Vendas resilientes e reajustes moderados de IGP
Prevemos um trimestre operacional moderado para os shoppings brasileiros, com vendas saudáveis dos lojistas atingindo um crescimento de um dígito médio, apesar das taxas de juros mais altas que restringem o poder de compra e dos efeitos da inflação mais baixa que afetam o crescimento dos aluguéis. Isso deve sustentar custos e taxas de ocupação (A/A) estáveis em toda a nossa cobertura (estimamos uma média de 97,3% contra 97,1% no 4T24). Financeiramente, estimamos um crescimento estável da receita para o setor (média de ~3% ano a ano para as empresas sob nossa cobertura), impulsionado por (i) ajustes controlados do IGP-M/DI, mas compensado por (ii) forte contribuição de fontes de receita não core, notadamente incorporação e venda de participação na Multiplan, serviços para a Allos e varejo para a Iguatemi.
Cenário misto de lucros devido às taxas de juros mais altas, afetando o FFO
Após uma estabilidade nas receitas de aluguel e um crescimento nas fontes de receita com margens de contribuição mais baixas, esperamos que as margens EBITDA diminuam em toda a nossa cobertura (projetamos uma média de -0,4 p.p. YoY). Os resultados financeiros devem pesar nos lucros devido às taxas de juros mais altas, que continuam a afetar negativamente o crescimento do FFO, embora prevemos um cenário melhor para o FFOPS YoY.
Allos deve ser o destaque desta temporada, com expansão positiva do FFO/ação.
Um crescimento mais forte da receita, combinado com as recentes recompras de ações, deve levar a Allos a apresentar os melhores resultados nesta temporada de resultados, suportando uma expansão positiva do FFO/ação (+2% em relação ao ano anterior).