
Tânia Rêgo/Agência Brasil
Enquanto Luciano Hang, dono da Havan, ostenta um faturamento bilionário, a Lojas Americanas vive um momento turbulento: a empresa anunciou um acordo com a Procuradoria‑Geral da Fazenda Nacional (PGFN) que reduz mais de R$ 500 milhões de seus débitos, sobre um total de R$ 865 milhões. Mesmo assim, esse alívio pontual não apaga os graves problemas financeiros que acompanhavam a varejista.
A empresa, que já foi um dos maiores nomes do varejo brasileiro, enfrenta uma crise sem precedentes desde que vieram à tona inconsistências contábeis bilionárias, detonando um efeito cascata que afetou fornecedores, investidores e todo o mercado.
Mesmo com renegociações e acordos para reduzir parte das dívidas, a Americanas segue em recuperação judicial e tenta reorganizar sua operação para sobreviver a um dos maiores escândalos corporativos do país. Enquanto isso, o contraste com a Havan se torna ainda mais evidente.
A rede de Luciano Hang continua em expansão, anunciando novas unidades e mantendo um volume de vendas robusto. A disparidade entre as duas gigantes do varejo ilustra como gestão, transparência e estratégia podem determinar destinos completamente opostos em um mercado cada vez mais competitivo e sensível a crises internas.
Gestão e estratégia: o que separa o sucesso do colapso no varejo: Americanas e Havan
O contraste entre Havan e Lojas Americanas evidencia como decisões administrativas, planejamento financeiro e transparência podem definir caminhos completamente distintos para empresas do mesmo setor. Enquanto uma expande suas operações e mantém saúde financeira sólida, a outra luta para reorganizar suas dívidas e recuperar a confiança do mercado.
Além disso, a situação mostra que o faturamento bilionário não depende apenas do tamanho ou da tradição da empresa, mas de uma combinação de fatores estratégicos. A diferença entre prosperar ou enfrentar colapsos financeiros está, muitas vezes, na capacidade de adaptação, gestão eficiente e controle rigoroso sobre os números e processos internos.