Comunicado ao mercado, sob o art. 12 da Resolução CVM nº 44, informa participação conjunta de Bonsucex Holding S.A. e Silvio Tini de Araújo

Na terça-feira, 30 de dezembro de 2025, o GPA (PCAR3) informou que recebeu correspondência da Bonsucex Holding S.A., em conjunto com seu acionista Silvio Tini de Araújo, comunicando participação acionária conjunta de aproximadamente 10,314% do total de ações ordinárias da companhia. O aviso foi divulgado nos termos do art. 12 da Resolução CVM 44, que disciplina a obrigação de informar movimentações relevantes na base acionária. O movimento sinaliza a consolidação de um bloco minoritário com maior capacidade de influência em assembleias e comitês, num momento em que a empresa persegue previsibilidade e execução disciplinada. Esse avanço dá sequência ao acréscimo de participação para 5,567% e fortalecimento do bloco minoritário em novembro, quando já se desenhava maior coordenação de investidores sem alteração do controle.
Esse reforço na base de minoritários dialoga com o rearranjo de governança observado ao longo de dezembro: mudanças em conselhos e comitês preservaram quórum técnico e continuidade de trabalho, mitigando riscos em temas sensíveis como provisões, disciplina de capital e interlocução com auditoria e credores. A leitura estratégica é que um acionista relevante tende a exigir cadência e qualidade de reporte, ao mesmo tempo em que a companhia sustenta uma agenda de eficiência e desalavancagem. Nesse contexto, ganha relevância o ajuste de governança em curso no 4T25, com renúncia do vice-presidente do Conselho e recomposição de colegiados, reforçando a capacidade de supervisão de métricas e políticas financeiras.
Com um minoritário acima de 10%, a cobrança por coerência entre alocação de capital e execução operacional tende a aumentar. Nesse vetor, a simplificação do ecossistema financeiro e o reforço de caixa avançaram com a venda da participação na FIC por R$ 260,1 milhões ao Itaú, que libera o GPA para redesenhar parcerias em serviços financeiros e monetizar relacionamento com clientes com menor intensidade de investimento. A transação somou-se a iniciativas de alongamento de dívida e preservação de liquidez, compondo um pano de fundo mais previsível para 2026, com foco em ROIC e produtividade, alinhado às expectativas de investidores com perfil de acompanhamento ativo e horizonte de médio prazo.
Estratégicamente, a nova participação de 10,314% consolida a trajetória que a administração vem delineando: executar com disciplina, reduzir despesas e direcionar investimentos majoritariamente à produtividade das lojas. Essa direção foi formalizada no Plano de Eficiência para 2026 (capex de R$ 300–350 mi e corte de ao menos R$ 415 mi), que institui métricas e prioridades para sustentar margens e geração de caixa. Em suma, o avanço da Bonsucex e de Silvio Tini na base acionária potencializa o escrutínio sobre a entrega dessa agenda, amarra governança e capital a um mesmo fio condutor e tende a reduzir ruídos informacionais, favorecendo uma execução previsível em 2026.