Veículo: Exame
Clique aqui para ler a notícia na fonte
Região:
Estado:
Alcance:

Data: 23/02/2026

Editoria: Shopping Pátio Higienópolis
Assuntos:

4 tendências que vão redefinir o mercado de luxo em 2026

Se outrora o mercado de luxo se concentrava apenas no conceito de possuir, agora, o comportamento do consumidor está levando o setor à criação de experiências e ofertas que levam em conta o vivenciar.

Segundo a McKinsey, mais de 70% dos consumidores do mercado de luxo afirmam priorizar experiências em vez da aquisição de bens materiais.

65% dizem estar dispostos a pagar mais por marcas que ofereçam atendimento personalizado e relacionamento contínuo.

O que as marcas do mercado de luxo precisam saber? Jaroslaw Piasecki, fundador da Vippers, plataforma de mobilidade premium resume a partir da própria experiência:

“Hoje, o consumidor valoriza como a marca se conecta com o seu estilo de vida. As marcas que insistem apenas em tradição ou ostentação correm o risco de parecer desconectadas. O novo luxo é mais humano, mais próximo e muito mais relevante”.

1. Experiências, sim. Posse, nem tanto

Viagens sob medida, hospitalidade de alto padrão, bem-estar, mobilidade premium e eventos exclusivos se tornam formas legítimas de consumo de luxo.

Para 2026, o empresário polones avalia algumas tendências que serãoconsequência direta do comportamento do consumidor do mercado de luxo.

Viver bem, com conforto e autenticidade, passa a ser mais desejável do que acumular bens.

Esse movimento é ainda mais forte entre Millennials e Geração Z, que devem responder por cerca de 75% do consumo global de luxo até 2030, segundo dados do Altagamma. “A experiência cria vínculo emocional, constrói memória e fideliza”, comenta Piasecki .

2. O luxo precisa ser mais do que personalizado: sob medida

Não se trata mais de ajustes superficiais, mas de propostas pensadas a partir do estilo de vida, dos hábitos e das preferências individuais.

O luxo padronizado perde espaço para soluções que parecem feitas sob medida. Ferramentas como inteligência artificial, dados comportamentais e experiências imersivas permitem jornadas cada vez mais sob medida.

“Personalizar não é apenas adaptar um detalhe, é compreender o estilo de vida do cliente e antecipar suas necessidades”, diz Piasecki.

3. E como ferramenta valiosa, a digitalização

Nesse contexto, explica o dono da Vippers, a digitalização passa a atuar como uma ferramenta estratégica de relacionamento.

Estudos da McKinsey mostram que clientes de alto padrão que utilizam canais digitais integrados gastam, em média, 20% a 40% mais do que aqueles que têm uma experiência fragmentada.

Recursos como recomendações inteligentes, curadorias personalizadas e experiências digitais imersivas ampliam o contato com a marca e qualificam a tomada de decisão, sem substituir o atendimento humano.

“O digital não elimina o toque pessoal, ele potencializa. Quando bem usado, torna o luxo mais próximo e relevante”.

4. Por fim, os preços tem espaço na estratégia

O comportamento mais seletivo do consumidor também pressiona as marcas de luxo a reverem suas estratégias de preço.

Após anos de reajustes agressivos, cresce a exigência por coerência entre valor cobrado e energia criativa.

“O cliente aceita pagar caro, mas exige consistência. Preço alto sem narrativa, qualidade e experiência já não se sustenta. Essa percepção tem levado o setor de luxo a desacelerar aumentos e a reforçar linhas icônicas e produtos de entrada”, conclui Piasecki.