCAR3)

O GPA (PCAR3) mantém tendência de baixa no curto prazo, com o gráfico diário mostrando o ativo negociando abaixo das médias móveis, o que reforça a dominância do fluxo vendedor. Na última sessão, a ação avançou 2,31%, em sinal de correção após fortes baixas recentes, encerrando aos R$ 3,10.

O papel negocia abaixo das médias com um afastamento considerável, enquanto o IFR (14) em 25,22, em faixa de sobrevenda, pode abrir espaço para repique técnico ou consolidação no curto prazo. Ainda assim, não há, até o momento, sinais técnicos claros de reversão de tendência.

Para que o ativo volte a atrair fluxo comprador, será necessária a superação da resistência em R$ 3,13 e, principalmente, da região de R$ 3,58. Por outro lado, a continuidade do movimento de baixa tende a ganhar força com a perda do suporte nos R$ 2,94/ R4 2,61.

Resistências: R$ 3,13; R$ 3,58; R$ 3,95; R$ 4,19; R$ 4,40; R$ 4,60.
Suportes: R$ 2,94; R$ 2,61; R$ 2,35; R$ 2,18.

Fonte: Nelogica. Gráfico diário. Elaboração: Rodrigo Paz