Veículo: O Globo
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Data: 11/02/2026

Editoria: Shopping Pátio Higienópolis
Assuntos:

Varejo registra queda nas vendas no início do ano, aponta estudo

RESUMO

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As vendas do comércio brasileiro recuaram 1,3% em janeiro e, na comparação anual, o volume de vendas apresentou retração de 5,9%. Os dados fazem parte do Índice do Varejo Stone (IVS), que acompanha mensalmente a movimentação do varejo. Na sexta-feira, o IBGE divulga os dados oficiais de dezembro.

Guilherme Freitas, economista e pesquisador da Stone, salienta que o ano será desafiador para o setor, pois, embora o mercado de trabalho ainda esteja aquecido, o consumo permanece pressionado por um ambiente financeiro restritivo.

– Juros elevados, crédito mais caro e um nível historicamente alto de endividamento das famílias continuam limitando o espaço para novas compras . A retração observada tanto na comparação mensal quanto anual indica que o varejo começou 2026 em um patamar inferior ao do ano anterior, mesmo após um 2025 que já havia sido difícil para a atividade.

Em comparação com dezembro, somente o segmento “Hipermercados, Supermercados, Produtos Alimentícios, Bebidas e Fumo” teve crescimento, de 1,4%, influenciado pela recente deflação da alimentação no domicílio. Entre os setores com retração, registraram queda Artigos Farmacêuticos e Combustíveis e Lubrificantes (5,6%), Material de Construção (3,3%), Livros, Jornais, Revistas e Papelaria (1,9%), Outros Artigos de Uso Pessoal e Doméstico (1,5%), Móveis e Eletrodomésticos (0,3%), enquanto Tecidos, Vestuário e Calçados apresentou estabilidade na comparação mensal.

Ao comparar com janeiro de 2025, todos os oito segmentos analisados apresentaram retração. A maior queda foi observada em Combustíveis e Lubrificantes (15,1%), seguida por Artigos Farmacêuticos (7,5%), Tecidos, Vestuário e Calçados (6,7%), Livros, Jornais, Revistas e Papelaria (5,5%), Material de Construção (4,7%), Outros Artigos de Uso Pessoal e Doméstico (4,6%), Hipermercados, Supermercados, Produtos Alimentícios, Bebidas e Fumo (4,2%) e Móveis e Eletrodomésticos (2,3%).

No recorte regional, apenas um estado apresentou crescimento na comparação anual. O único avanço foi registrado no Amapá (2,9%). Entre os estados com retração nas vendas, os piores resultados foram observados no Rio Grande do Sul (10,2%), Rio Grande do Norte (7,6%), Amazonas (7,3%), Santa Catarina (6,5%), São Paulo e Distrito Federal (6,4%), Espírito Santo (6,2%), Tocantins (5,8%), Paraíba (5,7%), Mato Grosso (5,4%), Ceará (5,3%), Minas Gerais e Mato Grosso do Sul (5,2%), Paraná (4,9%), Acre (4,8%), Bahia, Pernambuco e Sergipe (4%), Goiás (3,4%), Rondônia (3,3%), Rio de Janeiro (3,2%), Alagoas (2,3%), Roraima (1,1%), Piauí (1%), Pará (0,4%) e Maranhão (0,1%).