Veículo: Valor - Globo
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Data: 16/01/2026

Editoria: Shopping Pátio Higienópolis
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Em ano de Copa do Mundo, eleições e feriados, consumidor está mais atento a gastos e escolhas, diz estudo

O ano de 2026 deve ser marcado por um comportamento de consumo mais cauteloso e planejado por parte dos brasileiros. De acordo com um estudo recente sobre hábitos de compra, fatores como a realização da Copa do Mundo, o período eleitoral e um calendário com maior concentração de feriados tendem a deixar o consumidor mais atento às decisões financeiras e às escolhas de consumo ao longo do ano.

O levantamento aponta que, diante de um cenário com muitos eventos relevantes e potenciais impactos econômicos, os consumidores demonstram maior preocupação em avaliar preços, comparar alternativas e priorizar gastos considerados essenciais ou de maior valor percebido. A compra por impulso perde espaço para decisões mais racionais, especialmente em categorias de maior desembolso.

A Copa do Mundo, que tradicionalmente estimula gastos com lazer, entretenimento, alimentação fora do lar e eletrônicos, aparece no estudo como um fator que gera interesse, mas também planejamento. Em vez de elevar indiscriminadamente o consumo, o evento tende a fazer com que as pessoas organizem melhor o orçamento para conciliar momentos de lazer com controle financeiro.

O mesmo ocorre em anos eleitorais. A incerteza em relação ao cenário econômico e político costuma levar parte dos consumidores a adotar uma postura mais conservadora, adiando compras de maior valor e priorizando estabilidade financeira. Esse comportamento se reflete tanto no varejo físico quanto no digital, com maior busca por promoções, condições facilitadas de pagamento e melhor custo-benefício.

O calendário de feriados prolongados em 2026 também influencia as escolhas. Embora estimule viagens e atividades de lazer, ele reforça a necessidade de planejamento financeiro, fazendo com que o consumidor distribua melhor seus gastos ao longo do ano.

Para o varejo, o estudo indica que o desafio será equilibrar estímulos ao consumo com propostas de valor mais claras, oferecendo experiências relevantes, preços competitivos e comunicação alinhada a um consumidor mais consciente, informado e seletivo.