Veículo: Jornal GGN
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Data: 13/01/2026

Editoria: Shopping Pátio Higienópolis
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Superagentes de IA e o impacto macroeconômico no varejo a partir de 2026

O avanço dos superagentes de inteligência artificial tende a provocar mudanças estruturais no varejo global a partir de 2026, com efeitos que extrapolam a esfera tecnológica e alcançam a macroeconomia. Em um setor altamente competitivo e sensível ao ciclo econômico, a incorporação desses sistemas deve influenciar produtividade, formação de preços, dinâmica do emprego e padrões de investimento, reposicionando o varejo como um dos principais vetores de difusão da IA na economia.

Projeções do Gartner indicam que, até o fim de 2026, cerca de 40% das aplicações corporativas utilizarão agentes de IA programados para tarefas específicas, ante menos de 5% atualmente. No horizonte de longo prazo, esses agentes podem responder por aproximadamente 30% da receita global de softwares corporativos até 2035, superando US$ 450 bilhões. Esse crescimento aponta para uma mudança relevante na composição do capital tecnológico das empresas, com impactos diretos sobre ganhos de eficiência e competitividade sistêmica.

Segundo Marcos Oliveira Pinto, Global Software Engineer Manager da Jitterbit, a adoção bem-sucedida desses agentes exige uma abordagem estratégica alinhada à realidade econômica do setor. “O desafio não é apenas tecnológico, mas de alocação eficiente de recursos. Em um ambiente de margens pressionadas e consumidores sensíveis a preço, investir em superagentes precisa gerar ganhos concretos de produtividade e resiliência, e não apenas seguir uma tendência”, afirma.