Operação começa no segundo semestre inicialmente para clientes do Sudeste. Cardápio inclui produtos de alta recorrência de compra, de categorias como mercearia seca, limpeza, bebidas e itens selecionados não alimentares
— São Paulo
12/02/2026 13h43 Atualizado agora
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A rede de atacarejo Assaí anunciou nesta quinta-feira uma parceria com o Mercado Livre para a venda de produtos na plataforma gigante de marketplace. O acordo prevê uma operação entre as duas companhias no modelo logístico de fulfillment , ou seja, o Assaí vai abastecer os centros de distribuição do Mercado Livre, que assume a armazenagem, separação, preparação dos pedidos e entrega aos consumidores que comprarem os produtos no marketplace.
Os termos e detalhes financeiros da parceria não foram divulgados.
Segundo a empresa, a previsão é que as vendas comecem no segundo trimestre desse ano, primeiro na região Sudeste. A expectativa é que o modelo seja ampliado para o restante do país até o fim de 2026.
O mix inicial de produtos do Assaí disponíveis no Mercado Livre deve começar por itens não perecíveis que são muito buscados pelos consumidores e de maior preço dentro de categorias como mercearia seca, limpeza, bebidas e itens selecionados não alimentares.
Além disso, a parceria ainda prevê que as 312 lojas da varejista utilizem ao marketplace para compra de suprimentos e insumos operacionais.
Farmácia própria
A rede de atacarejo também anunciou a abertura de farmácias dentro de 25 lojas, num projeto-piloto que já começa neste primeiro semestre, e espaços dedicados ao segmento fitness em 93 lojas, com produtos como creatina, whey protein e alimentos proteicos.
As novidades foram anunciadas durante a divulgação dos resultados do Assaí em 2025. A empresa registrou receita de R$ 22,8 bilhões no quarto trimestre, uma variação de 0,9% na comparação com o mesmo período de 2024. Para analistas, a pressão tem a ver com o cenário macroeconômico, de deflação em diferentes alimentos e endividamento das famílias.
Para analistas do Itaú BBA, a parceria com o Mercado Livre e a aposta no varejo farmacêutico são “novas avenidas de crescimento” buscadas pelo Assaí em meio ao crescimento fraco nas operações.
“Esse desempenho inferior ainda reflete maior concorrência de outros formatos de loja (como supermercados regionais), à medida que fornecedores equiparam condições comerciais e a diferença de preços entre atacarejo e outros formatos diminui; e a continuidade do movimento de trade-down do consumidor (quando se busca produtos mais baratos e básicos)”, escreveu em relatório a equipe liderada pelo analista de Consumo Rodrigo Gastim.