Veículo: Valor Econômico
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Data: 29/12/2025

Editoria: L-Founders, petz/cobasi
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Popular Pet quer lojas da Petz Cobasi para entrar na capital de SP

Por Adriana Mattos — De São Paulo
26/12/2025 05h01 Atualizado há 2 dias

O fundador e CEO da Popular Pet, Guilherme D’Angelo, disse, nesta quinta-feira (25), ao Valor, que uma eventual aquisição de pontos do Grupo Petz Cobasi irá antecipar em dois anos os planos de crescimentos da rede, inclusive com a entrada da empresa no mercado da capital paulista e outras regiões estratégicas.

Na quarta-feira (24), o Valor informou que, além de Petlove e PetCamp, a Popular Pet já manifestou interesse nas 26 lojas no Estado de São Paulo, das quais a companhia precisa se desfazer sob determinação do Tribunal do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

A Popular Pet conta com investimentos do family office Epitychia, do executivo Janguiê Diniz, também controlador do grupo Ser Educacional.

O órgão aprovou, no último dia 10, a fusão entre Petz e Cobasi, condicionada à celebração de um Acordo em Controle de Concentrações (ACC). O pacote de exigências inclui o desinvestimento das 26 lojas, além de outras medidas, como não abertura de pontos na região das 26 lojas ou cooptação de clientes nas áreas por determinado período de tempo.

A Popular Pet tem 30 unidades no Vale do Paraíba, no interior de São Paulo, e fechará o ano de 2025 com R$ 115 milhões de faturamento, com projeção 170 milhões, em 2026, considerando a mesma base de lojas. Além dos ponto físicos, a companhia opera em plataformas como iFood, Shopee e Mercado Livre.

“Nosso principal diferencial quanto à PetLove é o ‘know how’ em operacionalizar lojas físicas próprias, considerando que a Petlove tem experiência apenas em franquias. E assumir 26 lojas, acreditamos ser uma novidade para eles”, disse o empresário.

“Já quanto à PetCamp, o principal diferencial da Popular Pet são os serviços veterinários de baixa e alta complexidade, que são próprios, o que integra ainda mais a Popular Pet [nas opções de serviços na hora da] escolha do cliente”.

Com esse movimento, a ideia é avançar com um plano para tentar ser a segunda maior empresa de petshops do Brasil, diz ele – teria, com isso, que superar a Petlove, com estrutura bem mais robusta, já que são mais de R$ 2 bilhões de receita anual prevista para 2025.

Existe um plano de investimento já desenhado e, por isso, a rede está fazendo o pedido para participar dessa negociação após aproximadamente 10 dias depois da decisão do Cade, diz o empresário.

Janguiê Diniz se tornou sócio da Popular Pet após adquirir participação relevante em 2024. Quando entrou no negócio, o plano dos sócios era transformar a empresa na terceira maior varejista do setor. A projeção no ano passado era alcançar cerca de R$ 200 milhões de receita em 2025.

Nesta semana, o fundador da Petz, Sergio Zimerman, informou que realizou negociações com ações e com instrumentos derivativos referenciados em ações da companhia que resultaram na sua exposição total ao capital social da Petz chegar a 45,3%.